{"id":6300,"date":"2011-08-06T01:10:00","date_gmt":"2011-08-06T04:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/troca-troca_1\/"},"modified":"2011-08-06T01:10:00","modified_gmt":"2011-08-06T04:10:00","slug":"troca-troca_1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/troca-troca_1\/","title":{"rendered":"Troca-troca (1)"},"content":{"rendered":"<p>    <b>&nbsp;<\/b>   <\/p>\n<p>Os pronomes relativos pegam a mo\u00e7ada pelo p\u00e9. Campe\u00f5es de erros, roubam pontos a granel. O problema \u00e9 o troca-troca. Estudantes, jornalistas, advogados, executivos, chutam com gosto. O <i>onde <\/i>toma o lugar do <i>em que<\/i>, <i>quando<\/i>, <i>aonde<\/i> e <i>que<\/i>. Ufa! \u00c9 o fominha da ora\u00e7\u00e3o. Mas existem outros famintos. Um deles: <i>que<\/i>. Ao menor descuido, \u00e1 est\u00e1 ele no papel de outro. O <i>cujo<\/i> \u00e9 fregu\u00eas.  <b>&nbsp;<\/b>  Que x cujo  <b>&nbsp;<\/b>  O <i>cujo<\/i> \u00e9 pra l\u00e1 de especial. Pra figurar na frase, imp\u00f5e uma condi\u00e7\u00e3o &#8211; indicar posse. Fora isso, \u00e9 bom bater em outra freguesia. Examine a caminhada do danadinho:  &nbsp;  \u00b7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mulher mora em Bras\u00edlia. O filho <b>da mulher<\/b> morreu no acidente.  &nbsp;  Que tal juntar as duas ora\u00e7\u00f5es? O pronome relativo se presta ao papel. Ele substitui o termo repetido. Qual \u00e9 ele? <i>Mulher<\/i>. <b>Da mulher<\/b> exprime posse. (Filho de quem?) Dela. O <i>cujo<\/i> pede passagem:  &nbsp;  \u00b7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mulher <b>cujo<\/b> filho morreu no acidente mora em Bras\u00edlia.  &nbsp;  Veja esta:  &nbsp;  \u00b7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Paulo Coelho, que os livros fazem sucesso nos cinco continentes, pertence \u00e0 Academia Brasileira de Letras.  &nbsp;  Cruz-credo! Alguma coisa est\u00e1 mal. O qu\u00ea? Vamos ao desmembramento do per\u00edodo:  &nbsp;  \u00b7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Paulo Coelho pertence \u00e0 Academia Brasileira de Letras. Os livros <b>de<\/b> <b>Paulo Coelho<\/b> fazem sucesso nos cinco continentes.  &nbsp;  H\u00e1 um usurpador no peda\u00e7o. <i>Que<\/i> roubou o lugar de<i> cujo<\/i>. Afinal, <b>de Paulo Coelho<\/b> fala de posse:  &nbsp;  \u00b7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Paulo coelho, cujos livros fazem sucesso nos cinco continentes, pertence \u00e0 Academia Brasileira de Letras.  &nbsp;  Mais esta:  &nbsp;  \u00b7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bras\u00edlia, que o tr\u00e2nsito \u00e9 o mais civilizado do pa\u00eds, tem, proporcionalmente, a maior frota de carros do Brasil.  &nbsp;  Alguma coisa cheira mal. O que ser\u00e1? O desmembramento dir\u00e1:  &nbsp;  \u00b7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bras\u00edlia tem, proporcionalmente, a maior frota de carros do Brasil. O tr\u00e2nsito <b>de Bras\u00edlia<\/b> \u00e9 o mais civilizado do Brasil.  &nbsp;  Eureca! De Bras\u00edlia indica posse. Abram alas, que o <i>cujo<\/i> quer passar:  &nbsp;  \u00b7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bras\u00edlia, cujo tr\u00e2nsito \u00e9 o mais civilizado do pa\u00eds, tem, proporcionalmente, a maior frota de carros do Brasil.  &nbsp;  <b>&nbsp;<\/b>     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Os pronomes relativos pegam a mo\u00e7ada pelo p\u00e9. Campe\u00f5es de erros, roubam pontos a granel. O problema \u00e9 o troca-troca. Estudantes, jornalistas, advogados, executivos, chutam com gosto. O onde toma o lugar do em que, quando, aonde e que. Ufa! \u00c9 o fominha da ora\u00e7\u00e3o. Mas existem outros famintos. Um deles: que. Ao menor descuido, \u00e1 est\u00e1 ele no papel de outro. 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