{"id":6128,"date":"2011-07-25T00:50:00","date_gmt":"2011-07-25T03:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/manda_e_desmanda\/"},"modified":"2011-07-25T00:50:00","modified_gmt":"2011-07-25T03:50:00","slug":"manda_e_desmanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/manda_e_desmanda\/","title":{"rendered":"Manda e desmanda"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O verbo fala. Dono e senhor da ora\u00e7\u00e3o, manda e desmanda. Criou, por isso, o  imperativo. O nome diz tudo. \u00c9 o modo que d\u00e1 ordem. \u00c0s vezes amacia a voz.  Transforma-a em pedido. Outras vezes, em s\u00faplica. Mas, no fundo, no fundo, a  realidade \u00e9 uma s\u00f3. Ele \u00e9 muito autorit\u00e1rio.  <\/p>\n<p>H\u00e1 dois imperativos. Um: afirmativo. Manda fazer. O outro: negativo. Manda  n\u00e3o fazer. A forma\u00e7\u00e3o deles tem manhas. Voc\u00ea as conhece? Teste seu conhecimento.  Se as frases abaixo estiverem certinhas da silva, escreva V, de verdadeiro, nos  par\u00eanteses. Se matarem a gente de vergonha, castigue-as com um F, de falso.  Depois, marque a sequ\u00eancia nota dez:   <\/p>\n<p>( ) Diga-me com quem andas, que te direi quem \u00e9s. ( ) Diga-me com quem anda, que lhe direi quem voc\u00ea \u00e9. ( ) Dize-me com quem andas, que te direi quem \u00e9s. ( ) Dize-me com quem anda, que lhe direi quem voc\u00ea \u00e9.  <\/p>\n<p>a. F, V, V, F b. V, F, F, V c. V, V, F, F d. F, F, V, V  <\/p>\n<p>E da\u00ed? <\/p>\n<p>Marcou a letra a? Pra l\u00e1 de certo. Voc\u00ea conhece os caprichos do imperativo. O  mand\u00e3o n\u00e3o lhe vai roubar pontinhos nem nas provas nem na vida.  <\/p>\n<p>Preferiu outra letra? Cuidado. Voc\u00ea corre risco de se tornar v\u00edtima do  arrogante. Defenda-se. D\u00ea uma estudadinha no assunto. Desvendados os mist\u00e9rios,  voc\u00ea ver\u00e1 que o le\u00e3o \u00e9 manso.  <\/p>\n<p>Manda fazer  <\/p>\n<p>O Imperativo afirmativo exige aten\u00e7\u00e3o plena. Inclemente, divide as pessoas do  discurso em dois grupos. As segundas pessoas (tu e v\u00f3s) ficam de um lado. As  outras (ele, n\u00f3s, eles), de outro. Misturar \u00e9 proibido.  <\/p>\n<p>***  <\/p>\n<p>Por que a separa\u00e7\u00e3o? Por causa da forma\u00e7\u00e3o do imperativo. O tu e o v\u00f3s  derivam do presente do indicativo. Mas mandam o s final pras cucuias. As outras  pessoas n\u00e3o d\u00e3o trabalho. Saem todinhas do presente do subjuntivo. Sem tirar nem  p\u00f4r.  <\/p>\n<p>Exemplo  <\/p>\n<p>Veja o verbo dizer:  <\/p>\n<p>Presente do indicativo: eu digo, tu dizes, ele diz, n\u00f3s dizemos, v\u00f3s dizeis, eles dizem&nbsp;  <\/p>\n<p>Presente do subjuntivo: que eu diga, tu digas, ele diga, n\u00f3s digamos, v\u00f3s digais, eles digamImperativo afirmativo: dize tu, diga voc\u00ea, digamos n\u00f3s, dizei v\u00f3s, digam voc\u00eas <\/p>\n<p>Manda n\u00e3o fazer <\/p>\n<p>O imperativo negativo joga em outro time. Descomplicado, n\u00e3o quer saber de  confus\u00e3o. Forma-se todinho do presente do subjuntivo. Mas n\u00e3o deixa de marcar a  autoridade. Exige um baita n\u00e3o na frente. Quer ver?  <\/p>\n<p>n\u00e3o digas tu n\u00e3o diga voc\u00ea n\u00e3o digamos n\u00f3s n\u00e3o digam voc\u00eas  <\/p>\n<p>Ausente  <\/p>\n<p>O eu ficou fora? Ficou. A raz\u00e3o \u00e9 simples. Ningu\u00e9m d\u00e1 ordem para si mesmo. Se  der, ocorre uma m\u00e1gica. O eu vira voc\u00ea. Duvida? Banque o S\u00e3o Tom\u00e9. D\u00ea uma ordem  pra voc\u00ea mesmo.   <\/p>\n<p>M\u00e3os \u00e0 obra &#8220;Vem pra Caixa voc\u00ea tamb\u00e9m&#8221; \u00e9 propaganda da Caixa Econ\u00f4mica Federal. Nela h\u00e1  uma sopinha de pessoas. O tu se mistura com o voc\u00ea. Corrigida, a frase fica  assim:  <\/p>\n<p>a. Vem pra Caixa tu tamb\u00e9m. b. Venha pra Caixa tu tamb\u00e9m.   <\/p>\n<p> A resposta? \u00c9 a a, concorda?  <\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O verbo fala. Dono e senhor da ora\u00e7\u00e3o, manda e desmanda. Criou, por isso, o imperativo. O nome diz tudo. \u00c9 o modo que d\u00e1 ordem. \u00c0s vezes amacia a voz. Transforma-a em pedido. Outras vezes, em s\u00faplica. Mas, no fundo, no fundo, a realidade \u00e9 uma s\u00f3. Ele \u00e9 muito autorit\u00e1rio. H\u00e1 dois imperativos. Um: afirmativo. Manda fazer. O outro: negativo. Manda n\u00e3o fazer. 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