{"id":6637,"date":"2011-09-02T08:30:00","date_gmt":"2011-09-02T11:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/alisson_pergunta\/"},"modified":"2015-11-13T10:40:00","modified_gmt":"2015-11-13T12:40:00","slug":"alisson_pergunta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/alisson_pergunta\/","title":{"rendered":"Alisson pergunta"},"content":{"rendered":"\n<div><strong><\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Em que casos se usa o ponto e v\u00edrgula?<\/strong>  <\/p>\n<p>Luiz Fernando Ver\u00edssimo declarou certa vez que jamais havia usado ponto e  v\u00edrgula e que o par nunca lhe fizera falta. Est\u00e1 certo. A gente pode viver sem a  duplinha. Outros sinais de pontua\u00e7\u00e3o quebram o galho. Mas us\u00e1-lo pega bem.  Denota requinte, sofistica\u00e7\u00e3o e dom\u00ednio do idioma. Ele desempenha pap\u00e9is na  frase. Em dois deles cai melhor que v\u00edrgulas, pontos ou travess\u00f5es. Quais?  <\/p>\n<p>1. O ponto e v\u00edrgula separa termos de uma enumera\u00e7\u00e3o. Nesse caso, \u00e9 arroz de  festa de leis, decretos, portarias. At\u00e9 Deus o usou:<i>  <\/p>\n<p>S\u00e3o mandamentos do Senhor: a. Amar a Deus sobre todas as coisas; b. N\u00e3o tomar seu santo nome em v\u00e3o; c. Honrar pai e m\u00e3e; d. N\u00e3o matar; e. N\u00e3o roubar; f. N\u00e3o desejar a mulher do pr\u00f3ximo.<\/i>  <\/p>\n<p>Reparou? A dupla fica no meio do caminho. No lugar dela poderia estar a  v\u00edrgula. Ou o ponto. Por isso, muitos nem se preocupam em empreg\u00e1-la. No aperto,  partem pra outra. E se d\u00e3o bem.  <\/p>\n<p>2. O ponto e v\u00edrgula torna o texto mais claro. Com isso, facilita a vida do  leitor. Examine esta frase:<i>  <\/p>\n<p>Jo\u00e3o trabalha no Senado, Pedro trabalha na Assembleia, Carlos trabalha no  banco, Beatriz trabalha na universidade, Alberto trabalha no shopping.<\/i>  <\/p>\n<p>A frase est\u00e1 correta e clara. As v\u00edrgulas separam as ora\u00e7\u00f5es coordenadas. Mas  a repeti\u00e7\u00e3o do verbo torna o enunciado cansativo. O que fazer? H\u00e1 uma sa\u00edda. A  gente mant\u00e9m o <i>trabalha<\/i> na primeira ora\u00e7\u00e3o. E mete-lhe a faca nas demais.  No lugar dele, p\u00f5e a v\u00edrgula:<i> <\/i><i> <\/p>\n<p><\/i><i>Jo\u00e3o trabalha no Senado, Pedro, na Assembleia, Carlos, no banco, Beatriz, na  universidade, Alberto, no shopping<\/i>.  <\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, o enunciado virou o samba do per\u00edodo doido. Quem bate o  olho nele n\u00e3o entende nada. O jeito \u00e9 recorrer ao ponto e v\u00edrgula. Ele separa as  ora\u00e7\u00f5es coordenadas:<i>  <\/p>\n<p>Jo\u00e3o trabalha no Senado; Pedro, na Assembleia; Carlos, no banco; Beatriz, na  universidade; Alberto, no shopping.<\/i>  <\/p>\n<p>Chique, n\u00e3o? Veja mais dois exemplos:  <\/p>\n<p>Eu estudo na USP; Maria, na UnB. Alencar escreveu romances; Drummond, poesias. <\/p><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em que casos se usa o ponto e v\u00edrgula? Luiz Fernando Ver\u00edssimo declarou certa vez que jamais havia usado ponto e v\u00edrgula e que o par nunca lhe fizera falta. Est\u00e1 certo. A gente pode viver sem a duplinha. Outros sinais de pontua\u00e7\u00e3o quebram o galho. Mas us\u00e1-lo pega bem. Denota requinte, sofistica\u00e7\u00e3o e dom\u00ednio do idioma. Ele desempenha pap\u00e9is na frase. 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