{"id":6253,"date":"2011-08-02T00:50:00","date_gmt":"2011-08-02T03:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/estudantes_perguntam-11\/"},"modified":"2011-08-02T00:50:00","modified_gmt":"2011-08-02T03:50:00","slug":"estudantes_perguntam-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/estudantes_perguntam-11\/","title":{"rendered":"Estudantes perguntam"},"content":{"rendered":"<div><b> <\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>Qual a diferen\u00e7a entre sem\u00e2ntica e morfologia? <\/b> (Carlos Eduardo Miranda)   <\/p>\n<p>A sem\u00e2ntica, Carlos, trata do significado da palavra. Preocupa-se com o que o  voc\u00e1bulo quer dizer na frase. Na d\u00favida, a gente consulta o dicion\u00e1rio. A  morfologia joga em outro time. Refere-se \u00e0s classes gramaticais. Diz se a  palavra \u00e9 substantivo, verbo, adjetivo, pronome, preposi\u00e7\u00e3o, conjun\u00e7\u00e3o,  interjei\u00e7\u00e3o etc. e tal. Mais: estuda o n\u00famero (singular, plural), o g\u00eanero  (feminino, masculino), a conjuga\u00e7\u00e3o verbal, a flex\u00e3o do nome. <strong> <\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Em alguns textos, vi a express\u00e3o bom-dia <a name=\"Save1\"><\/a>(escrita com  h\u00edfen). \u00c9 correto? <\/strong><strong><\/strong><strong style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><\/strong> (Matheo Araoz) <strong> <\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Bom-dia, boa-tarde, boa-noite s\u00e3o os cumprimentos. Escrevem-se com o  tracinho. No mais, adjetivo e substantivo v\u00eam soltos, sem len\u00e7o nem  documento:<\/strong><strong><i style=\"font-weight: bold;font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> \u2014 Bom-dia, Rafael. Que voc\u00ea tenha um bom dia.<\/i> <\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 eu ou voc\u00ea n\u00e3o sou eu?<\/strong><strong><\/strong>  (Marcelo Silva Santana)<strong> <\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 eu, Marcelo. Voc\u00ea \u00e9 voc\u00ea. Eu sou eu.<\/strong><strong><\/strong><strong style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><\/strong><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>A forma correta \u00e9 <i>entrar de f\u00e9rias<\/i> ou <i>entrar em f\u00e9rias<\/i>?  <\/b> (Luciana Melara)<strong> <\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Tanto faz. Voc\u00ea pode entrar de f\u00e9rias ou entrar em f\u00e9rias. Uma e outra forma  d\u00e3o um recado claro: descanse.<\/strong> <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre orto\u00e9pia e pros\u00f3dia? <\/strong><strong><\/strong><strong style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><\/strong> (Rafael da Esc\u00f3ssia Lima)<strong> <\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Orto\u00e9pia e pros\u00f3dia s\u00e3o sin\u00f4nimas. Ambas tratam da pron\u00fancia correta das  palavras. O s de subs\u00eddio, ensinam as duas, soa como o de subsolo. Rubrica \u00e9  parox\u00edtona como fabrica. Recorde joga no time de concorde. A s\u00edlaba t\u00f4nica \u00e9  cor. <\/strong> <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Sempre me confundo com conota\u00e7\u00e3o e denota\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 cada uma?  <\/strong><strong><\/strong><strong style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><\/strong> (Alexandre Fuckner)  <\/p>\n<p>Denota\u00e7\u00e3o \u00e9 o sentido pr\u00f3prio da palavra. Ao consultar o dicion\u00e1rio, o  primeiro significado \u00e9 o denotativo. Conota\u00e7\u00e3o d\u00e1 nome ao sentido figurado.  Compare o emprego de fogo em dois contextos:  <\/p>\n<p>Sentido denotativo: O fogo queimou duas casas antes da chegada dos  bombeiros. Sentido conotativo: &#8220;Amor \u00e9 fogo que arde sem se ver&#8221; (Lu\u00eds de Cam\u00f5es)<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Qual a diferen\u00e7a entre os porqu\u00eas? <\/b> (Samille Paiva)   <\/p>\n<p>Samile, h\u00e1 dois empregos pra l\u00e1 de conhecidos. Gente de casa, quase todo  mundo os domina. Na \u00e9poca em que a escola ensinava e o aluno aprendia, a  meninada os decorava sem grandes problemas. Mas h\u00e1 dois que d\u00e3o n\u00f3 nos miolos.  Vamos l\u00e1. <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Por que, por qu\u00ea<\/b>  <\/p>\n<p>Na pergunta, o parzinho \u00e9 separado. Se o qu\u00ea estiver no fim da frase, no fim  mesmo, encostado no ponto, leva circunflexo. Caso contr\u00e1rio, vem soltinho da  silva:  <\/p>\n<p><i>Paulo, por que voc\u00ea chegou atrasado?  <\/p>\n<p>Paulo, voc\u00ea  chegou atrasado por qu\u00ea?<\/i>  <\/p>\n<p><i>Maria, voc\u00ea \u00e9 sempre t\u00e3o atenta, anda  distra\u00edda. Por que ser\u00e1?  <\/p>\n<p>Maria, voc\u00ea sempre t\u00e3o atenta, anda distra\u00edda.  Por qu\u00ea?  <\/p>\n<p><\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>Porque <\/b> <\/p>\n<p>A resposta \u00e0 quest\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil como tirar pirulito de beb\u00ea.  O parzinho vem colado. \u00c9 a conjun\u00e7\u00e3o causal:  <\/p>\n<p><i>Paulo chegou atrasado  porque acordou tarde.  <\/p>\n<p>Maria anda distra\u00edda porque est\u00e1 apaixonada.   <\/p>\n<p><\/i> <\/p>\n<p><b>Porqu\u00ea <\/b> <\/p>\n<p>O porqu\u00ea \u2013 juntinho e enchapelado \u2013 joga no  time dos substantivos. \u00c9 sin\u00f4nimo de <i>causa, raz\u00e3o, motivo<\/i>. Ele apresenta  duas marcas. Uma: tem plural. A outra: vem acompanhado de artigo, numeral ou  pronome. Quer ver?  <\/p>\n<p><i>Agora entendo o porqu\u00ea dos porqu\u00eas.  <\/p>\n<p>Eis o  porqu\u00ea da distra\u00e7\u00e3o de Maria.  <\/p>\n<p>Esse porqu\u00ea poucos entendem.  <\/p>\n<p>O  primeiro porqu\u00ea \u00e9 mais f\u00e1cil que o segundo.  <\/p>\n<p><\/i> <\/p>\n<p><b> <\/p>\n<p><\/b><b>Por que e por qu\u00ea (de  novo) <\/b> <\/p>\n<p>Esse porqu\u00ea parece repeteco do primeiro. Parece, mas n\u00e3o \u00e9.  Ele ganhou destaque porque representa um senhor perigo. Gente muito boa trope\u00e7a  nele e cai como patinho ing\u00eanuo que nada no lago. O que fazer? Dar um jeito.  Entender-lhe as manhas.   <\/p>\n<p>O porqu\u00ea separado sem estar em pergunta \u00e9 constru\u00e7\u00e3o pregui\u00e7osa. Aparece pela  metade. Sem muita disposi\u00e7\u00e3o para o batente, deixa subentendidos os substantivos  <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">a raz\u00e3o, a causa, o motivo:  <\/p>\n<p>Gostaria de saber (a raz\u00e3o) por que Dilma  demitiu o ministro dos Transportes.  <\/p>\n<p><\/i><i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\u00c9 poss\u00edvel me dizer (o motivo) por  que Maria anda distra\u00edda.  <\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o sabemos (as causas) por que o real  se valorizou.  <\/p>\n<p><\/i><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Viu? Antes do <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">porqu\u00ea <\/i>est\u00e1 escondidinho um  substantivo. Ele n\u00e3o aparece. Mas conta. \u00c9 que a l\u00edngua, engenhosa, o omite. Os  distra\u00eddos caem na armadilha. Os sabidos t\u00eam um macete. Sempre que o porqu\u00ea for  substitu\u00edvel por <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">a raz\u00e3o pela<\/i> <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">qual<\/i>, n\u00e3o duvidam. \u00c9 um l\u00e1 e outro  c\u00e1. Se estiver no fim da linha, colado no ponto, ganha chap\u00e9u: <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">N\u00e3o  entendi por que (a raz\u00e3o pela qual) o real se valorizou.  <\/p>\n<p>O ministro  tentou, mas n\u00e3o conseguiu explicar por que (a raz\u00e3o pela qual) o real se  valorizou.  <\/p>\n<p>Este \u00e9 o melhor filme<\/i> <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">do ano. V\u00e1 ao cinema e descubra  por qu\u00ea (a raz\u00e3o pela qual).  <\/p>\n<p><\/i><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Viu? Descobrir o porqu\u00ea dos qu\u00eas e  porqu\u00eas n\u00e3o \u00e9 nenhum bicho de sete cabe\u00e7as. Basta aprender por que uns se  escrevem juntinhos; outros, separados. E abrir os olhos para as manhas dos  acentos. Os chapeuzinhos t\u00eam seu porqu\u00ea.  <\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual a diferen\u00e7a entre sem\u00e2ntica e morfologia? (Carlos Eduardo Miranda) A sem\u00e2ntica, Carlos, trata do significado da palavra. Preocupa-se com o que o voc\u00e1bulo quer dizer na frase. Na d\u00favida, a gente consulta o dicion\u00e1rio. A morfologia joga em outro time. Refere-se \u00e0s classes gramaticais. Diz se a palavra \u00e9 substantivo, verbo, adjetivo, pronome, preposi\u00e7\u00e3o, conjun\u00e7\u00e3o, interjei\u00e7\u00e3o etc. e tal. 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