{"id":7153,"date":"2012-03-30T00:00:00","date_gmt":"2012-03-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/tropecos_nobres_e_plebeus_1-2\/"},"modified":"2012-03-30T00:00:00","modified_gmt":"2012-03-30T03:00:00","slug":"tropecos_nobres_e_plebeus_1-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/tropecos_nobres_e_plebeus_1-2\/","title":{"rendered":"trope\u00e7os nobres e plebeus 1"},"content":{"rendered":"\n<div><strong style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">dad, dicas, portugu\u00eas, trope\u00e7os, concord\u00e2ncia verbal, sujeito pospostoRecado<\/strong> &#8220;As pessoas que falam muito mentem sempre porque acabam  esgotando seu estoque de verdades.&#8221; Mill\u00f4r Fernandes<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Trope\u00e7os nobres e plebeus <\/b> A l\u00edngua faz pactos. Um deles: a concord\u00e2ncia. Para conviver  com harmonia, estabeleceu hierarquias. O sujeito e o predicado s\u00e3o os  mandachuvas. Na flex\u00e3o do verbo, o sujeito dita as regras. Mas muitos ignoram o  trato. Resultado: trope\u00e7am. Aiiiiiiiiiiiiii\u2026 <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Nos textos do Mill\u00f4r, &#8220;sobrava&#8221; alfinetadas.<\/b> O portugu\u00eas \u00e9 flex\u00edvel. Permite que os termos passeiem na  frase. Mas o vaiv\u00e9m n\u00e3o muda as regras. O verbo continua vassalo. Concorda com o  sujeito em pessoa e n\u00famero. Ocorre que nem todos se d\u00e3o conta da mudan\u00e7a de  posi\u00e7\u00e3o. Quando o sujeito aparece depois do verbo, \u00e9 trope\u00e7o certo. Veja um  exemplo:<i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Nos textos do Mill\u00f4r, sobrava alfinetadas  divertidas.<\/i> Ops! Se o sujeito estivesse na frente do verbo, ningu\u00e9m se  machucaria: <i>Nos textos do Mill\u00f4r, sobrava<b>m<\/b> alfinetadas  divertidas.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &#8220;Aluga-se&#8221; casas<\/b> A passiva sint\u00e9tica (constru\u00edda com o pronome se) \u00e9 outra  tenta\u00e7\u00e3o. Sobram placas com &#8220;vende-se frutas&#8221; ou &#8220;aluga-se casas&#8221;. Perdoai-nos,  sujeitos! Senhor, mostrai-nos o caminho da salva\u00e7\u00e3o. Ei-lo: construa a frase com  o verbo ser. Se o danadinho ficar no plural, o da passiva sint\u00e9tica vai atr\u00e1s.  Se no singular, idem: <i>vendem-se frutas (frutas s\u00e3o vendidas), alugam-se casas  (casas s\u00e3o alugadas), constr\u00f3i-se muro de pedra (muro de pedra \u00e9  constru\u00eddo).<\/i> <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Jo\u00e3o ou Rafa &#8220;ser\u00e1&#8221; presidente do Brasil<\/b> O <b>ou<\/b> joga em dois times. Ora inclui. Ora exclui. Olho  vivo! Se mais de um sujeito pode praticar a a\u00e7\u00e3o, \u00e9 a vez do plural: <i>Um ou  outro artista<\/i> <i>compareceram \u00e0 festa<\/i> (nada impede que mais de um  artista apare\u00e7a). O perigo mora na exclus\u00e3o. A\u00ed, s\u00f3 um pode reinar. O verbo tem  de concordar com ele. \u00c9 o caso de &#8220;Jo\u00e3o ou Rafa ser\u00e1 presidente do Brasil&#8221;. S\u00f3  h\u00e1 uma vaga? O singular pede passagem. <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Carlos \u00e9 um dos alunos que &#8220;sobressai&#8221; <\/b> Express\u00e3o-gilete, <b>um dos que<\/b> corta dos dois lados.  Topa o singular e o plural. Moleza? Nem tanto. O singular diz que a a\u00e7\u00e3o se  refere a um s\u00f3 sujeito: <i>O Tiet\u00ea \u00e9 um dos rios da capital paulista que des\u00e1gua  no Paran\u00e1.<\/i> (S\u00f3 o Tiet\u00ea des\u00e1gua no Paran\u00e1.) O plural joga em outro time.  Informa que a a\u00e7\u00e3o se refere a mais de uma criatura: <i>Carlos \u00e9 um dos alunos  que<\/i> <i>sobressaem<\/i>. (V\u00e1rios alunos sobressaem. Carlos \u00e9 um deles.)  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> A maioria do povo &#8220;sa\u00edram&#8221;<\/b><i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/i> Partitivo \u00e9 parte de um todo. H\u00e1 express\u00f5es partitivas \u2014  parte de, uma por\u00e7\u00e3o de, grupo de, o resto de, a metade de, a maioria de. Com  elas, o verbo pode concordar com o sujeito ou complemento. Quando os dois s\u00e3o  singular, o verbo fica no singular (A <b>maioria<\/b> do <b>povo<\/b> saiu.).  Quando seguidas de complemento plural, o verbo se esbalda. Pode concordar com o  sujeito ou com o complemento: <i>A maioria dos brasileiros lamentaram (lamentou)  a morte do Chico e do Mill\u00f4r. Metade das frutas apodreceu (apodreceram).  <\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Humoristas o mais &#8220;talentosos&#8221; poss\u00edvel<\/b><i>Poss\u00edvel <\/i>\u00e9 adjetivo. Concorda  com o substantivo (acordo poss\u00edvel, acordos poss\u00edveis). O problema pinta na  express\u00e3o &#8220;o mais\u2026poss\u00edvel&#8221;. Quando flexionar o triss\u00edlabo? Olho no artigo.  <i>Poss\u00edvel<\/i> concorda com ele: <i>Homoristas <b>o<\/b> mais talentosos  <b>poss\u00edvel<\/b>. <b>Os<\/b> maiores esfor\u00e7os <b>poss\u00edveis<\/b><\/i>. <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; 1\u00ba de  abril<\/b> POEMEU EFEM\u00c9RICO Mill\u00f4r Fernandes Viva o Brasil Onde o ano inteiro \u00c9 primeiro de abril<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Mill\u00f4r disse<\/b> S\u00f3 se morre uma vez. Mas \u00e9 para sempre. Rever \u00e9 perder o encanto. A esperan\u00e7a \u00e9 cr\u00f4nica. O medo \u00e9 agudo. A verdadeira amizade \u00e9 aquela que nos permite falar ao amigo  de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades. Viver \u00e9 desenhar sem borracha. N\u00e3o devemos resistir \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es: elas podem n\u00e3o  voltar. Esnobar \/ \u00c9 exigir caf\u00e9 fervendo \/ E deixar  esfriar. Sim, do mundo nada se leva. Mas \u00e9 formid\u00e1vel ter uma por\u00e7\u00e3o  de coisas a que dizer adeus.<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>dad, dicas, portugu\u00eas, trope\u00e7os, concord\u00e2ncia verbal, sujeito pospostoRecado &#8220;As pessoas que falam muito mentem sempre porque acabam esgotando seu estoque de verdades.&#8221; Mill\u00f4r Fernandes Trope\u00e7os nobres e plebeus A l\u00edngua faz pactos. Um deles: a concord\u00e2ncia. Para conviver com harmonia, estabeleceu hierarquias. O sujeito e o predicado s\u00e3o os mandachuvas. 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