{"id":545,"date":"2015-07-31T13:10:00","date_gmt":"2015-07-31T13:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/2015\/07\/31\/crase_1\/"},"modified":"2015-11-13T11:06:40","modified_gmt":"2015-11-13T13:06:40","slug":"crase_1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/crase_1\/","title":{"rendered":"Crase 1"},"content":{"rendered":"<div>&nbsp; H\u00e1 assuntos e assuntos. Alguns aparecem de vez em quando. A\u00ed,  pintou a d\u00favida? Basta uma consultinha e ela se vai. Vale o exemplo do h\u00edfen.  N\u00e3o \u00e9 todos os dias que escrevemos infraestrutura. Ao faz\u00ea-lo, se surgir a  interroga\u00e7\u00e3o, o dicion\u00e1rio tem a resposta na ponta da l\u00edngua.  <\/p>\n<p>Mas certos temas  est\u00e3o sempre presentes. \u00c9 o caso da v\u00edrgula e da crase. Elas aparecem em  qualquer texto e em mil e uma ocasi\u00f5es. Da\u00ed a import\u00e2ncia de dominar-lhes o  emprego. O sinal de pontua\u00e7\u00e3o foi assunto posts anteriores. Chegou a  vez do acento grave. Abram-lhe alas.  &nbsp; <b>Sem humilha\u00e7\u00e3o<\/b> <b><\/b>&nbsp; Ferreira Gullar disse que a crase n\u00e3o foi feita pra humilhar  ningu\u00e9m. Pode ser. Mas que d\u00e1 n\u00f3 nos miolos, isso d\u00e1. Como desat\u00e1-lo? \u00c9 f\u00e1cil  como andar pra frente.  &nbsp; <b>Primeiro passo<\/b>: desvendar o segredo do acentinho &nbsp; Crase \u00e9 como alian\u00e7a no dedo esquerdo. Avisa que estamos  diante de ilustre senhora casada. A preposi\u00e7\u00e3o <i>a<\/i> se encontra com outro  <i>a<\/i>. Pode ser artigo ou pronome demonstrativo. Os dois se olham. O cora\u00e7\u00e3o  estremece. A\u00ed, n\u00e3o d\u00e1 outra. Juntam os trapinhos e viram um \u00fanico ser. &nbsp; <b>Segundo passo<\/b>: descobrir se existem dois aa &nbsp; Para que a duplinha tenha vez, imp\u00f5em-se duas condi\u00e7\u00f5es. Uma:  estar diante de uma palavra feminina. A outra: estar diante de um verbo,  adjetivo ou adv\u00e9rbio que pe\u00e7am a preposi\u00e7\u00e3o <i>a<\/i>: &nbsp; <i>Vou \u00e0 escola das crian\u00e7as<\/i>. O verbo ir pede a preposi\u00e7\u00e3o a (a gente vai <i>a<\/i> algum  lugar).  O substantivo escola adora o artigo (a escola das  crian\u00e7as). Resultado: a + a = \u00e0 *  <\/p>\n<p> <i>Jo\u00e3o \u00e9 fiel \u00e0 namorada<\/i>. O adjetivo <i>fiel<\/i> reclama a preposi\u00e7\u00e3o <i>a<\/i> (a gente  \u00e9 fiel <i>a<\/i> algu\u00e9m). <i>Namorada <\/i>se usa com artigo (a namorada de Jo\u00e3o). Resultado: a + a = \u00e0 &nbsp;* <i>Relativamente \u00e0 quest\u00e3o proposta, nada posso  informar<\/i>. O adv\u00e9rbio <i>relativamente <\/i>exige a preposi\u00e7\u00e3o a  (relativamente <i>a<\/i> algu\u00e9m ou <i>a<\/i> alguma coisa). <i>Quest\u00e3o<\/i> pede o artigo <i>a<\/i> (a quest\u00e3o ainda n\u00e3o  tem resposta) Resultado: a + a = \u00e0 &nbsp; <b>Terceiro passo<\/b>: recorrer ao  macete &nbsp; Na d\u00favida, pe\u00e7a ajuda ao tira-teima. Substitua a palavra  feminina por uma masculina. (N\u00e3o precisa ser sin\u00f4nima.) Se no troca-troca der  <i>ao<\/i>, \u00e9 crase na certa: &nbsp; <i>Vou \u00e0 escola. Vou ao clube. <\/i> <i>Jo\u00e3o \u00e9 fiel \u00e0 namorada. Carla \u00e9 fiel ao namorado. <\/i> <i>Relativamente \u00e0 quest\u00e3o, nada posso fazer. Relativamente  ao problema, nada posso fazer.<\/i> &nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; H\u00e1 assuntos e assuntos. Alguns aparecem de vez em quando. A\u00ed, pintou a d\u00favida? Basta uma consultinha e ela se vai. Vale o exemplo do h\u00edfen. N\u00e3o \u00e9 todos os dias que escrevemos infraestrutura. Ao faz\u00ea-lo, se surgir a interroga\u00e7\u00e3o, o dicion\u00e1rio tem a resposta na ponta da l\u00edngua. Mas certos temas est\u00e3o sempre presentes. \u00c9 o caso da v\u00edrgula e da crase. 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