{"id":5523,"date":"2011-01-10T10:00:00","date_gmt":"2011-01-10T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/os_sete_pecados_do_troca-troca_de_letras\/"},"modified":"2015-11-12T19:32:09","modified_gmt":"2015-11-12T21:32:09","slug":"os_sete_pecados_do_troca-troca_de_letras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/os_sete_pecados_do_troca-troca_de_letras\/","title":{"rendered":"Os sete pecados do troca-troca de letras"},"content":{"rendered":"\n<p><b><\/b><b>  <\/p>\n<p><\/b> O n\u00famero preferido da <i>B\u00edblia<\/i>? \u00c9 o cabal\u00edstico sete. Ele representa a  completude. Eis por que Deus criou o mundo em sete dias. Definiu sete pecados  capitais. Enumerou sete virtudes. Expulsou sete dem\u00f4nios do corpo de Maria  Madalena. Mandou que perdo\u00e1ssemos sete vezes 70. E contou a hist\u00f3ria de amores.  \u00c9 o caso da paix\u00e3o de Jacob por Raquel. Ele serviu o pai da mo\u00e7a durante sete  anos. Passado o tempo de servid\u00e3o, cad\u00ea? Em vez da amada, recebeu a irm\u00e3. N\u00e3o  desanimou. Ofereceu outros sete anos de labor para ter a mulher querida. O drama  do casal inspirou poetas e pintores. Entre eles, Cam\u00f5es. Eis o soneto:   <\/p>\n<p><i>Sete anos de pastor Jacob servia  <\/p>\n<p>Lab\u00e3o, pai de Raquel, serrana  bela;  <\/p>\n<p>Mas n\u00e3o servia ao pai, servia a ela,  <\/p>\n<p>E a ela s\u00f3 por pr\u00eamio  pretendia.  <\/p>\n<p><\/i><i> <\/p>\n<p><\/i><i>Os dias, na esperan\u00e7a de um s\u00f3 dia,  <\/p>\n<p>Passava, contentando-se  com v\u00ea-la;  <\/p>\n<p>Por\u00e9m o pai, usando de cautela,  <\/p>\n<p>Em lugar de Raquel lhe dava  Lia.  <\/p>\n<p><\/i>  <\/p>\n<p><i>Vendo o triste pastor que com enganos  <\/p>\n<p>Lhe fora assim  negada a sua pastora,  <\/p>\n<p>Como se a n\u00e3o tivera merecida;  <\/p>\n<p><\/i><i> <\/p>\n<p><\/i><i>Come\u00e7a de servir  outros sete anos,  <\/p>\n<p>Dizendo: \u2013 Mais servira, se n\u00e3o fora  <\/p>\n<p>Para t\u00e3o longo amor  t\u00e3o curta a vida!<\/i><b> <\/b><b>  <\/p>\n<p><\/b><b>  <\/p>\n<p><\/b><b>Entre dois amores<\/b>   <\/p>\n<p>A l\u00edngua aprendeu a manha de Lab\u00e3o. Oferece duas op\u00e7\u00f5es. A gente escolhe uma  ou outra. Acerta sempre. \u00c9 o caso de <i>catorze<\/i> ou <i>quatorze. Ouro<\/i> ou  <i>oiro. Loiro<\/i> ou <i>louro. Cota<\/i> ou <i>quota. Diabete<\/i> ou  <i>diabetes<\/i>. <i>Caminhante<\/i> ou <i>caminheiro<\/i>. Mas h\u00e1 as que bancam o  pai da bela. Fingem ter duas grafias, mas n\u00e3o t\u00eam. S\u00e3o sete. <b>   <\/p>\n<p>Cinquenta<\/b>   <\/p>\n<p>Desavisados pra l\u00e1 de confiantes escrevem cincoenta. Bobeiam. A triss\u00edlaba,  morta de rir, sai por a\u00ed cantando: &#8220;Enganei o bobo na casca do ovo&#8221;. Cruzes!  Fuja da goza\u00e7\u00e3o. Guarde isto: cinquenta s\u00f3 tem uma forma.<b>   <\/p>\n<p>Curinga<\/b>   <\/p>\n<p>Voc\u00ea gosta de um baralhinho? Buraco, p\u00f4quer, mata-mata, sete e meio, tanto  faz. Mas saiba: a carta de jogar se chama c<b>u<\/b>ringa, com u. Muitos,  temerosos com a separa\u00e7\u00e3o das s\u00edlabas, escrevem coringa. Ops! Com <b>o<\/b>, a  palavra d\u00e1 nome \u00e0 vela de embarca\u00e7\u00e3o.<b>   <\/p>\n<p>Boteco<\/b>   <\/p>\n<p>Que tal beber umas e outras? Os belo-horizontinos adoram. A paix\u00e3o \u00e9 tanta  que eles promovem o Festival do Boteco. Assim, com <b>o<\/b>. Escrever buteco?  Nem pensar. Como o voc\u00e1bulo n\u00e3o tem vez no dicion\u00e1rio, a festa desapareceria.  Valha-nos, Baco!<b>   <\/p>\n<p>Jabuticaba<\/b>   <\/p>\n<p>Sabia? Jabuticaba s\u00f3 existe no Brasil. A jabuticabeira \u00e9 generosa que s\u00f3.  Enche o tronco e os galhos com a frutinha gostosa. A gente come\u00e7a a comer e n\u00e3o  consegue parar. Que del\u00edcia! Ops! Escrever jaboticaba? N\u00e3ooooooooooooooooo! D\u00e1  indigest\u00e3o.<b>   <\/p>\n<p>Camundongo<\/b>   <\/p>\n<p>O roedor esperto que faz estragos em arm\u00e1rios e despensas? \u00c9 ele mesmo, o  camundongo. Assim, com <b>u<\/b>.<b>   <\/p>\n<p>Tabuada<\/b>   <\/p>\n<p>Aprender a tabuada \u00e9 como aprender a conjuga\u00e7\u00e3o verbal. Em ambos os casos,  flexionam-se dois verbos. Um: repetir. O outro: decorar. Com um cuidado: tabuada  vem de t\u00e1bua \u2014 com u.<b>   <\/p>\n<p>Mendigo, reivindicar<\/b>   <\/p>\n<p>Leia as duas palavras em voz alta. Repita-as sete vezes. Guarde a posi\u00e7\u00e3o do  <b>n<\/b>. Muita gente muda a nasalzinha de lugar. Maltrata mentes e ouvidos.  Olho vivo! L\u00edngua afiada!<b> &nbsp;<\/b>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero preferido da B\u00edblia? \u00c9 o cabal\u00edstico sete. Ele representa a completude. Eis por que Deus criou o mundo em sete dias. Definiu sete pecados capitais. Enumerou sete virtudes. Expulsou sete dem\u00f4nios do corpo de Maria Madalena. Mandou que perdo\u00e1ssemos sete vezes 70. E contou a hist\u00f3ria de amores. \u00c9 o caso da paix\u00e3o de Jacob por Raquel. Ele serviu o pai da mo\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,61],"tags":[],"class_list":["post-5523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-pecados-da-lingua"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5523"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5523\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11141,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5523\/revisions\/11141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}