{"id":6521,"date":"2011-08-25T00:00:00","date_gmt":"2011-08-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_justica_sou_eu\/"},"modified":"2011-08-25T00:00:00","modified_gmt":"2011-08-25T03:00:00","slug":"a_justica_sou_eu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_justica_sou_eu\/","title":{"rendered":"A justi\u00e7a sou eu"},"content":{"rendered":"<div>\n<div> <a name=\"131fdd68722c8b7a_Save1\"><\/a>   <\/p>\n<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@<a href=\"http:\/\/dabr.com.br\/\" target=\"_blank\">dabr.com.br<\/a>   <\/p>\n<p>Fatos estranhos pintam aqui e ali. Aparentemente desconexos, eles t\u00eam um  denominador comum. \u00c9 a inseguran\u00e7a p\u00fablica. N\u00e3o se trata do medo natural  decorrente da divulga\u00e7\u00e3o de assaltos, roubos, sequestros, estupros. Nem de  paranoias nascidas sabe Deus como. Nem de cuidados impostos aos cidad\u00e3os que  moram em grandes cidades.    <\/p>\n<p>Trata-se de demonstra\u00e7\u00e3o clara de perda da confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es. Sem f\u00e9  na a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia, a popula\u00e7\u00e3o recorre a meios pr\u00f3prios pra fazer justi\u00e7a. \u00c9  assustador. Tr\u00eas exemplos recentes ilustram a mudan\u00e7a de comportamento. Se a  moda pega\u2026   <\/p>\n<p>Morador de Formosa teve a casa assaltada. Registrou queixa na delegacia. Dias  depois, novo assalto. Nova reclama\u00e7\u00e3o. Novo zero \u00e0 esquerda. Outra vez. Outra  vez. Outra vez. Ele, ent\u00e3o, lan\u00e7ou m\u00e3o de meios rudimentares e montou arapuca na  sala. Na hora em que o ladr\u00e3o abriu a porta, balas o atingiram no peito. O bandido morreu.   <\/p>\n<p>M\u00e9dica pintou o muro da casa de vermelho. Avisou aos amigos do alheio que se  tratava de sangue contaminado. Pra tornar o cen\u00e1rio mais apavorante, pendurou  seringas com o aviso de estarem contaminadas com o v\u00edrus HIV. Nenhum meliante se  aproximou. A lei sim. A atrevida senhora, que teve a moradia assaltada cinco vezes em um m\u00eas, ter\u00e1 de prestar contas \u00e0s autoridades  pelo ato tresloucado.   <\/p>\n<p>Propriet\u00e1rios de bares e restaurantes sabem que mendigos afugentam a  clientela porque criam situa\u00e7\u00f5es constrangedoras. Aproximam-se dos fregueses e  pedem dinheiro. N\u00e3o querem comprar comida. Est\u00e3o desesperados pra satisfazer a  necessidade de crack. Medidas para deix\u00e1-los a dist\u00e2ncia fracassaram. A sa\u00edda?  Perder os an\u00e9is pra manter os dedos. Os comerciantes pagam aos pedintes pra  poupar os consumidores.   <\/p>\n<p>Houve tempo \u2014 e n\u00e3o faz tanto tempo assim \u2014 em que a placa &#8220;Cuidado. C\u00e3o  feroz!&#8221; afugentava ladr\u00f5es e aprendizes de ladr\u00f5es. Mas a realidade mudou. Com  assustadora rapidez, respostas \u00e0 viol\u00eancia perdem efic\u00e1cia. A seguran\u00e7a privada  se tornou parte do passado. C\u00e2meras sofisticadas deixaram de inibir quem se  disp\u00f5e a invadir e matar. Recorrer \u00e0s autoridades? N\u00e3o adianta. Encurralado, o  cidad\u00e3o de bem d\u00e1 asas ao desespero. D\u00e1 no que  d\u00e1.<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br Fatos estranhos pintam aqui e ali. Aparentemente desconexos, eles t\u00eam um denominador comum. \u00c9 a inseguran\u00e7a p\u00fablica. N\u00e3o se trata do medo natural decorrente da divulga\u00e7\u00e3o de assaltos, roubos, sequestros, estupros. Nem de paranoias nascidas sabe Deus como. Nem de cuidados impostos aos cidad\u00e3os que moram em grandes cidades. Trata-se de demonstra\u00e7\u00e3o clara de perda da confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es. 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