{"id":5870,"date":"2011-03-10T12:00:00","date_gmt":"2011-03-10T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/os_sete_pedidos_ao_pai_nosso\/"},"modified":"2011-03-10T12:00:00","modified_gmt":"2011-03-10T15:00:00","slug":"os_sete_pedidos_ao_pai_nosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/os_sete_pedidos_ao_pai_nosso\/","title":{"rendered":"Os sete pedidos ao Pai Nosso"},"content":{"rendered":"<p><b><\/b>  <\/p>\n<p> Lembra-se do Pai Nosso? A ora\u00e7\u00e3o que o Senhor nos ensinou  encerra sete pedidos. Leia: &#8220;Pai nosso que estais no c\u00e9u \/ Santificado seja o  Vosso nome \/ Venha a n\u00f3s o Vosso reino \/ Seja feita a Vossa vontade \/ Assim na  terra como no c\u00e9u. \/ O p\u00e3o nosso de cada dia nos dai hoje \/ Perdoai-nos as  nossas ofensas \/ Assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido \/ E n\u00e3o nos  deixeis cair em tenta\u00e7\u00e3o \/ Mas livrai-nos do mal. Am\u00e9m&#8221;.   <\/p>\n<p>Oba! A prece diz o que pedir a Deus. Tr\u00eas s\u00faplicas se  relacionam diretamente ao Todo-Poderoso. Uma: que Seu nome seja glorificado.  Outra: que o Seu reino venha a n\u00f3s. A \u00faltima: que Sua vontade seja feita. Quatro  se referem a nossos interesses pessoais. Pedimos: nosso p\u00e3o de cada dia, o  perd\u00e3o dos nossos pecados, a vit\u00f3ria sobre as tenta\u00e7\u00f5es, a dist\u00e2ncia de todo  mal.   <\/p>\n<p>A l\u00edngua ajuda o Pai Nosso. A prece ensina o que pedir. A  l\u00edngua, como pedir. O imperativo se presta \u00e0 fun\u00e7\u00e3o. Saber empreg\u00e1-lo como manda  a norma culta traz dupla vantagem. Uma: acertar o alvo. A outra: receber a  b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus e dos homens. S\u00e3o sete os passos.<b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>Mande, pe\u00e7a ou suplique<\/b>   <\/p>\n<p>Imperativo deriva de imp\u00e9rio. A fam\u00edlia diz tudo. Trata-se  de cl\u00e3 com poderes absolutos. <i>Imperador, imperial<\/i> e <i>imperioso<\/i> s\u00e3o  alguns dos membros que mandam e desmandam. \u00c0s vezes, as criaturas t\u00eam de baixar  a crista. Em vez de ordenar, pedem. Ou suplicam. Em qualquer dos casos, o  imperativo impera.<b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>Sim e n\u00e3o<\/b>   <\/p>\n<p>O imperativo joga em dois times. Num, libera a a\u00e7\u00e3o ou o  modo de ser. \u00c9 o afirmativo. Noutro, recusa. \u00c9 o negativo. Pra n\u00e3o deixar  d\u00favida, antecede as formas verbais de <i>n\u00e3o<\/i>. <b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>Trate diferentemente os desiguais<\/b>   <\/p>\n<p>O imperativo afirmativo exige aten\u00e7\u00e3o plena. Rigoroso,  divide as pessoas do discurso em dois grupos. As segundas pessoas (tu e v\u00f3s),  preferidas dos ga\u00fachos, ficam de um lado. As outras (ele, voc\u00ea, n\u00f3s, eles), de  outro. Nada de misturas.    <\/p>\n<p>&#8220;Tratar diferentemente os desiguais&#8221;, reza o mandamento do  mand\u00e3o. Como? Recorrendo ao presente do indicativo e do subjuntivo. O <i>tu<\/i>  e o <i>v\u00f3s<\/i> derivam do presente do indicativo. Mas esnobam o <i>s<\/i> final.  Assim:   <\/p>\n<p>Presente do indicativo: <i>estudo, estudas, estuda,  estudamos, estudais, estudam.<\/i> Imperativo afirmativo: <i>estuda tu, estudai  v\u00f3s<\/i>.   <\/p>\n<p>Simples, as demais pessoas n\u00e3o d\u00e3o trabalho. Saem todas do  presente do subjuntivo: <i>que voc\u00ea estude, n\u00f3s estudemos, eles  estudem<\/i>.   <\/p>\n<p>Eureca! Eis o imperativo afirmativo completo: <i>estuda tu,  estude voc\u00ea, estudemos n\u00f3s, estudai v\u00f3s, estudem voc\u00eas.<\/i><b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>Negue<\/b>   <\/p>\n<p>O imperativo negativo \u00e9 curto e grosso. Sai todinho do  presente do subjuntivo \u2014 sem tirar nem p\u00f4r. Pra n\u00e3o deixar d\u00favida, antecede-se  do adv\u00e9rbio <i>n\u00e3o<\/i>. Veja: <i>n\u00e3o estudes tu, n\u00e3o estude voc\u00ea, n\u00e3o estudemos  n\u00f3s, n\u00e3o estudeis v\u00f3s, n\u00e3o estudem voc\u00eas<\/i>.<b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>N\u00e3o misture<\/b>   <\/p>\n<p>&#8220;Vem pra Caixa voc\u00ea tamb\u00e9m&#8221;, diz o an\u00fancio da Caixa  Econ\u00f4mica Federal. Reparou? Ele misturou alhos com bugalhos. O alho: o verbo se  dirige \u00e0 segunda pessoa (vem tu). O bugalho: o pronome voc\u00ea conjuga o verbo na  3\u00aa pessoa (voc\u00ea). Que tal desfazer a mistura? H\u00e1 duas sa\u00eddas. Uma: optar pelo tu  (vem pra Caixa tu tamb\u00e9m). A outra: assumir o voc\u00ea (venha pra Caixa voc\u00ea  tamb\u00e9m).<b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>Outra cara<\/b>   <\/p>\n<p>&#8220;Se liga na revis\u00e3o&#8221;, ordena o Telecurso 2000. Ops! Olha a  salada de pessoas. O <i>se<\/i> \u00e9 pronome de terceira pessoa. O <i>liga<\/i>,  imperativo da segunda pessoa. Que indigest\u00e3o! Vamos tratar bem a l\u00edngua e o  organismo. Escolhamos uma ou outra. Sem misturas: <i>Te liga na revis\u00e3o (tu). Se  ligue na revis\u00e3o (voc\u00ea).<\/i><b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>Mais uma<\/b>   <\/p>\n<p>&#8220;Diga-me com quem andas e te direi quem \u00e9s&#8221;, alardeia o povo  sabido. O problema? A mistura de pessoas. Melhor descer do muro. Assumamos uma  pessoa ou outra: <i>Diga-me com quem anda e lhe direi quem \u00e9 voc\u00ea<\/i>.  <i>Dize-me com quem andas e te direi quem \u00e9s.<\/i><b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>Moral da hist\u00f3ria<\/b>   <\/p>\n<p>Voc\u00ea tem poder? Mande. N\u00e3o tem? Pe\u00e7a. Ou suplique. Mas  fa\u00e7a-o bem. A receita: cuide do imperativo.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lembra-se do Pai Nosso? A ora\u00e7\u00e3o que o Senhor nos ensinou encerra sete pedidos. 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