{"id":7005,"date":"2011-09-29T09:00:00","date_gmt":"2011-09-29T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/varre_varre_vassourinha\/"},"modified":"2011-09-29T09:00:00","modified_gmt":"2011-09-29T12:00:00","slug":"varre_varre_vassourinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/varre_varre_vassourinha\/","title":{"rendered":"Varre, varre, vassourinha"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/2a95d1aaa79c760c35bc4c1a3d0c726c.jpg\">  <\/p>\n<div> Que espet\u00e1culo! A Esplanada dos Minist\u00e9rios amanheceu de cara nova. O  movimento anticorrup\u00e7\u00e3o plantou 594 vassouras nos amplos gramados do Congresso  Nacional. O n\u00famero se explica. S\u00e3o 513 deputados e 81 senadores. Cada um tem  direito a uma.   <\/p>\n<p>&#8220;Vassoura, pra que te quero?&#8221;, perguntam os desentendidos. Pra varrer a  sujeira. Que sujeira? A corrup\u00e7\u00e3o, que corre solta desde que Tom\u00e9 de Souza pisou  terras baianas. H\u00e1 quem diga que o lixo antecedeu o primeiro governador-geral da  Pindorama rec\u00e9m-descoberta. Teria vindo nas caravelas de Pedro \u00c1lvares Cabral.  Ora, se t\u00e3o antigo, por que a rea\u00e7\u00e3o contra a pr\u00e1tica colada na alma?  <\/p>\n<p>&#8220;Um dia a casa cai&#8221;, diz o povo sabido. Den\u00fancias sucessivas sobre avan\u00e7o no  dinheiro p\u00fablico indignaram os brasileiros. Os recursos que engordam a conta  banc\u00e1ria de meia d\u00fazia de espertalh\u00f5es fazem falta nos hospitais, nas escolas,  nas estradas, na seguran\u00e7a. Basta! Enquanto adultos e crian\u00e7as se mobilizam,  valem duas dicas de portugu\u00eas.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>O nome<\/b>  <\/p>\n<p>O verbo \u00e9 varrer. O substantivo correspondente \u00e9 generoso. Tem duas formas.  Uma: varre\u00e7\u00e3o. A outra: varri\u00e7\u00e3o. Assim, com i.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>O adjetivo<\/b>  <\/p>\n<p>As vassouras exibem as cores nacionais. Ao referir-se a elas, participantes  do movimento ficaram encucados. O desconforto se deve \u00e0 flex\u00e3o da duplinha que  simboliza o Brasil. Trata-se de verde-amarelo e verde e amarelo. Como fazer a  concord\u00e2ncia? &#8220;Vamos por partes&#8221;, diz o esquartejador. N\u00f3s obedecemos.  <\/p>\n<p>Verde-amarelo joga em dois times. Num deles, \u00e9 adjetivo. A\u00ed, s\u00f3 amarelo  indica o feminino ou o plural: <i>vassoura verde-amarela, vassouras  verde-amarelas, uniforme verde-amarelo, uniformes verde-amarelas<\/i>.  <\/p>\n<p>Verde-amarelo tamb\u00e9m pode ser substantivo. A\u00ed, ambas as cores se flexionam.  Assim: O verde-amarelo \u00e9 a cor que simboliza o Brasil. Gosto dos  verdes-amarelos que se destacam na Esplanada dos Minist\u00e9rios.  <\/p>\n<p>\u00c0s vezes, a dupla vira trio. Em vez de verde-amarelo aparece verde e amarelo.  A\u00ed, n\u00e3o h\u00e1 problema. As duas cores se flexionam: bandeira verde e amarela,  bandeiras verdes e amarelas, s\u00edmbolo verde e amarelo, s\u00edmbolos verdes e  amarelos.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-style: italic\">&nbsp;<\/div>\n<p><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que espet\u00e1culo! A Esplanada dos Minist\u00e9rios amanheceu de cara nova. O movimento anticorrup\u00e7\u00e3o plantou 594 vassouras nos amplos gramados do Congresso Nacional. O n\u00famero se explica. S\u00e3o 513 deputados e 81 senadores. Cada um tem direito a uma. &#8220;Vassoura, pra que te quero?&#8221;, perguntam os desentendidos. Pra varrer a sujeira. Que sujeira? 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