{"id":7042,"date":"2012-12-09T08:00:00","date_gmt":"2012-12-09T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/berco_da_palavra_1-13\/"},"modified":"2012-12-09T08:00:00","modified_gmt":"2012-12-09T10:00:00","slug":"berco_da_palavra_1-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/berco_da_palavra_1-13\/","title":{"rendered":"Ber\u00e7o da palavra 1"},"content":{"rendered":"<p>  <b> <\/p>\n<p><\/b>  <b>Ch\u00e1 das cinco<\/b>M\u00e1rcio Cotrim <\/p>\n<p>O ch\u00e1 tem seu ber\u00e7o na China. Consumido como medicamento por volta de 2.700 a.C., foi depois adotado como h\u00e1bito di\u00e1rio. Hoje, os maiores produtores s\u00e3o o Sri Lanka, antigo Ceil\u00e3o, e o Jap\u00e3o. A bebida \u00e9 t\u00e3o importante que se tornou institui\u00e7\u00e3o, como forma de homenagear a beleza do cotidiano.   <\/p>\n<p>J\u00e1 o costume de tomar ch\u00e1 no fim da tarde foi levado para a Inglaterra em 1662 pela filha de D. Jo\u00e3o IV, Catarina de Bragan\u00e7a, ao casar-se com o rei Carlos II. A corte adotou a tradi\u00e7\u00e3o. Passou a ser cerim\u00f4nia formal e cuidadosamente preparada, desde a sala \u2013 chamada de <i>Cha-shitsu<\/i> \u2013 at\u00e9 os utens\u00edlios e o modo como o ch\u00e1 \u00e9 servido. Harmonia, simplicidade e tranq\u00fcilidade s\u00e3o as palavras-chave dessa quase liturgia.   <\/p>\n<p>O h\u00e1bito assumiu singular import\u00e2ncia na Inglaterra com o tradicional ch\u00e1 das cinco. Por volta das 17 horas, as casas de ch\u00e1 ficam lotadas e as pessoas interrompem o que est\u00e3o fazendo para degustar e apreciar a iguaria, em geral servida com biscoitos, croissants<i> <\/i>e<i> <\/i>quitutes diversos.   <\/p>\n<p>Mas, independentemente do lado social, o ch\u00e1 possui qualidades medicinais. \u00c9 rico em vitaminas (A, B, C, K) e em clorofila. Sem calorias, \u00e9 diur\u00e9tico e ainda estimulante. Uma ch\u00e1vena de ch\u00e1 cont\u00e9m de 60 a 90mg de cafe\u00edna. \u00c9 digestivo e rico em fl\u00faor. Agora, um recadinho para as leitoras: funciona tamb\u00e9m como auxiliar na beleza!   <\/p>\n<p>Desde a funda\u00e7\u00e3o, a Academia Brasileira de Letras serve , \u00e0s quintas-feiras, aos imortais e convidados o famoso ch\u00e1 das<i> <\/i>cinco, acompanhado de empadinhas, brevidades, coxinhas e outras deliciosas guloseimas. Recentemente, sofreu pequena altera\u00e7\u00e3o de card\u00e1pio a pedido do acad\u00eamico Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro. Al\u00e9m dos sucos, passou a ser servido, como op\u00e7\u00e3o, u\u00edsque da melhor qualidade &#8212; claro que sem alterar o equil\u00edbrio dos convivas, quase todos setent\u00f5es. Vida que segue. . .  &nbsp;    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ch\u00e1 das cincoM\u00e1rcio Cotrim O ch\u00e1 tem seu ber\u00e7o na China. Consumido como medicamento por volta de 2.700 a.C., foi depois adotado como h\u00e1bito di\u00e1rio. Hoje, os maiores produtores s\u00e3o o Sri Lanka, antigo Ceil\u00e3o, e o Jap\u00e3o. A bebida \u00e9 t\u00e3o importante que se tornou institui\u00e7\u00e3o, como forma de homenagear a beleza do cotidiano. J\u00e1 o costume de tomar ch\u00e1 no fim da tarde [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7042","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7042"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7042\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}