{"id":549,"date":"2015-08-01T00:05:00","date_gmt":"2015-08-01T00:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/2015\/08\/01\/crase_2\/"},"modified":"2015-11-13T11:06:40","modified_gmt":"2015-11-13T13:06:40","slug":"crase_2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/crase_2\/","title":{"rendered":"Crase 2"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Cidade, pa\u00eds <\/p>\n<p>Vale a pergunta. Se \u00e9 t\u00e3o simples o emprego do acento grave, por que tantos tombam  tanto? Acredite. A resposta est\u00e1 no artigo. Nossa dificuldade n\u00e3o reside na  preposi\u00e7\u00e3o, mas no saber se aparece artigo ou n\u00e3o. \u00c9 o caso de nome de cidades,  estados, pa\u00edses ou pessoas, dos pronomes possessivos, de palavras repetidas. E  por a\u00ed vai. Hoje ficamos com o primeiro caso. A pr\u00f3xima coluna se encarrega dos  demais. &nbsp; &nbsp; <b>O xis da quest\u00e3o<\/b> &nbsp; Vou a Bras\u00edlia? Vou \u00e0 Bras\u00edlia? Fui a Para\u00edba? Fui \u00e0 Para\u00edba?  Ia a Fran\u00e7a? Ia \u00e0 Fran\u00e7a? Eta dor de cabe\u00e7a! Cidades, estados e pa\u00edses s\u00e3o  cheios de caprichos. Ora d\u00e3o vez ao grampinho. Ora n\u00e3o. No aperto, a gente  chuta. O resultado \u00e9 um s\u00f3. A Lei de Murphy, gloriosa, pede passagem. O que pode  dar errado d\u00e1. &nbsp; Como safar-se? H\u00e1 sa\u00eddas. Uma delas: seguir o conselho dos  pol\u00edticos. &#8220;Para vencer o diabo&#8221;, dizem eles, &#8220;convoque todos os dem\u00f4nios.&#8221; Um  demoniozinho se chama troca-troca. Construa a frase com o verbo ir. Depois,  substitua o ir pelo indiscreto voltar. Por fim, lembre-se da quadrinha: &nbsp; <i>Se, ao voltar, volto da,<\/i> <i>crase no a.<\/i> <i>Se, ao voltar, volto de, <\/i> <i>crase pra qu\u00ea?<\/i> &nbsp; Viu? O <i>da<\/i> \u2013 casamento da preposi\u00e7\u00e3o <i>de<\/i> com o  artigo &#8212; denuncia a presen\u00e7a do <i>a<\/i>. Vamos ao tira-teima: &nbsp; <i>Volto de Bras\u00edlia.<\/i> Se, ao voltar, volto <i>de<\/i>, crase pra qu\u00ea? Sem artigo,  nada de crase: <i>Vou a Bras\u00edlia<\/i>. *  <\/p>\n<p> <i>Voltei da Para\u00edba.<\/i> Se, ao voltar, volto <i>da<\/i>, crase no a. O artigo d\u00e1 a vez  ao acentinho: <i>Vou \u00e0 Para\u00edba<\/i>. &nbsp;* <i>Ia a Fran\u00e7a<\/i>.  Se, ao voltar, volto da, crase no a. Com artigo, vem  grampinho: <i>Ia \u00e0 Fran\u00e7a<\/i>. &nbsp;* <i>Na primeira viagem, vou a Lisboa, a Paris e a Viena. Na  segunda, a Londres e a Roma dos papas. Na \u00faltima, a Madri das touradas e a  Bras\u00edlia de JK.<\/i> &nbsp; Eta mistura! Volto de Lisboa, de Paris e de Viena. Volto de  Londres e da Roma dos papas. Volto da Madri das touradas e da Bras\u00edlia de  JK.  <\/p>\n<p>Na primeira viagem, vou a Lisboa, a Paris e a Viena. Na  segunda, a Londres e \u00e0 Roma dos papas. Na terceira, \u00e0 Madri das touradas e \u00e0  Bras\u00edlia de JK.  &nbsp;<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade, pa\u00eds Vale a pergunta. Se \u00e9 t\u00e3o simples o emprego do acento grave, por que tantos tombam tanto? Acredite. A resposta est\u00e1 no artigo. Nossa dificuldade n\u00e3o reside na preposi\u00e7\u00e3o, mas no saber se aparece artigo ou n\u00e3o. \u00c9 o caso de nome de cidades, estados, pa\u00edses ou pessoas, dos pronomes possessivos, de palavras repetidas. E por a\u00ed vai. 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