{"id":6742,"date":"2012-10-14T10:00:00","date_gmt":"2012-10-14T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/berco_da_palavra_1-8\/"},"modified":"2012-10-14T10:00:00","modified_gmt":"2012-10-14T13:00:00","slug":"berco_da_palavra_1-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/berco_da_palavra_1-8\/","title":{"rendered":"Ber\u00e7o da palavra 1"},"content":{"rendered":"<p>  <b> <\/p>\n<p><\/b>  <b>P\u00f3 de mico<\/b>M\u00e1rcio Cotrim <\/p>\n<p>Subst\u00e2ncia que inspirava brincadeiras no antigo Brasil rural e semiurbano, o <i>p\u00f3 de mico<\/i>, ou <i>mucuna<\/i>, que se encontrava em certos pontos da mata atl\u00e2ntica. Da grande vagem, raspavam-se os pelos que a recobriam at\u00e9 acumular um pozinho fino, extremamente urticante que provocava muita coceira ao coitado que o tocasse. Era uma travessura divertid\u00edssima geralmente praticada em recintos fechados ou lugares de aglomera\u00e7\u00e3o humana, sobretudo nas cidades menores. A v\u00edtima se co\u00e7ava como um macaco, da\u00ed o nome.   <\/p>\n<p>H\u00e1 antol\u00f3gicos epis\u00f3dios de coceiras coletivas causadas pelo p\u00f3 de mico. Um deles aconteceu no luxuoso cinema carioca Art Pal\u00e1cio, em Copacabana, nos anos 60. Um engra\u00e7adinho subiu ao 2\u00ba andar da sala de proje\u00e7\u00e3o e de l\u00e1 despejou enorme quantidade do tal p\u00f3 sobre a plateia embaixo. Atarantados, os espectadores passaram a co\u00e7ar-se loucamente,&nbsp; a ponto de fugirem para a rua em busca de lenitivo.   <\/p>\n<p>Cena chapliniana: uma multid\u00e3o em c\u00f3cegas, a sacudir-se na cal\u00e7ada diante de transeuntes at\u00f4nitos com o ins\u00f3lito espet\u00e1culo. E, quanto mais se co\u00e7avam, mais a coceira aumentava, a ponto de provocar feridas cut\u00e2neas.   <\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, naquele ano fez sucesso no carnaval a marchinha P\u00f3 de mico: \u201cVem c\u00e1, seu guarda\/ bota pra fora esse mo\u00e7o\/ que est\u00e1 brincando\/ com p\u00f3 de mico no bolso\u201d\/ Foi ele, foi ele sim\/ foi ele que jogou o p\u00f3 em mim.\u201d   <\/p>\n<p>Enquanto os foli\u00f5es se esbaldavam ao som da marchinha, alguns aproveitavam para n\u00e3o apenas co\u00e7ar-se, mas tamb\u00e9m se co\u00e7ar com algu\u00e9m&#8230;  &nbsp;    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00f3 de micoM\u00e1rcio Cotrim Subst\u00e2ncia que inspirava brincadeiras no antigo Brasil rural e semiurbano, o p\u00f3 de mico, ou mucuna, que se encontrava em certos pontos da mata atl\u00e2ntica. Da grande vagem, raspavam-se os pelos que a recobriam at\u00e9 acumular um pozinho fino, extremamente urticante que provocava muita coceira ao coitado que o tocasse. Era uma travessura divertid\u00edssima geralmente praticada em recintos fechados ou lugares [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6742","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6742"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6742\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}