{"id":6911,"date":"2012-03-06T10:00:00","date_gmt":"2012-03-06T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/filho_sem_mae\/"},"modified":"2012-03-06T10:00:00","modified_gmt":"2012-03-06T13:00:00","slug":"filho_sem_mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/filho_sem_mae\/","title":{"rendered":"Filho sem m\u00e3e"},"content":{"rendered":"<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><strong> <\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&#8220;Ele teve m\u00e3e.&#8221; Na reda\u00e7\u00e3o do jornal, usamos a frase para  definir homens cada vez mais raros. S\u00e3o os que, a qualquer hora, est\u00e3o de barba  feita e adequadamente vestidos. Parecem ter sa\u00eddo do banho naquele momento. N\u00e3o  s\u00f3. S\u00e3o educados e gentis. N\u00e3o poupam obrigados, desculpe-me e com licen\u00e7a.  Bom-dia, boa-tarde e boa-noite est\u00e3o sempre na ponta da l\u00edngua. D\u00e3o prioridade \u00e0  mulher, abrem-lhe a porta do carro e lhe puxam a cadeira no restaurante.  Convenhamos: o produto \u00e9 cada vez mais raro, mas existe.<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">J\u00e9r\u00f4me Valke n\u00e3o  teve m\u00e3e. \u00c9 a explica\u00e7\u00e3o para a refer\u00eancia deselegante feita por ele ao Brasil.  Ao comentar os atrasos das obras para a Copa de 2014, o secret\u00e1rio-geral da Fifa  disse que o pa\u00eds merecia um pontap\u00e9\u2026 ops! na bunda ou no traseiro? Uns jornais  optaram por bunda. Outros por traseiro. Por qu\u00ea?<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">O significado \u00e9 o mesmo. Mas a conota\u00e7\u00e3o muda. Bunda \u00e9  termo mais cru, mais direto. Traseiro vem com cobertura de a\u00e7\u00facar. Parece menos  ofensivo. A escolha tem a ver com dois fatores. Um: a indigna\u00e7\u00e3o do falante. O  outro: a preocupa\u00e7\u00e3o com o leitor. Eis o que diz o Manual de reda\u00e7\u00e3o e estilo  para m\u00eddias convergentes: <\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&#8220;Seja respeitoso. Boa parte das pessoas se indigna com  palavr\u00f5es, obscenidades e express\u00f5es chulas. S\u00f3 as acolha em situa\u00e7\u00f5es  excepcionais. \u00c9 o caso de manifesta\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m quando a palavra tiver  indiscut\u00edvel valor informativo ou refletir a personalidade de quem a profere.&#8221;  <\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Vale a pergunta: bunda \u00e9 desrespeitoso? N\u00e3o. &#8220;A pele dela  parece bunda de beb\u00ea&#8221;, costumamos elogiar c\u00fatis nutridas e sem manchas.  Desrespeitoso foi o secret\u00e1rio. A palavra, como diz o manual, &#8220;reflete a  personalidade de quem a profere&#8221;.<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &#8220;Ele teve m\u00e3e.&#8221; Na reda\u00e7\u00e3o do jornal, usamos a frase para definir homens cada vez mais raros. S\u00e3o os que, a qualquer hora, est\u00e3o de barba feita e adequadamente vestidos. Parecem ter sa\u00eddo do banho naquele momento. N\u00e3o s\u00f3. S\u00e3o educados e gentis. N\u00e3o poupam obrigados, desculpe-me e com licen\u00e7a. Bom-dia, boa-tarde e boa-noite est\u00e3o sempre na ponta da l\u00edngua. D\u00e3o prioridade \u00e0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6911","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6911","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6911"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6911\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}