{"id":5911,"date":"2011-06-22T00:00:00","date_gmt":"2011-06-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/sem_compromisso\/"},"modified":"2011-06-22T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-22T03:00:00","slug":"sem_compromisso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/sem_compromisso\/","title":{"rendered":"Sem compromisso"},"content":{"rendered":"\n<p>Oba! Amanh\u00e3 \u00e9 feriado. Nada de aula. Nada de  trabalho. Nada de dar e receber ordens. A folga d\u00e1 descanso ao rel\u00f3gio. Sem os  ponteiros implac\u00e1veis, podemos acordar mais tarde, ficar na cama at\u00e9&nbsp;vir vontade de levantar, misturar o caf\u00e9 da  manh\u00e3 com hist\u00f3rias, gargalhadas e anima\u00e7\u00e3o. H\u00e1 espa\u00e7o pra reunir os amigos e  bater uma peladinha. Em suma: curtir \u00e9 a ordem.  <\/p>\n<p>A palavra feriado vem de longe. Nasceu talvez no  s\u00e9culo 13. O paiz\u00e3o da folgada se chama feira (em latim, mercado). Em  sentido lit\u00fargico, a diss\u00edlaba queria dizer dia de festa, dia de repouso. A  popula\u00e7\u00e3o aproveitava a liberdade. Reunia-se nas pra\u00e7as pra paquerar, bater  papo, dar uma caminhadinha. Os comerciantes descobriram ali um fil\u00e3o. Ofereciam  mercadorias pra faturar um dinheirinho. Resultado: feira deixou a acep\u00e7\u00e3o  folgada pra l\u00e1. Tornou-se sin\u00f4nimo de trabalho. Da\u00ed o nome de cinco dias da  semana: segunda-feira, ter\u00e7a-feira, quarta-feira, quinta-feira,  sexta-feira. <strong><\/strong>&nbsp; <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>\u00c9 o segund\u00e3o<\/strong>  <\/p>\n<p>Por que segunda-feira \u00e9 segunda, n\u00e3o primeira? A  raz\u00e3o \u00e9 t\u00e3o l\u00f3gica quanto dois e dois s\u00e3o quatro. O primeiro dia da semana \u00e9  domingo \u2014 o Dia do Senhor. E s\u00e1bado? A triss\u00edlaba nasceu hebraica.  Sabbat \u00e9 o dia do repouso para os judeus. Dela vieram sab\u00e1tico e  sabatina. <strong><\/strong>&nbsp; <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Corpus Christi<\/strong>  <\/p>\n<p>Os cat\u00f3licos celebram Corpus Christi. Em portugu\u00eas:  o corpo de Cristo. O feriado tem uma marca registrada. Cai sempre na  quinta-feira. Qual? A que vem logo depois do domingo da Sant\u00edssima Trindade.  Nesse dia, os cat\u00f3licos t\u00eam uma obriga\u00e7\u00e3o. \u00c9 rezar. Se poss\u00edvel,  acompanhar&nbsp;a prociss\u00e3o. <strong><\/strong>&nbsp; <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Rezar pra qu\u00ea?<\/strong>  <\/p>\n<p>Mu\u00e7ulmanos, judeus, budistas, cat\u00f3licos,  protestantes, evang\u00e9licos, todos rezam. &#8220;Pra qu\u00ea?&#8221;, perguntam os filhos cheios  de programas e sem disposi\u00e7\u00e3o pra perder minutos preciosos em preces &amp; cia.  A quest\u00e3o bateu \u00e0 porta de velho monge que&nbsp;convidava os&nbsp;disc\u00edpulos a subir com ele at\u00e9 o alto de uma montanha pra  rezarem juntos. Fazia isso todos os dias. Perto dali, logo abaixo, havia um rio  com \u00e1guas puras e cristalinas. Certa vez, um dos rapazes indagou:  <\/p>\n<p>\u2013 Mestre, por que oramos todos os dias se n\u00e3o  conseguimos gravar as palavras na mente? Pouco me lembro do que oramos ontem e  j\u00e1 nem sei o que falamos h\u00e1 dez dias.  <\/p>\n<p>O monge, com calma e serenidade, pegou um cesto de  bambu e o deu ao disc\u00edpulo dizendo:   <\/p>\n<p>\u2014 Filho, v\u00e1 at\u00e9 aquele rio e traga este cesto cheio  d&#8217;\u00e1gua pra mim.   <\/p>\n<p>O&nbsp;mocinho  l\u00e1 se foi. &nbsp;Ao voltar com o cesto  vazio embora ainda molhado, o monge lhe perguntou o que ele havia  conclu\u00eddo.&nbsp;A resposta:   <\/p>\n<p>\u2014 Mestre, um cesto de bambu n\u00e3o pode reter a \u00e1gua  porque&nbsp;o l\u00edquido&nbsp;escapa pelos  furos.  <\/p>\n<p>\u2014 S\u00f3 isso?, insistiu o monge. Ent\u00e3o v\u00e1 novamente ao  rio e traga o cesto com mais \u00e1gua. E&nbsp;l\u00e1 se  foi o jovem.  <\/p>\n<p>Ao voltar, o monge lhe perguntou o que ele tinha  conclu\u00eddo. A resposta foi a mesma. O monge pediu novamente&nbsp;que ele  repetisse a opera\u00e7\u00e3o. E fez isso v\u00e1rias vezes.Depois de v\u00e1rias idas e vindas,  finalmente o disc\u00edsc\u00edpulo concluiu:    <\/p>\n<p>\u2013 Mestre, agora percebo uma diferen\u00e7a: o cesto est\u00e1  mais limpo do que antes.  <\/p>\n<p>Satisfeito, o monge acrescentou:   <\/p>\n<p>\u2014 Exatamente! O mesmo acontece conosco quando  oramos. Muitas vezes esquecemos as palavras.  Mas, com certeza, ficamos mais limpos e o nosso esp\u00edrito \u00e9  purificado a cada ora\u00e7\u00e3o.<b> &nbsp;<\/b>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oba! Amanh\u00e3 \u00e9 feriado. Nada de aula. Nada de trabalho. Nada de dar e receber ordens. A folga d\u00e1 descanso ao rel\u00f3gio. 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