{"id":5609,"date":"2011-10-27T00:15:00","date_gmt":"2011-10-27T02:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/ponto_e_virgula\/"},"modified":"2011-10-27T00:15:00","modified_gmt":"2011-10-27T02:15:00","slug":"ponto_e_virgula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/ponto_e_virgula\/","title":{"rendered":"Ponto e v\u00edrgula"},"content":{"rendered":"\n<p>         Outro dia, o Alexandre entregou os pontos.    &#8220;Chega! Desisto! O ponto e v\u00edrgula me venceu. J\u00e1 matei a charada de todos os    sinais. A v\u00edrgula \u00e9 uma parada pequena. O ponto \u00e9 coisa mais s\u00e9ria, pausa    prolongada. As retic\u00eancias s\u00e3o sonhadoras, suspiros apaixonados. A exclama\u00e7\u00e3o    e a interroga\u00e7\u00e3o traduzem d\u00favida ou contentamento. E o ponto e v\u00edrgula? Para    que serve?&#8221;     <\/p>\n<p>A d\u00favida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 do Alexandre. Passeie os olhos    por jornais e revistas. Raramente voc\u00ea ver\u00e1 esse sinalzinho casado. Por qu\u00ea?    Poucos sabem empreg\u00e1-lo. Ele \u00e9 muito sofisticado.Ver\u00edssimo disse que nunca    usou a duplina. E ela nunca lhe fez falta. M\u00e1rio Quintana escreveu: &#8220;A Maria    Eug\u00eania \u00e9 muito inteligente. Ela sabe usar ponto e v\u00edrgula&#8221;. <\/p>\n<p>         Basicamente, o ponto e v\u00edrgula tem dois    empregos.     <\/p>\n<p>   O primeiro <\/p>\n<p>Separa termos de uma enumera\u00e7\u00e3o. Nesse caso, \u00e9    arroz de festa de leis, decretos, portarias. At\u00e9 Deus o usou:    <i> <\/p>\n<p><\/i><i>S\u00e3o mandamentos do Senhor: <\/i>   <i>a. Amar a Deus sobre todas as coisas;    <\/i>   <i>b. N\u00e3o tomar seu santo nome em v\u00e3o;    <\/i>   <i>c. Honrar pai e m\u00e3e; <\/i>   <i>d. N\u00e3o matar; <\/i>   <i>e. N\u00e3o roubar; <\/i>   <i>f. N\u00e3o desejar a mulher do pr\u00f3ximo.    <\/i>    <\/p>\n<p>   Reparou? O casadinho fica no meio do caminho. No    lugar dele poderia estar a v\u00edrgula. Ou o ponto. Por isso, muitos nem se    preocupam em empreg\u00e1-lo. No aperto, partem pra outra. E se d\u00e3o bem.     &nbsp;   O segundo     <\/p>\n<p>Torna o texto mais claro. Com isso, facilita a    vida do leitor. Quer ver? Examine esta frase:    &nbsp;   <i>Jo\u00e3o trabalha no Senado, Pedro trabalha na    Assembleia, Carlos trabalha no banco, Beatriz trabalha na universidade,    Alberto trabalha no shopping. <\/i>   &nbsp;   A frase est\u00e1 correta e clara. As v\u00edrgulas    separam as ora\u00e7\u00f5es coordenadas. Mas a repeti\u00e7\u00e3o do verbo torna-a cansativa. O    que fazer? H\u00e1 uma sa\u00edda. A gente mant\u00e9m o trabalha na primeira ora\u00e7\u00e3o. E    mete-lhe a faca nas demais. No lugar deles, p\u00f5e a v\u00edrgula: <i>    <\/p>\n<p>Jo\u00e3o trabalha no Senado, Pedro, na Assembleia, Carlos,    no banco, Beatriz, na universidade, Alberto, no shopping.     <\/p>\n<p>Viu? \u00c0 primeira vista, virou o samba do crioulo    doido. Quem bate o olho na frase n\u00e3o entende nada. O jeito \u00e9 recorrer ao ponto    e v\u00edrgula. Ele vai separar as ora\u00e7\u00f5es coordenadas:     <\/p>\n<p>\u2022 Jo\u00e3o trabalha no Senado; Pedro, na Assembleia;    Carlos, no banco; Beatriz, na universidade; Alberto, no shopping.     <\/p>\n<p>&nbsp;Chique, n\u00e3o? Veja mais dois    exemplos: <\/i>    <\/p>\n<p>\u2022<i> Eu estudo na USP; Maria, na UFP.    <\/i>   <i>\u2022 Alencar escreveu romances; Drummond,    poesias. <\/i>    <\/p>\n<p>\u00c9 isso.    &nbsp; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outro dia, o Alexandre entregou os pontos. &#8220;Chega! Desisto! O ponto e v\u00edrgula me venceu. J\u00e1 matei a charada de todos os sinais. A v\u00edrgula \u00e9 uma parada pequena. O ponto \u00e9 coisa mais s\u00e9ria, pausa prolongada. As retic\u00eancias s\u00e3o sonhadoras, suspiros apaixonados. A exclama\u00e7\u00e3o e a interroga\u00e7\u00e3o traduzem d\u00favida ou contentamento. E o ponto e v\u00edrgula? Para que serve?&#8221; A d\u00favida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5609","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5609"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5609\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}