{"id":7431,"date":"2012-08-16T00:00:00","date_gmt":"2012-08-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/assentados_doutores\/"},"modified":"2012-08-16T00:00:00","modified_gmt":"2012-08-16T03:00:00","slug":"assentados_doutores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/assentados_doutores\/","title":{"rendered":"Assentados doutores"},"content":{"rendered":"\n<div>DAD SQUARISI \/\/ <a href=\"mailto:dadsquarisi.df@dabr.com.br\" target=\"_blank\">dadsquarisi.df@dabr.com.br<\/a> &nbsp; &#8220;As \u00e1rvores querem ficar quietas. Mas o vento n\u00e3o deixa.&#8221; O prov\u00e9rbio chin\u00eas  vem \u00e0 tona provocado por dois acontecimentos in\u00e9ditos. O primeiro: formou-se a  primeira turma de bachar\u00e9is em direito de trabalhadores assentados. O segundo:  \u00edndios ganham professores \u00edndios com curso superior. S\u00e3o pessoas que, al\u00e9m de  pertencer \u00e0 mesma cultura, falam a l\u00edngua q<a name=\"1392c4be44a79872_Save1\"><\/a>ue todos  entendem.  <\/p>\n<p>Ambos t\u00eam denominadores comuns. Um deles: est\u00e3o distantes das manchetes.  Outro: nasceram de iniciativa da Universidade Federal de Goi\u00e1s. Mais um: mudam  paradigmas. Em vez de bloco monol\u00edtico, o ensino universit\u00e1rio se adapta a  necessidades particulares.  <\/p>\n<p>Assentados t\u00eam compromissos com o calend\u00e1rio. H\u00e1 \u00e9poca de plantar e \u00e9poca de  colher. Os alunos n\u00e3o s\u00e3o estudantes profissionais. Precisam trabalhar. Por isso  t\u00eam curso especial, com per\u00edodos de aula diferentes dos demais universit\u00e1rios.  Ficam no c\u00e2mpus tr\u00eas meses. V\u00e3o pra casa. Dois meses depois, voltam aos livros.  Assim fazem at\u00e9 receber o diploma.  <\/p>\n<p>O modelo, al\u00e9m de atender \u00e0s urg\u00eancias sazonais, permite que a mo\u00e7ada  mantenha o v\u00ednculo com o campo. Pode-se perguntar, por exemplo, por que direito  e n\u00e3o agronomia ou veterin\u00e1ria? A resposta: o movimento enfrenta muitas a\u00e7\u00f5es na  Justi\u00e7a. Sem profissionais que lhe conhe\u00e7am as peculiaridades, \u00e9 vencido quando  poderia ser vencedor. Nada impede que se abram outros cursos.  <\/p>\n<p>Pode-se perguntar, tamb\u00e9m, se a forma\u00e7\u00e3o isolada n\u00e3o prejudica a socializa\u00e7\u00e3o  e a vis\u00e3o plural, marca da universidade. O Minist\u00e9rio P\u00fablico levantou a  quest\u00e3o. Alegou discrimina\u00e7\u00e3o. Por que dar tratamento diferente para assentados  e n\u00e3o para dom\u00e9sticas, frentistas ou pescadores? A formatura veio antes da  decis\u00e3o da Justi\u00e7a.  <\/p>\n<p>As duas experi\u00eancias abrem caminho para a busca de solu\u00e7\u00f5es criativas  necess\u00e1rias para um pa\u00eds t\u00e3o diversificado quanto o nosso. Incluir o particular  contribui para chegar ao universal. Ao fazer parte do todo, o antes separado  enfrentar\u00e1 os mesmos desafios. Os doutores assentados v\u00e3o se submeter ao Exame  da Ordem. Como todos. <\/p><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p>   <strong>  <\/p>\n<p><\/strong>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br &nbsp; &#8220;As \u00e1rvores querem ficar quietas. Mas o vento n\u00e3o deixa.&#8221; O prov\u00e9rbio chin\u00eas vem \u00e0 tona provocado por dois acontecimentos in\u00e9ditos. O primeiro: formou-se a primeira turma de bachar\u00e9is em direito de trabalhadores assentados. O segundo: \u00edndios ganham professores \u00edndios com curso superior. 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