{"id":7127,"date":"2012-12-17T18:01:00","date_gmt":"2012-12-17T20:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/hierarquia_de_quartel\/"},"modified":"2012-12-17T18:01:00","modified_gmt":"2012-12-17T20:01:00","slug":"hierarquia_de_quartel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/hierarquia_de_quartel\/","title":{"rendered":"Hierarquia de quartel"},"content":{"rendered":"<p><b>   <\/p>\n<p><\/b> Luiz est\u00e1 na 7\u00aa s\u00e9rie. Estudioso, interessa-se por todas as mat\u00e9rias. Tira,  por isso, notas acima de oito. Mas h\u00e1 um assunto que o atormenta. \u00c9 a  concord\u00e2ncia. Ele n\u00e3o entendeu ainda quem \u00e9 quem na frase. Na semana passada,  pediu uma dica. A quest\u00e3o: quando o verbo vai para o singular ou o plural?<a name=\"Save1\"><\/a><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; E da\u00ed?<\/b>   <\/p>\n<p>Luiz, \u00e9 importante conhecer o regulamento da ora\u00e7\u00e3o. Na frase, existe uma  hierarquia de quartel. Algumas palavras mandam, outras obedecem. Quando se fala  em concord\u00e2ncia verbal, o sujeito \u00e9 o poderoso chef\u00e3o. O verbo deve-lhe  irrestrita obedi\u00eancia: <b>o verbo concorda em pessoa e n\u00famero com o sujeito<\/b>,  eis o 1\u00ba mandamento.   <\/p>\n<p>Trocando em mi\u00fados: se o sujeito estiver no singular, o verbo vai atr\u00e1s; se  no plural, vai tamb\u00e9m para o plural. O verbo \u00e9 incorrig\u00edvel puxa-saco. Podemos  ver bem isso ao conjug\u00e1-lo: <i>eu trabalho, tu trabalhas, ele trabalha, ele  trabalha, n\u00f3s trabalhamos, v\u00f3s trabalhais, eles trabalham.<\/i>   <\/p>\n<p>Por que escrevemos <i>trabalham<\/i> no \u00faltimo exemplo? \u00c9 isso mesmo. O verbo  est\u00e1 na 3\u00aapessoa do plural porque o sujeito, <i>ele<\/i>, \u00e9 da 3\u00aapessoa do  plural.<b> &nbsp;<\/b><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Dica<\/b>   <\/p>\n<p>A maior parte dos erros de concord\u00e2ncia ocorre porque nos descuidamos do  sujeito. Encontre, antes de tudo, o sujeito da ora\u00e7\u00e3o. Preste aten\u00e7\u00e3o a ele,  principalmente se estiver distante do verbo.<b> &nbsp;<\/b><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Complica\u00e7\u00e3o<\/b>   <\/p>\n<p>Como na vida, a concord\u00e2ncia tem suas complica\u00e7\u00f5es. Uma delas \u00e9 com o sujeito  composto. Em outras palavras: quanto h\u00e1 mais de um chefe, a quem obedecer?  Depende.<b> <\/b><b>  <\/p>\n<p><\/b><b>Se o sujeito vem antes do verbo, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. O verbo concorda com os  dois<\/b>: <i>Eu e ele vamos passar no concurso. A c\u00e2mara e o Senado votar\u00e3o  projetos pol\u00eamicos.<\/i><b> <\/b><b>  <\/p>\n<p><\/b><b>Se o sujeito vem depois do verbo, h\u00e1 duas possibilidades. Uma: o verbo  concorda com todos eles. A outra: o verbo concorda com o mais pr\u00f3ximo<\/b>:  <i>Chegar\u00e3o pai, m\u00e3e e filhos<\/i>. <i>Chegar\u00e1 pai, m\u00e3e e filhos<\/i>.<b> &nbsp;<\/b><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Mais uma complica\u00e7\u00e3o<\/b>   <\/p>\n<p>\u00c0s vezes, o sujeito \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o. Como fazer? O verbo, cauteloso, ficar\u00e1  sempre no singular: \u00c9<i> importante que os funcion\u00e1rios cheguem cedo. (<\/i>Que \u00e9  importante? Que os funcion\u00e1rios cheguem cedo \u2014 sujeito.) <i>Conv\u00e9m fazer o  trabalho com mais cuidado.<\/i> (Que \u00e9 que conv\u00e9m? Fazer o trabalho com mais  cuidado \u2014 sujeito.) &nbsp;<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/b>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz est\u00e1 na 7\u00aa s\u00e9rie. Estudioso, interessa-se por todas as mat\u00e9rias. Tira, por isso, notas acima de oito. Mas h\u00e1 um assunto que o atormenta. \u00c9 a concord\u00e2ncia. Ele n\u00e3o entendeu ainda quem \u00e9 quem na frase. Na semana passada, pediu uma dica. A quest\u00e3o: quando o verbo vai para o singular ou o plural? &nbsp; E da\u00ed? 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