{"id":5826,"date":"2011-11-17T00:50:00","date_gmt":"2011-11-17T02:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/com_a_palavra_leitores_curiosos_1\/"},"modified":"2015-11-13T10:39:59","modified_gmt":"2015-11-13T12:39:59","slug":"com_a_palavra_leitores_curiosos_1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/com_a_palavra_leitores_curiosos_1\/","title":{"rendered":"Com a palavra, leitores curiosos (1)"},"content":{"rendered":"\n<p><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p><\/b> Escrever \u00e9 verbo transitivo. Escreve-se para algu\u00e9m. Quem? O  leitor. Ele manda. Sem olhos que leem e ouvidos que escutem, o texto nasce  morto. Para dar-lhe vida, o consumidor de letras e fonemas se imp\u00f5e. O blogue  tem consci\u00eancia da import\u00e2ncia de adultos e crian\u00e7as que o prestigiam.  Estende-lhes tapete vermelho e recebe-os com banda de m\u00fasica. \u00c9 deles a palavra.  Fala, leitor.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Cada um na sua  <\/p>\n<p>T\u00e2nia Cristina, de Bras\u00edlia, cisma com os indefinidos  <i>cada<\/i> e <i>todo<\/i>. Ela os considera pouco \u00e9ticos. Por qu\u00ea? Volta e meia,  um rouba o lugar do outro. &#8220;Como dar a C\u00e9sar o que \u00e9 de C\u00e9sar?&#8221;, pergunta. Em  bom portugu\u00eas: como manter cada macaco no seu galho?<\/b>  <\/p>\n<p>A d\u00favida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 da T\u00e2nia. Muitos consideram os dois  pronomes sin\u00f4nimos. Enganam-se. Eles t\u00eam uma diferen\u00e7a substantiva. \u00c9  esta:<i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/i><i> <\/p>\n<p><\/i><i>Cada <\/i>particulariza: <i>Usa cada  dia um vestido<\/i> (n\u00e3o repete o traje). <i>Cada filho  tem um comportamento. Cada macaco no seu galho. Dava brinquedos a cada crian\u00e7a.  <\/i><i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/i><i> <\/p>\n<p><\/i><i>Todo<\/i> generaliza. Significa  qualquer: <i>Todo dia \u00e9 dia. Dava brinquedos a toda crian\u00e7a. Todo homem \u00e9  mortal. <\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Por falar em cada\u2026<\/b>  <\/p>\n<p>O diss\u00edlabo n\u00e3o suporta a solid\u00e3o. Dizer &#8220;custa R$ 5 cada&#8221;?  Nem pensar. O coitado chora rios de l\u00e1grimas. Evite sofrimentos. D\u00ea-lhe a  companhia de substantivo, numeral ou do pronome <i>qual<\/i>: <i>Os livros custam  R$ 50 cada um. Cada qual fez o trabalho a seu modo. Cada servidor colaborou com  R$ 20. Distribu\u00edmos 30 quilos de alimentos para cada fam\u00edlia.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Duas manhas da concord\u00e2ncia<\/b>  <\/p>\n<p>1. Olho vivo! A concord\u00e2ncia do <i>cada, <\/i>quando aparece  em sujeito composto, exige aten\u00e7\u00e3o plena. O verbo fica no singular se os n\u00facleos  do sujeito forem precedidos de <i>cada<\/i>: <i>Na estante, cada livro, cada  dicion\u00e1rio, cada enfeite deve ficar no lugar certo. Cada gesto, cada movimento,  cada palavra implica alegria e saudade.<\/i>  <\/p>\n<p>2. Com <i>cada um<\/i>, o verbo vai para a 3\u00aa pessoa do  singular: <i>Cada um deles tomou um rumo. Cada uma das camisas custou acima de  R$ 50. Cada um de n\u00f3s sair\u00e1 em hor\u00e1rios diferentes.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>A intoler\u00e2ncia<\/b>  <\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o, marinheiro de poucas viagens! Antes de substantivo  singular, o <i>um<\/i> n\u00e3o tem vez. Por qu\u00ea? <i>Cada<\/i> encerra ideia de  unidade: <i>Falou com cada deputado<\/i> (n\u00e3o: cada um deputado). <i>Deu bom-dia  a cada crian\u00e7a<\/i>. <i>Distribuiu comida a cada fam\u00edlia. O programa ia ao ar a  cada hora. A cada real gasto, pedia presta\u00e7\u00e3o de contas. <\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;<\/b>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrever \u00e9 verbo transitivo. Escreve-se para algu\u00e9m. Quem? O leitor. Ele manda. Sem olhos que leem e ouvidos que escutem, o texto nasce morto. Para dar-lhe vida, o consumidor de letras e fonemas se imp\u00f5e. O blogue tem consci\u00eancia da import\u00e2ncia de adultos e crian\u00e7as que o prestigiam. Estende-lhes tapete vermelho e recebe-os com banda de m\u00fasica. \u00c9 deles a palavra. 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