{"id":5933,"date":"2011-04-05T00:00:00","date_gmt":"2011-04-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/jogo_dos_sete_erros\/"},"modified":"2011-04-05T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-05T03:00:00","slug":"jogo_dos_sete_erros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/jogo_dos_sete_erros\/","title":{"rendered":"Jogo dos sete erros"},"content":{"rendered":"<p><b><\/b><b><\/b><b> <\/p>\n<p><\/b>  <\/p>\n<p>Errar \u00e9 humano? \u00c9. Errando se aprende. &#8220;Erre mais, erre  melhor&#8221;, insistia o teatr\u00f3logo Samuel Becket. A coluna obedeceu ao conselho. Na  quarta-feira, apresentou uma rela\u00e7\u00e3o de 35 trope\u00e7os usuais no dia a dia de gente  como a gente. Leitores acharam pouco. Encaminharam mais. Com a explica\u00e7\u00e3o: &#8220;Os  jornais publicam o jogo dos sete erros. Dispensemos o jogo. Fiquemos com os  deslizes&#8221;. Palpite aceito. Eis as observa\u00e7\u00f5es com os respectivos  coment\u00e1rios:  <\/p>\n<p>Wagner Carlos preocupou-se com a reg\u00eancia verbal. Lembrou  <i>preferir<\/i>. O triss\u00edlabo \u00e9 pra l\u00e1 de maltratado. Nove entre 10 falantes  trope\u00e7am na&nbsp;elitista criatura. &#8220;A pessoa prefere uma coisa <b>a<\/b> outra&#8221;,  ensina o atento leitor. &#8220;A mo\u00e7ada prefere uma coisa do que outra. Valha-nos,  Deus!&#8221; \u00c9 isso. Em constru\u00e7\u00f5es como essa, a preposi\u00e7\u00e3o <strong>a <\/strong>pede  passagem. Mais exemplos? Ei-los: <i>Prefiro cinema <strong>a<\/strong> teatro.  Preferiu sair <strong>a <\/strong>ficar em casa. Preferimos morar em apartamento  <strong>a<\/strong> morar em casa. <\/i>  <\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3. Muitos abusam. Al\u00e9m da trombada na reg\u00eancia,  acrescentam intensificador desnecess\u00e1rio. \u00c9 o tal &#8220;prefiro mais&#8221;. Trata-se de  senhora redund\u00e2ncia. Preferir pressup\u00f5e o mais. X\u00f4!  <\/p>\n<p>***  <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Maria Moreira escreve: &#8220;Uma mania que se instalou na nossa l\u00edngua \u00e9 o  que chamo de sujeito duplo. Exemplos: `O ex-vice-presidente Jos\u00e9 Alencar, ele  morreu na semana passada\u00b4, `O governador do DF, ele tomou posse h\u00e1 apenas&nbsp;tr\u00eas meses\u00b4. O correto \u00e9 simplesmente: O  ex-vice- presidente Jos\u00e9 Alencar morreu na semana passada. O governador do DF tomou posse h\u00e1 apenas&nbsp;tr\u00eas meses.  <\/p>\n<p>Ufa! Falou e disse.  <\/p>\n<p>***  <\/p>\n<p>Alda  Pirfo comenta: &#8220;Sei que <i>grato<\/i>, <i>agradecido<\/i> e <i>obrigado<\/i> se  flexionam como qualquer adjetivo. No feminino singular, <i>grata, agradecida,  obrigada<\/i>. No masculino singular, <i>grato, agradecido, obrigado<\/i>. Muitos,  por\u00e9m, insistem em empregar apenas o masculino independentemente do sujeito. Que  coisa! Ser\u00e1 que mudaram as regras e ningu\u00e9m me avisou?&#8221;  <\/p>\n<p>Claro que n\u00e3o, Alda. Voc\u00ea est\u00e1 pra l\u00e1 de certa. Ela diz  grata, agradecida, obrigada. Ele, grato, agradecido, obrigado. Elas, gratas,  agradecidas, obrigadas. Eles, gratos, agradecidos, obrigados. Todos respondem  &#8220;por nada&#8221;.  <\/p>\n<p>***  <\/p>\n<p>S\u00e9rgio Magalh\u00e3es observa: &#8220;Palavras bem pronunciadas soam como m\u00fasica.  Agradam ao ouvido, bajulam a mente e acariciam o cora\u00e7\u00e3o. H\u00e1 algumas semanas, ao  ler a coluna que tratou do assunto, lamentei n\u00e3o ter encontrado refer\u00eancia a  <i>pneu. <\/i>Tenho curiosidade de saber por que o voc\u00e1bulo \u00e9 pronunciado  <i>peneu<\/i> por&nbsp;muitos rep\u00f3rteres ligados  ao mundo automobil\u00edstico e por boa parte da popula\u00e7\u00e3o&#8221;.   <\/p>\n<p>S\u00e9rgio, \u00e9 estranho ao portugu\u00eas pronunciar o <i>p, o b, o  d<\/i> desacompanhados de vogal. Por isso tamb\u00e9m se brindam outras palavras com  som indesejado. \u00c9 o caso de &#8220;pisicologia&#8221;, &#8220;adivogado&#8221;, &#8220;subistantivo&#8221;,  &#8220;adijetivo&#8221; e tantos outros.   <\/p>\n<p>***  <\/p>\n<p>Adriano Queiroz: &#8220;A placa \u00e9 lei. Est\u00e1 em todos os andares de todos os pr\u00e9dios  de todos os estados brasileiros. `Antes de entrar no elevador, verifique se o  mesmo encontra-se parado neste andar\u00b4, diz o texto pra l\u00e1 de torturado. Al\u00e9m de  outros, um erro me chama a aten\u00e7\u00e3o. Trata-se do emprego de o mesmo. Ele  n\u00e3o pode substituir o pronome pessoal na fun\u00e7\u00e3o de sujeito. O v\u00edcio aparece em  frases como `eu chamei Jos\u00e9, mas o mesmo nem olhou\u00b4. Que chato! Que tal dar a  C\u00e9sar o que \u00e9 de C\u00e9sar? Eu chamei Jos\u00e9, mas ele nem olhou.   <\/p>\n<p>E a placa do elevador? Os ga\u00fachos recorreram \u00e0 Justi\u00e7a para  mudar o texto. Conseguiram. Eis a forma: Antes de entrar, verifique se o  elevador est\u00e1 neste andar. Que tal? Al\u00e9m de correta, \u00e9 mais curta e mais f\u00e1cil.  Palmas pra ela.  <\/p>\n<p>***  <\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Menezes n\u00e3o se conforma com erros prim\u00e1rios que encontra em jornais e  revistas. Ao v\u00ea-los, n\u00e3o deixa por menos. Protesta. Escreve cartas e manda  e-mails. Um dos mais recentes trope\u00e7os&nbsp;trata  da&nbsp;confus\u00e3o de palavras que soam do mesmo jeitinho, mas se grafam de  forma diferente. Vale o exemplo por ele destacado: &#8220;A sess\u00e3o de servidores para  organiza\u00e7\u00f5es&#8221;. &#8220;Ora&#8221;, escreve ele, &#8220;o substantivo derivado de ceder \u00e9 cess\u00e3o.  Bastava o redator parar e pensar. N\u00e3o o fez. Deu no que deu.&#8221;  <\/p>\n<p>***  <\/p>\n<p>Josemar  Dias&nbsp;reclama das redund\u00e2ncias. Dia ap\u00f3s  dia, elas pululam no jornal, na internet ou na tev\u00ea. \u00c9 o caso de <i>h\u00e1 anos  atr\u00e1s, panorama geral, elo de liga\u00e7\u00e3o, jantar \u00e0 noite<\/i>, a cada dia que passa.  Ele explica:&nbsp;&#8220;Todo panorama \u00e9 geral, todo  elo \u00e9 de liga\u00e7\u00e3o, todo jantar \u00e9 \u00e0 noite, todo dia passa. Melhor desbastar os  excessos: panorama, elo, jantar, a cada dia d\u00e3o o recado. Mais: h\u00e1 e  atr\u00e1s&nbsp;falam de tempo passado. \u00c9 melhor  descer do muro e ficar com um ou outro: Chegou a Bras\u00edlia h\u00e1 anos. Anos  atr\u00e1s chegou a Bras\u00edlia.&#8221;  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Errar \u00e9 humano? \u00c9. Errando se aprende. &#8220;Erre mais, erre melhor&#8221;, insistia o teatr\u00f3logo Samuel Becket. A coluna obedeceu ao conselho. Na quarta-feira, apresentou uma rela\u00e7\u00e3o de 35 trope\u00e7os usuais no dia a dia de gente como a gente. Leitores acharam pouco. Encaminharam mais. Com a explica\u00e7\u00e3o: &#8220;Os jornais publicam o jogo dos sete erros. Dispensemos o jogo. Fiquemos com os deslizes&#8221;. Palpite aceito. Eis [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5933","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5933","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5933"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5933\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5933"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5933"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}