{"id":5579,"date":"2011-10-22T00:00:00","date_gmt":"2011-10-22T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/crase_9-2\/"},"modified":"2015-11-13T11:06:42","modified_gmt":"2015-11-13T13:06:42","slug":"crase_9-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/crase_9-2\/","title":{"rendered":"Crase 9"},"content":{"rendered":"<p><b>  <\/p>\n<p> <\/b>  <\/p>\n<p>&nbsp;A queda da taxa de juros provoca rea\u00e7\u00f5es. Os  banqueiros se op\u00f5em \u00e0 redu\u00e7\u00e3o porque ganhar\u00e3o um pouco menos. Empres\u00e1rios,  produtores e brasileiros em geral aplaudem a iniciativa. Com o cr\u00e9dito mais  barato, podem produzir mais e comprar mais.  <\/p>\n<p>E da\u00ed? O Banco Central acena com a possibilidade  de continuar a descida aos pouquinhos. Em etapas. &#8220;\u00c0 presta\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou o  presidente. Os jornais correram atr\u00e1s da novidade. Na hora de escrever, pintou a  d\u00favida.&nbsp;  <\/p>\n<p>Com crase ou sem crase? Os rep\u00f3rteres n\u00e3o  chegaram a um acordo. Alguns escrevem <i>\u00e0 presta\u00e7\u00e3o. <\/i>Outros, <i>a  presta\u00e7\u00e3o. <\/i>Qual a forma correta?A resposta  est\u00e1&nbsp; na compreens\u00e3o do significado do acento grave.  Ele indica o casamento de dois <b>aa<\/b>:  <b>  <\/p>\n<p>preposi\u00e7\u00e3o a + artigo a: <\/b><i> <\/p>\n<p>Dirigiu-se <\/i><b>\u00e0<\/b>  <i>piscina. <\/i>  <\/p>\n<p>O primeiro <b>a<\/b> \u00e9 exigido pelo verbo  <i>dirigir-se <\/i>(quem se dirige se dirige a algum lugar). O segundo \u00e9 o artigo  pedido pelo substantivo <i>cidade <\/i>(<b>a<\/b> cidade). Pronto: a + a = \u00e0.    <\/p>\n<p>Na d\u00favida, basta substituir o substantivo feminino  pelo masculino (n\u00e3o precisa ser sin\u00f4nimo). Se na troca aparecer <b>ao<\/b>, sinal  de crase. Se n\u00e3o, nada feito: <i>  <\/p>\n<p>\u2022 Foi <b>\u00e0<\/b> cidade. Foi <b>ao<\/b> clube. <\/p>\n<p><\/i> \u2022 Refere-se <b>a<\/b> pessoas estranhas. Refere-se  <b>a<\/b> trabalhos estranhos.   <\/p>\n<p> <b>Resposta<\/b>  <\/p>\n<p>Voltemos \u00e0 d\u00favida inicial. <i>Baixar os  juros a presta\u00e7\u00e3o? \u00c0 presta\u00e7\u00e3o? <\/i>  <\/p>\n<p>&nbsp;Nem sempre o  acento resulta de crase (a + a). \u00c0s vezes, por quest\u00e3o de clareza, apela-se para  a falsa crase. Usa-se <b>\u00e0<\/b> mesmo sem a contra\u00e7\u00e3o dos dois <b>aa<\/b>.  <i>Vender \u00e0<\/i><b> <\/b><i>vista<\/i>, por exemplo. A\u00ed, n\u00e3o h\u00e1 crase. Quer ver?  Vamos ao masculino: <i>vender a prazo. <\/i>  <\/p>\n<p>Por que o <b>\u00e0<\/b>? Para evitar mal-entendidos.  Sem o acento, poder-se-ia entender que se quer vender <i>a vista <\/i>(o olho). O  mesmo ocorre com <i>bater \u00e0 m\u00e1quina<\/i>. Sem a crase, parece que se deu pancada  na m\u00e1quina. N\u00e3o \u00e9 bem isso, convenhamos.   <\/p>\n<p>Em que casos o duplo sentido ocorre?  Geralmente <b>nas locu\u00e7\u00f5es que indicam meio ou instrumento<\/b>: <i>Matou-o \u00e0 bala. Feriram-se \u00e0 faca. Est\u00e1 \u00e0 venda. Escrever \u00e0 tinta.  Enxotar \u00e0 pedrada. Fechar \u00e0 chave. Matar o inimigo \u00e0 fome. Entrar \u00e0 for\u00e7a.   <\/p>\n<p><\/i>  <\/p>\n<p>O acento \u00e9 obrigat\u00f3rio? Ou s\u00f3 se deve recorrer a  ele em caso de ambiguidade? Sem risco de duas interpreta\u00e7\u00f5es, fica a gosto do  fregu\u00eas. Mas h\u00e1 forte prefer\u00eancia pela falsa crase. Use-a. Voc\u00ea acertar\u00e1 sempre.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;A queda da taxa de juros provoca rea\u00e7\u00f5es. Os banqueiros se op\u00f5em \u00e0 redu\u00e7\u00e3o porque ganhar\u00e3o um pouco menos. Empres\u00e1rios, produtores e brasileiros em geral aplaudem a iniciativa. Com o cr\u00e9dito mais barato, podem produzir mais e comprar mais. E da\u00ed? O Banco Central acena com a possibilidade de continuar a descida aos pouquinhos. 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