{"id":6857,"date":"2012-10-23T16:00:00","date_gmt":"2012-10-23T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/pleonasmos_malandros\/"},"modified":"2012-10-23T16:00:00","modified_gmt":"2012-10-23T18:00:00","slug":"pleonasmos_malandros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/pleonasmos_malandros\/","title":{"rendered":"Pleonasmos malandros"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><b> <a name=\"Save1\"><\/a><\/b>  <\/p>\n<p>H\u00e1 pleonasmos e pleonasmos. Alguns est\u00e3o na cara. S\u00e3o t\u00e3o vis\u00edveis quanto  melancia pendurada no pesco\u00e7o ou macaco em casa de lou\u00e7a. \u00c9 o caso de subir pra  cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora, elo de liga\u00e7\u00e3o,  habitat natural, pa\u00edses do mundo, conviver junto, surpresa inesperada.   <\/p>\n<p>A gente s\u00f3 os diz por goza\u00e7\u00e3o. Diz e fica esperando a resposta. Marotamente,  morto de vontade de rir. Tamb\u00e9m pudera. Esses pleonasmos est\u00e3o na cara. S\u00f3 se  pode subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora. Todo  elo liga. Todo habitat \u00e9 natural. Todos os pa\u00edses s\u00e3o do mundo. Toda surpresa \u00e9  inesperada.&nbsp;<b> O quarteto<\/b>  <\/p>\n<p>Quatro palavras merecem aten\u00e7\u00e3o especial. Uma delas \u00e9 <i>ainda<\/i>. Outra:  <i>continua<\/i>. Mais outra: <i>atr\u00e1s<\/i>. A \u00faltima: <i>manter<\/i>.  <\/p>\n<p>Sozinhas, elas s\u00e3o inocentes como rec\u00e9m-nascidos. O problema \u00e9 a companhia.  Quando as danadinhas se juntam a maus elementos, \u00e9 um deus nos acuda. Valha-nos,  Senhor! &nbsp;<b> Ainda mais <\/b> <i> <\/p>\n<p><\/i><i>O programa eleitoral ainda vai levar mais dois dias.<\/i>  <\/p>\n<p>O <i>ainda<\/i> dispensa o <i>mais<\/i>. E o <i>mais<\/i> n\u00e3o quer saber do  <i>ainda<\/i>. Fique com um ou outro. Assim: <i>O programa eleitoral ainda vai  levar dois dias. O programa eleitoral vai levar mais dois dias.<\/i> &nbsp;<b> Ainda continua<\/b> <i> <\/p>\n<p><\/i><i>Serra, apesar das pesquisas, ainda continua esperan\u00e7oso<\/i>.  <\/p>\n<p>Feio, n\u00e3o? O <i>continua<\/i> d\u00e1 id\u00e9ia de continuidade. O <i>ainda<\/i> tamb\u00e9m.  Os dois juntos d\u00e3o indigest\u00e3o. Decida por um deles: <i>Serra, apesar das  pesquisas, continua esperan\u00e7oso. Serra, apesar das pesquisas, ainda est\u00e1  esperan\u00e7oso.<\/i> &nbsp;<b> Manter o mesmo<\/b> <i> <\/p>\n<p><\/i><i>No segundo turno, o candidato manteve a mesma equipe de  jornalistas<\/i>.  <\/p>\n<p>Cruz-credo! Manter s\u00f3 pode ser a mesma. Se n\u00e3o for a  mesma, troque o verbo: <i>No segundo turno, o candidato manteve a equipe de  jornalistas. <\/i> &nbsp;<b> H\u00e1&#8230;atr\u00e1s<\/b> <i> <\/p>\n<p><\/i><i>Conheci Dilma h\u00e1 dois anos atr\u00e1s.<\/i>  <\/p>\n<p>O <i>h\u00e1<\/i> indica tempo passado. O <i>atr\u00e1s<\/i> tamb\u00e9m. Juntos, eles brigam.  Causam o maior estrago na frase. Opte por um ou outro: <i>Conheci Dilma h\u00e1 dois  anos. Conheci Dilma dois anos atr\u00e1s.<\/i> &nbsp;<b><\/b><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pleonasmos e pleonasmos. Alguns est\u00e3o na cara. S\u00e3o t\u00e3o vis\u00edveis quanto melancia pendurada no pesco\u00e7o ou macaco em casa de lou\u00e7a. \u00c9 o caso de subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora, elo de liga\u00e7\u00e3o, habitat natural, pa\u00edses do mundo, conviver junto, surpresa inesperada. A gente s\u00f3 os diz por goza\u00e7\u00e3o. Diz e fica esperando a resposta. 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