{"id":6882,"date":"2012-03-04T09:00:00","date_gmt":"2012-03-04T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/etimologia_rascunho\/"},"modified":"2012-03-04T09:00:00","modified_gmt":"2012-03-04T12:00:00","slug":"etimologia_rascunho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/etimologia_rascunho\/","title":{"rendered":"etimologia rascunho"},"content":{"rendered":"<p>   <b>FOLCLORE<\/b> \u2014&nbsp; O ber\u00e7o dessa palavra se deve ao antiqu\u00e1rio ingl\u00eas William John Thoms. Em 22 de agosto de 1846 \u2014 dia em que, ali\u00e1s, se comemora o Dia do Folclore \u2014, usando o pseud\u00f4nimo de Ambrose Merton, ele publicou um artigo com o t\u00edtulo <b><i>Folk-lore<\/i><\/b>&nbsp;&nbsp; na revista <i>The Athenaeum<\/i>,&nbsp; de Londres. Propunha o termo como apropriado ao estudo das lendas, tradi\u00e7\u00f5es e supersti\u00e7\u00f5es de um povo. <b><i>Folk<\/i><\/b> quer dizer (afim do alem\u00e3o Volk), <i>povo, na\u00e7\u00e3o, fam\u00edlia + <\/i>&nbsp;<b><i>lore,<\/i><\/b> (afim do ingl\u00eas to learn), <i>instru\u00e7\u00e3o, conhecimento, saber<\/i> . Portanto, <b><i>folk-lore<\/i><\/b> ou <i>folclore<\/i> \u00e9 a reuni\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es da sabedoria popular. Depois, o voc\u00e1bulo passou a designar a cultura origin\u00e1ria das classes menos favorecidas, instrumento da hist\u00f3ria n\u00e3o escrita de um povo. Hoje, \u00e9 reconhecido como ci\u00eancia, a ponto de tornar seu objeto um tema de educa\u00e7\u00e3o nas escolas e um bem protegido pela UNESCO. N\u00e3o \u00e9, por conseguinte, e como muitos pensam, simples cole\u00e7\u00e3o de fatos isolados e disparatados, e sim a fascinante reuni\u00e3o de tudo aquilo transformado, desde tempos imemoriais, um tesouro inesgot\u00e1vel De certa forma, excelente lenitivo para a sofrida esp\u00e9cie humana. . .&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    &nbsp;   <b>CARD\u00c1PIO<\/b> \u2013 Neologismo criado pelo fil\u00f3logo brasileiro Castro Lopes, com o que pretendia substituir o <b><i>menu<\/i><\/b> franc\u00eas. Formou-se a partir das palavras latinas <b><i>charta<\/i><\/b>, <i>folha de papiro, papel escrito<\/i> e <b><i>dapis<\/i><\/b>, <i>qualquer tipo de refei\u00e7\u00e3o ou comida<\/i>. A palavra evoluiu para a supress\u00e3o da s\u00edlaba <i>ta<\/i>, ficou <i>cardapis <\/i>e, afinal, <i>card\u00e1pio, <\/i>a lista escrita das iguarias dispon\u00edveis numa refei\u00e7\u00e3o. Embora usado hoje, o voc\u00e1bulo n\u00e3o conseguiu desalojar completamente o <b><i>menu<\/i><\/b>, que se universalizou a partir de seu ber\u00e7o na frase <b><i>indication de ce qu\u2019on aura \u00e0 manger le plus <\/i>menu<i> d\u00e9tail<\/i><\/b>, ou <i>seja, indica\u00e7\u00e3o do que se tem para comer, at\u00e9 o mais <\/i><b>mi\u00fado<\/b><i> pormenor<\/i>. Bom motivo para abrir o apetite . . .   &nbsp;   * * *   &nbsp;   O leitor S\u00e9rgio Beltr\u00e3o deseja conhecer o ber\u00e7o do nome de sua cidade natal, Tacaimb\u00f3 (PE).   A povoamento do lugar teve in\u00edcio na segunda metade do s\u00e9culo 19. Foi quando l\u00e1 chegou o sr. Luiz Alves Maciel, que se instalou numa fazenda. Mais tarde, em fun\u00e7\u00e3o da atividade pecu\u00e1ria e dos v\u00e1rios currais ali existentes, o lugarejo ficou conhecido como Curralinho. Anos depois, a empresa Great-Western construiu a primeira estrada de ferro da regi\u00e3o, inaugurada em 25 de dezembro de 1896. Na ocasi\u00e3o, o povoado ganhou o nome de Ant\u00f4nio Olinto, em homenagem ao engenheiro que construiu a esta\u00e7\u00e3o da ferrovia.    O nome <b><i>Tacaimb\u00f3<\/i><\/b> \u00e9 ind\u00edgena e significa <i>pau oco<\/i>. Lembra a tribo dos \u00edndios itacait\u00e9s, que ali habitaram. Tacaimb\u00f3 teve o nome oficializado em 1945. A cidade possui cerca de 15 mil habitantes e sua atividade predominante \u00e9 a agropecu\u00e1ria. O ritmo do coco \u00e9 uma de suas principais manifesta\u00e7\u00f5es culturais e na feira de artesanato que l\u00e1 se realiza todo s\u00e1bado, marcada pela produ\u00e7\u00e3o de bordados, ele \u00e9 cantado e dan\u00e7ado em roda.   &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A senhora L\u00facia Freitas, secret\u00e1ria da prefeitura local, informa, com orgulho,&nbsp; que o munic\u00edpio tem tido not\u00e1vel progresso e seus habitantes s\u00e3o conhecidos pela hospitalidade e cordialidade. Acrescenta delicado convite para uma visita. Quem sabe?   &nbsp;    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOLCLORE \u2014&nbsp; O ber\u00e7o dessa palavra se deve ao antiqu\u00e1rio ingl\u00eas William John Thoms. Em 22 de agosto de 1846 \u2014 dia em que, ali\u00e1s, se comemora o Dia do Folclore \u2014, usando o pseud\u00f4nimo de Ambrose Merton, ele publicou um artigo com o t\u00edtulo Folk-lore&nbsp;&nbsp; na revista The Athenaeum,&nbsp; de Londres. 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