{"id":5458,"date":"2010-05-11T12:00:00","date_gmt":"2010-05-11T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/eles_sao_de_marte_elas_sao_de_venus\/"},"modified":"2010-05-11T12:00:00","modified_gmt":"2010-05-11T15:00:00","slug":"eles_sao_de_marte_elas_sao_de_venus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/eles_sao_de_marte_elas_sao_de_venus\/","title":{"rendered":"Eles s\u00e3o de Marte. Elas s\u00e3o de V\u00eanus"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/bda620262a05102632b77de954f5a92a.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dzai.com.br\/static\/user\/\/18\/18971\/c5d28da2280a41db34c0e962a5926f12.jpg\"> <\/p>\n<p><b> <\/p>\n<p><\/b> Um livro pintou na pra\u00e7a. Chama-se <i>Os homens<\/i> <i>s\u00e3o  de Marte, as mulheres s\u00e3o de<\/i> <i>V\u00eanus<\/i>. Capricho? Tempos depois, uma pe\u00e7a  entrou em cartaz. Trata-se de <i>Os homens s\u00e3o de Marte\u2026\u00e9 pra l\u00e1 que eu vou.<\/i>  Que hist\u00f3ria \u00e9 essa? A resposta vem da terra de Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles. Na  Antiguidade, os gregos representavam os dois g\u00eaneros por s\u00edmbolos. O feminino:  circunfer\u00eancia com uma cruz apontando para baixo. O masculino: a mesma  circunfer\u00eancia com uma seta para cima. A explica\u00e7\u00e3o tem tudo a ver com as obras  citadas. <strong> <\/p>\n<p><\/strong> &nbsp;<b>Trocando em mi\u00fados<\/b>  <\/p>\n<p>O c\u00edrculo com a cruz \u00e9 s\u00edmbolo de Afrodite, deusa do amor,  da sedu\u00e7\u00e3o e da feminilidade. Os romanos chamam a bela de V\u00eanus. Uma e outra s\u00e3o  a mesma criatura. A bola representa o esp\u00edrito. A cruz, a mat\u00e9ria. O c\u00edrculo com  a seta remete a Marte, deus da guerra. A bola simboliza o escudo. A seta, a  lan\u00e7a.&nbsp;Em bom portugu\u00eas: os homens s\u00e3o regidos  pela guerra; as mulheres, pelo amor.<b> <\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>A deusa do amor<\/b>  <\/p>\n<p>V\u00eanus nasceu no mar. Era bonita e branca como a espuma que  as ondas fazem. Assim que veio ao mundo, os ventos da primavera sopraram e a  levaram para a ilha de Citera. L\u00e1, todos se encantaram com a beleza da mo\u00e7a.  Vestiram-na, enfeitaram-na e a mandaram para o Olimpo, lugar onde vivem os  deuses. A presen\u00e7a dela era sinal de gra\u00e7a, prazer e amor.   <\/p>\n<p>Um dia, V\u00eanus conheceu Vulcano, o deus do fogo. O homem era  manco e muito feio. Os dois se casaram. Mas, logo, logo a bela partiu pra outro.  Come\u00e7ou a paquerar Marte, o senhor da guerra. Eles se encontravam escondidinhos  para o marid\u00e3o nunca descobrir. A estrat\u00e9gia falhou. O deus Sol, indiscreto, viu  os amantes namorando. Deu com a l\u00edngua nos dentes. Furioso, o marido jurou  vingan\u00e7a. Como? Fabricou uma rede m\u00e1gica \u2014 invis\u00edvel e inquebr\u00e1vel.   <\/p>\n<p>Uma noite, quando V\u00eanus e Hermes dormiam, ele jogou a rede  em cima deles. Os dois ficaram presos. Vulcano, ent\u00e3o, chamou os deuses do  Olimpo para testemunharem a trai\u00e7\u00e3o. Chateada, V\u00eanus se mudou para a ilha de  Chipre. Mora l\u00e1 at\u00e9 hoje. <b>  <\/p>\n<p>O deus da guerra <\/b>  <\/p>\n<p>Senhoras e senhores, meninos e meninas, abram alas. O deus  da guerra vai passar. Ele se chama Marte. \u00c9 forte, valente e mau. Est\u00e1 sempre  preparado pra luta. Dia e noite usa armadura e capacete. Na m\u00e3o esquerda,  carrega um escudo. Na direita, uma espada.   <\/p>\n<p>Onde h\u00e1 guerra, l\u00e1 est\u00e1 ele. Aparece de surpresa, num carro  puxado por quatro cavalos. No campo de batalha, n\u00e3o deixa por menos. Fica no  meio dos soldados e luta com vontade. Todos morrem de medo dele.   <\/p>\n<p>Em homenagem a Marte, o planeta Marte se chama Marte. O  homem verdinho que nasce l\u00e1 \u00e9 marciano. O terceiro m\u00eas do ano recebe o nome de  mar\u00e7o. Jud\u00f4, carat\u00ea e aiquid\u00f4 s\u00e3o lutas marciais.&nbsp;Por qu\u00ea? H\u00e1 muiiiiiiiiiiiitos anos, os  guerreiros japoneses e chineses n\u00e3o tinham armas. Para atacar ou se defender,  usavam o pr\u00f3prio corpo. Aprendiam, ent\u00e3o, as lutas da guerra \u2014 as lutas  marciais. <b> &nbsp; Time duplo<\/b>  <\/p>\n<p>Os s\u00edmbolos masculino e feminino aparecem nas aulas de  biologia. Travestis e transexuais pegaram carona na marca. Mantiveram o c\u00edrculo  e misturaram as imagens. Juntaram cruz e seta. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um livro pintou na pra\u00e7a. Chama-se Os homens s\u00e3o de Marte, as mulheres s\u00e3o de V\u00eanus. Capricho? Tempos depois, uma pe\u00e7a entrou em cartaz. Trata-se de Os homens s\u00e3o de Marte\u2026\u00e9 pra l\u00e1 que eu vou. Que hist\u00f3ria \u00e9 essa? A resposta vem da terra de Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles. Na Antiguidade, os gregos representavam os dois g\u00eaneros por s\u00edmbolos. 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