{"id":5513,"date":"2012-07-12T12:00:00","date_gmt":"2012-07-12T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_sindrome_do_inimigo\/"},"modified":"2012-07-12T12:00:00","modified_gmt":"2012-07-12T15:00:00","slug":"a_sindrome_do_inimigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_sindrome_do_inimigo\/","title":{"rendered":"A s\u00edndrome do inimigo"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@@dabr.com.br  <\/p>\n<p>Hastear a bandeira branca em Israel e na Palestina? Parece miragem. Depois de  64 anos de idas e vindas sangrentas, o conflito se congelou. Os l\u00edderes n\u00e3o  dialogam. Os negociadores desistiram. O povo perdeu a esperan\u00e7a. Nesse clima de  pessimismo, o Itamaraty promoveu o semin\u00e1rio A constru\u00e7\u00e3o da paz no Oriente  M\u00e9dio \u2014 um papel para as di\u00e1sporas.   <\/p>\n<p>No seleto grupo de convidados, judeus e \u00e1rabes eram a maioria. Jornalistas e  estudiosos que circulam nos dois mundos tomaram a palavra. O denominador comum:  imp\u00f5e-se olhar para a frente. Esquecer o passado e construir o futuro exige  educar as novas gera\u00e7\u00f5es para a paz.   <\/p>\n<p>Depoimentos deixaram claro: hoje, no ber\u00e7o da humanidade, impera a s\u00edndrome  do inimigo. S\u00edndrome, diz o dicion\u00e1rio, \u00e9 um conjunto de sintomas ligados a uma  doen\u00e7a. A enfermidade social se manifesta por certos sintomas. Um deles:  desconfiar radicalmente do inimigo. Tudo que vem dele \u00e9 mau, falso ou  fraudulento. Outro: culpar o inimigo por tudo de ruim que acontece.   <\/p>\n<p>Outro, ainda: interpretar negativamente o que o inimigo faz. Partiu dele?  Coisa boa n\u00e3o deve ser. Mais um, o mais importante: negar individualidade ao  inimigo. N\u00e3o dar-lhe um rosto. N\u00e3o v\u00ea-lo como pessoa, gente que tem nome, pai,  m\u00e3e, filhos. Ele \u00e9 recha\u00e7ado como grupo. Judeus matam palestinos. N\u00e3o Yousseff,  Salim ou Said. Palestinos matam judeus. N\u00e3o Davi, Salom\u00e3o, Sherman.  <\/p>\n<p>Judeus e palestinos, concluiu a maioria dos presentes,<a name=\"Save1\"><\/a>  sofrem de desinforma\u00e7\u00e3o \u2014 raiz do preconceito e da intoler\u00e2ncia. Com uma verdade  incompleta que aplicam como absoluta, reduzem os feitos e as pessoas a  categorias gerais simples. Ocorre a polariza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o bons ou maus. Patriotas ou  traidores. Amigos ou inimigos. Nada de meio-termo.  <\/p>\n<p>Curar-se implica dar um rosto ao inimigo. O inimigo a quem se olha nos olhos  \u00e9 menos inimigo. \u00c9 a\u00ed que entra a educa\u00e7\u00e3o. Sem estar impregnadas de passado \u2014  sin\u00f4nimo de \u00f3dio \u2014, as crian\u00e7as est\u00e3o abertas para o novo. Como diz o outro, \u00e9  de pequenino que se torce o pepino. Hoje Israel n\u00e3o figura nos mapas palestinos.  A hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o do Estado judeu n\u00e3o aparece nos livros did\u00e1ticos  israelenses. A ignor\u00e2ncia cria fantasmas, preconceitos, intoler\u00e2ncias \u2014 o  c\u00edrculo vicioso da s\u00edndrome do inimigo. <\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@@dabr.com.br Hastear a bandeira branca em Israel e na Palestina? Parece miragem. Depois de 64 anos de idas e vindas sangrentas, o conflito se congelou. Os l\u00edderes n\u00e3o dialogam. Os negociadores desistiram. O povo perdeu a esperan\u00e7a. Nesse clima de pessimismo, o Itamaraty promoveu o semin\u00e1rio A constru\u00e7\u00e3o da paz no Oriente M\u00e9dio \u2014 um papel para as di\u00e1sporas. 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