{"id":5409,"date":"2010-04-28T12:37:00","date_gmt":"2010-04-28T15:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/doze_pragas_da_lingua_comentadas\/"},"modified":"2010-04-28T12:37:00","modified_gmt":"2010-04-28T15:37:00","slug":"doze_pragas_da_lingua_comentadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/doze_pragas_da_lingua_comentadas\/","title":{"rendered":"Doze pragas da l\u00edngua (comentadas)"},"content":{"rendered":"<p><b>     <\/p>\n<p><\/b>    <\/p>\n<p>Feriado \u00e9 festa. A folga deixa os compromissos pra l\u00e1, re\u00fane  amigos, promove bate-papos. No 21 de abril n\u00e3o foi diferente. Jornalistas sa\u00edram  da reda\u00e7\u00e3o e foram tomar um chopinho. Na conversa vadia, um deles quis  satisfazer velha curiosidade. Qual, na opini\u00e3o de gente que ganha o p\u00e3o de todos  os dias falando ou escrevendo, seriam as 12 pragas da l\u00edngua?    <\/p>\n<p>A quest\u00e3o incendiou os \u00e2nimos. Todos davam palpites. Fala daqui,  discute dali, pintou uma lista. Voc\u00ea pode  ou n\u00e3o concordar com a sele\u00e7\u00e3o.&nbsp;Pode excluir&nbsp;maldi\u00e7\u00f5es ou acrescentar outras.  Mas uma coisa \u00e9 certa: a turma tem sensibilidade. Boa parte das escolhidas d\u00e1  otite. Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! <b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Uma<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Gerundismo<\/b>. Trata-se da tal hist\u00f3ria do  <i>vou estar mandando, vou estar providenciando, vou estar aprontando<\/i>. Quem  embarca nessa canoa furada cortou rela\u00e7\u00f5es com o futuro. O porvir tem duas  formas. Uma: o futuro simples (mandarei, providenciarei, aprontarei). A outra: o  composto (vou mandar, vou providenciar, vou aprontar). Sugest\u00e3o: fazer as pazes  com o tempo que olha pra frente.<b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Duas<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Eu ad\u00e9quo, ele ad\u00e9qua<\/b>. O verbo adequar  joga no time dos pregui\u00e7osos. Defectivo, s\u00f3 se conjuga nas formas em que a  s\u00edlaba t\u00f4nica cai no <b>q<\/b> ou depois do <b>q <\/b>(adequamos, adequais,  adequarei, adequasse). Sugest\u00e3o: deixar o indolente pra l\u00e1. <i>Adaptar<\/i> o  substitui com galhardia. <b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Tr\u00eas<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Houveram<\/b>. No sentido de existir ou  ocorrer, o haver n\u00e3o tem sujeito. Impessoal, s\u00f3 se conjuga na 3\u00aa pessoa do  singular: <i>Houve dist\u00farbios nas festas<\/i>. <i>Nunca houve confus\u00f5es na sa\u00edda  do trabalho. Houve manifesta\u00e7\u00f5es a favor do presidente.<\/i> Sugest\u00e3o: corte o  houveram da sua vida. Ele n\u00e3o faz  falta.<b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Quatro<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>A n\u00edvel de<\/b>. O trio n\u00e3o existe. As formas  s\u00e3o <i>ao n\u00edvel de<\/i> (= \u00e0 altura de) e <i>em n\u00edvel de <\/i>(= no \u00e2mbito  de) &#8212; Santos fica ao n\u00edvel do mar.  Decis\u00e3o tomada em n\u00edvel de diretoria. Curso em n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.  Sugest\u00e3o: abra m\u00e3o do em n\u00edvel de. Ele engorda a frase: <i>Decis\u00e3o tomada pela  diretoria. Curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o<\/i>. <b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Cinco<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Seje,<\/b> <b>esteje<\/b>. As formas s\u00e3o seja,  esteja. Sugest\u00e3o: memorize a grafia nota 10. <b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Seis <\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>De formas que<\/b>. As locu\u00e7\u00f5es terminadas  com <i>que<\/i> s\u00e3o conjuntivas. Conjun\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem plural. A locu\u00e7\u00e3o, vaquinha de  pres\u00e9pio, vai atr\u00e1s (de forma que). Sugest\u00e3o: diante da tenta\u00e7\u00e3o de p\u00f4r o  <strong>s<\/strong>, pare, pense e desista. <b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Sete<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Pron\u00fancia de gratuito e subs\u00eddio<\/b>.  Gratuito se pronuncia como circuito e fortuito. Subs\u00eddio, como  subsolo. Sugest\u00e3o: na d\u00favida, lembre-se de circuito e subsolo. Ou troque seis  por meia d\u00fazia. Em vez de gratuito, diga  gr\u00e1tis. <b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Oito<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Se eu deter, caber, trazer, p\u00f4r, ver<\/b>. O  futuro do subjuntivo se forma do pret\u00e9rito perfeito do indicativo: detive  (detiver), coube (couber), trouxe (trouxer), pus (puser), vi (vir). Sugest\u00e3o:  lembre-se de que os verbos t\u00eam pai e m\u00e3e.<b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Nove <\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Chav\u00f5es<\/b>. De t\u00e3o batidas, express\u00f5es  perdem o frescor. \u00c9 o caso de inserido no contexto, pontap\u00e9 inicial, salva\u00e7\u00e3o da  p\u00e1tria, sol escaldante, infla\u00e7\u00e3o galopante. Sugest\u00e3o: X\u00f4, comodismo! Vem,  criatividade!<b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Dez<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Formas empoladas, rebuscados ou malformados<\/b>. Tecnologizado, agudiza\u00e7\u00e3o, consubstancia\u00e7\u00e3o, rentabilizar, perdoalizar,  problem\u00e1tica, dialogal e outros do time s\u00e3o a receita do cruz-credo. Sugest\u00e3o:  Fora!<b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Onze<\/b> <b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Cacofonias<\/b>. A s\u00edlaba de uma palavra se  encontra com a de outra e nasce um mostrengo indesejado. \u00c9 o caso de por  cada, por t\u00e3o, por tal, boca dela. Sugest\u00e3o: leia o texto em voz  alta.<b> <\/b><b>   <\/p>\n<p><\/b><b>Doze<\/b> <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">   <\/p>\n<p><\/b><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Pleonasmos<\/b>. Vivemos a era do menos \u00e9  mais. Redund\u00e2ncias pegam mal. Subir pra cima, descer pra baixo, elo de liga\u00e7\u00e3o,  sorriso nos l\u00e1bis, surpresa inesperada, minha opini\u00e3o pessoal, avan\u00e7ar pra  frente, continua ainda, criar novo s\u00e3o exemplos de desperd\u00edcio. Sugest\u00e3o: siga o  conselho dos mineiros. Quando o filho saiu de casa pela primeira  vez, o pai lhe disse: &#8220;Meu filho, n\u00e3o saia. Se sair, n\u00e3o gaste. Se gastar, n\u00e3o  pague. Se pagar, pague s\u00f3 a sua.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feriado \u00e9 festa. A folga deixa os compromissos pra l\u00e1, re\u00fane amigos, promove bate-papos. No 21 de abril n\u00e3o foi diferente. 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