{"id":7187,"date":"2012-07-15T08:00:00","date_gmt":"2012-07-15T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/berco_da_palavra_1-16\/"},"modified":"2012-07-15T08:00:00","modified_gmt":"2012-07-15T11:00:00","slug":"berco_da_palavra_1-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/berco_da_palavra_1-16\/","title":{"rendered":"Ber\u00e7o da palavra 1"},"content":{"rendered":"<p><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>  Jogo do bichoM\u00e1rcio Cotrim  <\/p>\n<p>Certo domingo, antes de um jogo do Vasco, entrou no vesti\u00e1rio o Sr. Abel, dono de uma casa de charque na rua do Acre, no Rio, e exaltado vasca\u00edno. Al\u00e9m de comerciante, Abel bancava o jogo do bicho. Prometeu aos jogadores: \u201cse voc\u00eas ganharem, darei um galo para cada um\u201d. O valor de um galo era 50 mil r\u00e9is \u2013 50 \u00e9 a dezena do galo no jogo do bicho. A partir de ent\u00e3o, os clubes passaram a dar <i>bicho<\/i> pelas vit\u00f3rias, h\u00e1bito que virou costume no futebol brasileiro.    <\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, n\u00e3o custa explicar o ber\u00e7o do jogo do bicho, que virou coqueluche no pa\u00eds. O bar\u00e3o de Drummond, emin\u00eancia do Imp\u00e9rio, era o fundador e propriet\u00e1rio do Jardim Zool\u00f3gico do Rio de Janeiro, sustentado por verbas do governo. Com a Rep\u00fablica, o bar\u00e3o perdeu prest\u00edgio, e a fonte secou, levando-o a pensar em fechar o seu zoo.   <\/p>\n<p>Um mexicano esperto chamado Ismael Zevada, que morava no Rio, sugeriu ao bar\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de uma loteria que podia salvar o&nbsp; zool\u00f3gico. Eis a f\u00f3rmula: o frequentador que comprasse um ingresso de mil r\u00e9is ganharia 20 mil se o animal desenhado no bilhete de ingresso fosse o mesmo exibido num quadro horas depois. Combinou com o bar\u00e3o pintar 25 animais e, a cada dia, passou a aparecer no quadro a imagem do bicho sorteado.    <\/p>\n<p>A ideia teve retumbante \u00eaxito. O jogo se espalhou pelas ruas com centenas de apontadores vendendo ao povo os bilhetes com o desenho dos animais. Virou mania local e nacional e, infelizmente, enveredou at\u00e9 para o crime. O pr\u00f3prio carnaval carioca, segundo Mill\u00f4r, passou a basear-se na bicha e no bicho.  <\/p>\n<p>O professor Luiz Antonio Simas tem estudado o fen\u00f4meno da fant\u00e1stica loteria, que, at\u00e9 hoje, contagia a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Ele prop\u00f5e curiosa sugest\u00e3o para manter, em condi\u00e7\u00f5es dignas, o zool\u00f3gico carioca: utilizar parte do dinheiro ainda n\u00e3o bloqueado em poder do mafioso Cachoeira e de outros do mesmo time para alimentar cobras, le\u00f5es, p\u00e1ssaros e macacos que, afinal de contas, fazem a alegria da garotada e da marmanjada. Quem sabe d\u00e1 certo?  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jogo do bichoM\u00e1rcio Cotrim Certo domingo, antes de um jogo do Vasco, entrou no vesti\u00e1rio o Sr. Abel, dono de uma casa de charque na rua do Acre, no Rio, e exaltado vasca\u00edno. Al\u00e9m de comerciante, Abel bancava o jogo do bicho. Prometeu aos jogadores: \u201cse voc\u00eas ganharem, darei um galo para cada um\u201d. O valor de um galo era 50 mil r\u00e9is \u2013 50 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7187","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7187\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}