{"id":5926,"date":"2011-06-23T11:30:00","date_gmt":"2011-06-23T14:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_senhor_inverno_bate_a_porta\/"},"modified":"2011-06-23T11:30:00","modified_gmt":"2011-06-23T14:30:00","slug":"o_senhor_inverno_bate_a_porta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_senhor_inverno_bate_a_porta\/","title":{"rendered":"O senhor inverno bate \u00e0 porta"},"content":{"rendered":"<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><strong> <\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! O inverno  chegou. Junho, o m\u00eas festeiro, \u00e9 tamb\u00e9m o senhor dos ventos cortantes, dos  tapetes de neve e das temperaturas de bater o queixo. Convida ao aconchego.  Busca agasalhos generosos. Pede bebidas quentinhas. Caldos, ch\u00e1s e chocolate  fazem a festa. O trio abafa em casa e na rua. Caf\u00e9s, restaurantes e lanchonetes  fervilham de fregueses ansiosos por acariciar a alma.<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>\u00c9 inverno. Esta\u00e7\u00e3o t\u00e3o diferente das demais  gera curiosidade. Por que os term\u00f4metros mudam tanto? A quest\u00e3o vem de longe \u2014  desde que o mundo \u00e9 mundo. Os gregos acharam a resposta. A explica\u00e7\u00e3o envolve  tr\u00eas personagens: m\u00e3e, filha e o deus dos subterr\u00e2neos. No meio, o destino. O  fado mexeu os pauzinhos e\u2026 deu no que deu.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><strong> <\/p>\n<p>Os tr\u00eas  reinos<\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>Quando o mundo nasceu, h\u00e1  muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitos e muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitos anos, os  poderosos o dividiram em tr\u00eas reinos. O primeiro era o Olimpo. Ali viviam os  deuses e her\u00f3is. Zeus mandava por l\u00e1. O segundo eram os oceanos. Nos mares,  rios, lagos e fontes, reinava Pos\u00eaidon. Ele dominava peixes, jacar\u00e9s, tubar\u00f5es,  lobos marinhos. O \u00faltimo era o Inferno. Hades governava o peda\u00e7o. Todas as  pessoas que morriam iam para aquele lugar.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><strong>O deus se  apaixona<\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>Pers\u00e9fone encantava a todos por sua alegria  e beleza. Era filha de Zeus, o deus dos deuses, e de Dem\u00e9ter, a deusa da  agricultura. Um dia, ela veio \u00e0 Terra dar uma voltinha. Hades, o senhor dos  mortos, a viu. Apaixonou-se na hora. Ent\u00e3o, sem mais nem menos, o ch\u00e3o se abriu  e engoliu a garota. Antes de desaparecer, ela soltou um grito desesperado. A m\u00e3e  ouviu.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>Dem\u00e9ter procurou a filha durante nove dias e  nove noites. N\u00e3o a encontrou. Inconformada, consultou H\u00e9lio, o sol, que tudo v\u00ea.  Ele sentiu muita pena da m\u00e3e. Falou-lhe do rapto. Ela se indignou. Disse que n\u00e3o  voltaria ao Olimpo sem a filha. <\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>A deusa da agricultura deixou de cumprir os  deveres. Sem alimentar a Terra, faltou comida. Os homens passaram fome. Hermes,  mensageiro de Zeus, prometeu trazer Pers\u00e9fone de volta. Com uma condi\u00e7\u00e3o: que  ela n\u00e3o tivesse provado o alimento dos mortos. A mo\u00e7a voltou. Mas ficou pouco  tempo. Ela havia comido sementes de rom\u00e3. Hades a levou de volta.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>Zeus, ent\u00e3o, arranjou uma sa\u00edda. Todos os  anos, Pers\u00e9fone fica com a m\u00e3e durante nove meses. A Terra festeja com a  primavera, o ver\u00e3o e o outono. Nos outros tr\u00eas, fica com o marido. Nesse  per\u00edodo, a Terra se cobre de gelo. Os gr\u00e3os n\u00e3o crescem. \u00c9 o inverno.  <\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! O inverno chegou. Junho, o m\u00eas festeiro, \u00e9 tamb\u00e9m o senhor dos ventos cortantes, dos tapetes de neve e das temperaturas de bater o queixo. Convida ao aconchego. Busca agasalhos generosos. Pede bebidas quentinhas. Caldos, ch\u00e1s e chocolate fazem a festa. O trio abafa em casa e na rua. 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