{"id":6675,"date":"2012-02-16T00:00:00","date_gmt":"2012-02-16T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/emocoes_em_alto-mar\/"},"modified":"2012-02-16T00:00:00","modified_gmt":"2012-02-16T02:00:00","slug":"emocoes_em_alto-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/emocoes_em_alto-mar\/","title":{"rendered":"Emo\u00e7\u00f5es em alto-mar"},"content":{"rendered":"<div> <a name=\"Save1\"><\/a> &nbsp;  <\/p>\n<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br &nbsp; Viajar \u00e9 sin\u00f4nimo de mudan\u00e7a? Antes, com certeza, era. A sa\u00edda funcionava  como intervalo. Afastava parentes, amigos, colegas. Deixava problemas pra l\u00e1.  Estimulava o experimentar de comidas e temperos. Contatos inesperados implicavam  novos assuntos, novas amizades, novos riscos. Em suma: sa\u00eda-se da zona de  conforto para entrar na aventura.   <\/p>\n<p>Hoje a hist\u00f3ria mudou de enredo. Com internet, tablets, iPhone &amp; cia.  eletr\u00f4nica, viajamos, mas a bagagem pesa mais que antigamente. Nela, al\u00e9m de  roupas e objetos pessoais, carregamos a casa, o trabalho, as pessoas. N\u00e3o  tiramos folga. No aeroporto, no hotel, no metr\u00f4, no restaurante, no banheiro,  ficamos plugados.   <\/p>\n<p>Todos teclam. Veem televis\u00e3o teclando. Almo\u00e7am teclando. Assistem a filmes  teclando. Conversam teclando. Frequentam festas teclando. Namoram teclando. Ufa!  O aviso &#8220;desliguem os celulares&#8221; perdeu o sentido. Adultos, jovens e crian\u00e7as  p\u00f5em os aparelhos no silencioso e\u2026 recebem e transmitem mensagens.   <\/p>\n<p>Em semin\u00e1rios corporativos, esbo\u00e7a-se mudan\u00e7a. Os chefes pedem aos  subordinados que guardem os celulares. Sem t\u00ea-los \u00e0 vista, a tenta\u00e7\u00e3o diminui.  Mas n\u00e3o acaba. Muitos saem da sala &#8220;pra dar uma olhadinha&#8221; nos recados,  responder a urg\u00eancias, retornar esta ou aquela chamada.  <\/p>\n<p>H\u00e1 jeito de desligar? Pensava que n\u00e3o. Mas, outro dia, embarquei num cruzeiro  \u2014 Emo\u00e7\u00f5es em alto-mar. A fa\u00e7anha foi surpreendente por duas raz\u00f5es. Uma: viajar  com 3.500 f\u00e3s incondicionais de Roberto Carlos. Alguns s\u00e3o t\u00e3o ardorosos que  fazem o mesmo cruzeiro desde a primeira edi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 8 anos. E, antes de  desembarcar, compraram a de 2013.   <\/p>\n<p>A segunda raz\u00e3o: as pessoas se desconectam. Telefonar e navegar \u00e9 t\u00e3o caro  que os descuidados, se insistirem no v\u00edcio, correm o risco de desembolsar mais  que o pre\u00e7o da viagem. Resultado: somos obrigados a preencher o vazio. Prestamos  aten\u00e7\u00e3o no outro. Reaprendemos a buscar companhia, a conversar, a olhar nos  olhos do interlocutor. Programas a bordo n\u00e3o faltam. V\u00e3o de piscina e academia,  passam por bailes e shows do rei, chegam a missas e cassino. Basta  escolher.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br &nbsp; Viajar \u00e9 sin\u00f4nimo de mudan\u00e7a? Antes, com certeza, era. A sa\u00edda funcionava como intervalo. Afastava parentes, amigos, colegas. Deixava problemas pra l\u00e1. Estimulava o experimentar de comidas e temperos. Contatos inesperados implicavam novos assuntos, novas amizades, novos riscos. Em suma: sa\u00eda-se da zona de conforto para entrar na aventura. Hoje a hist\u00f3ria mudou de enredo. 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