{"id":6563,"date":"2012-02-03T08:00:00","date_gmt":"2012-02-03T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/midias_convergentes_que_bicho_e_esse\/"},"modified":"2012-02-03T08:00:00","modified_gmt":"2012-02-03T10:00:00","slug":"midias_convergentes_que_bicho_e_esse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/midias_convergentes_que_bicho_e_esse\/","title":{"rendered":"M\u00eddias convergentes? Que bicho \u00e9 esse?"},"content":{"rendered":"<p><b> <\/b>  <\/p>\n<p>\u00c9 m\u00eddias convergentes pra l\u00e1, m\u00eddias convergentes pra c\u00e1. Os  suplementos de inform\u00e1tica n\u00e3o se cansam de falar no assunto. Debates calorosos  incendeiam universit\u00e1rios e professores de comunica\u00e7\u00e3o. Os Di\u00e1rios Associados  puseram lenha na fogueira. Lan\u00e7aram o <i>Manual de reda\u00e7\u00e3o e estilo para m\u00eddias  convergentes<\/i>. &#8220;Que bicho \u00e9 esse?&#8221;, perguntam leitores curiosos.   <\/p>\n<p>O manual dos Di\u00e1rios Associados ajuda na resposta. A quest\u00e3o  tem tudo a ver com a internet. A rede de computadores se parece com aquelas  bonecas russas metidas uma dentro das outras. Conhece? A grande m\u00e3e \u00e9 a web.  Nela h\u00e1 de tudo \u2014 jornais, blogues, sites, portais, livros, revistas,  enciclop\u00e9dias, r\u00e1dios, tev\u00eas, fotos, filmes, m\u00fasicas. A matriarca virou o mundo  da escrita e da leitura pelo avesso. Quem escreve tem de ter em mente que o  texto pode ter destinos muiiiiiiiiiiiiiito diferentes dos originais.  <\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00f5es escolares, provas de concurso, senten\u00e7as judiciais,  artigos de jornal, discursos pol\u00edticos, publica\u00e7\u00f5es do <i>Di\u00e1rio Oficial<\/i> \u2014  tudo al\u00e7a voo. Podem ser lidos por um locutor e virar podcasts. Podem ser  postados na internet. Podem ser vertidos automaticamente para outras l\u00ednguas  gra\u00e7as ao Google Translator. Eis o desafio: a linguagem original tem de estar  atenta \u00e0 nova realidade. <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Admir\u00e1vel criatura nova<\/b>  <\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o autor-leitor se divide em dois tempos \u2014 antes da  internet e depois da internet. Antes da internet, o autor era dono e senhor do  texto. Definia a introdu\u00e7\u00e3o, as trilhas do desenvolvimento, a hora da conclus\u00e3o.  O leitor recebia o prato pronto. Ou o consumia. Ou o deixava de lado. Nada mais  podia fazer contra a ditadura da linearidade imposta pela p\u00e1gina  escrita.  <\/p>\n<p>Depois da internet, a hist\u00f3ria mudou de enredo. A ordem  perdeu o rumo. O caminhar em linha reta deu a vez ao navegar. Imprevisibilidade  \u00e9 a t\u00f4nica. Trechos de texto se intercalam com refer\u00eancias a outras p\u00e1ginas. Um  clicar muda a sequ\u00eancia, o c\u00f3digo, o enfoque. O leitor assume o protagonismo.  Escolhe o que ler, quando ler, por onde come\u00e7ar, onde interromper, em que hora  parar.  <\/p>\n<p>A planura da folha de papel cedeu o lugar a espa\u00e7o plural.  Ali o internauta tem acesso simult\u00e2neo a textos, imagens, v\u00eddeos, sons,  anima\u00e7\u00e3o. Mais: pode brincar com eles. Modifica-os, reorganiza-os, interage com  um, dois ou todos. Em suma: rege os elementos da comunica\u00e7\u00e3o. Tanto poder gerou  uma admir\u00e1vel criatura. Conhec\u00ea-la \u00e9 preciso. D\u00e1 senhora ajuda a quem quer  escrever para ser lido.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 m\u00eddias convergentes pra l\u00e1, m\u00eddias convergentes pra c\u00e1. Os suplementos de inform\u00e1tica n\u00e3o se cansam de falar no assunto. 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