{"id":7536,"date":"2013-05-05T00:00:00","date_gmt":"2013-05-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/viva_a_vivo\/"},"modified":"2013-05-05T00:00:00","modified_gmt":"2013-05-05T03:00:00","slug":"viva_a_vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/viva_a_vivo\/","title":{"rendered":"Viva a Vivo"},"content":{"rendered":"<p><b> <\/p>\n<p> <\/b> Oba! A Vivo prova que h\u00e1 vida inteligente na publicidade. Em  an\u00fancio publicado em jornais de norte a sul do pa\u00eds, a operadora apregoa: &#8220;Por  que ter um 4G? 4G \u00e9 internet at\u00e9 10x mais r\u00e1pida para voc\u00ea ter a melhor  experi\u00eancia de conex\u00e3o. Voc\u00ea pode assistir a v\u00eddeos em alta defini\u00e7\u00e3o sem  interrup\u00e7\u00f5es, jogar on-line e ainda baixar m\u00fasicas e arquivos com muito mais  velocidade&#8221;. O texto estende tapete vermelho para a norma culta. Por qu\u00ea?  <b>  <\/p>\n<p>A pergunta<\/b>  <\/p>\n<p>&#8220;Por que ter um 4G?&#8221; Nota 10 para a quest\u00e3o. Em perguntas  diretas, o pronome aparece separadinho \u2014 um peda\u00e7o l\u00e1 e outro c\u00e1. Na resposta,  as duas partes ficam coladas como unha e carne: <i>Por que ter um 4G? Porque 4G  \u00e9 internet at\u00e9 10x mais r\u00e1pida. <\/i><b>  <\/p>\n<p>Internet<\/b>  <\/p>\n<p>Houve tempo em que se tratava internet com nobreza.  Escrevia-se a palavra com inicial mai\u00fascula. Agora a rede de computadores entrou  no time de <i>r\u00e1dio, jornal<\/i> e <i>televis\u00e3o<\/i>. Grafa-se com letra pequenina  \u2014 perfeita vira-lata.<b>  <\/p>\n<p>Assistir<\/b>  <\/p>\n<p>Parece brincadeira. Mas n\u00e3o \u00e9. <i>Assistir <\/i>aparece no  texto com a reg\u00eancia aplaudida pela norma culta: &#8220;Voc\u00ea pode assistir <b>a<\/b>  v\u00eddeos em alta defini\u00e7\u00e3o&#8221;. Viva! No sentido de <i>presenciar,<\/i> o verbo pede a  preposi\u00e7\u00e3o <i>a<\/i>. Na acep\u00e7\u00e3o de <i>prestar assist\u00eancia<\/i>, \u00e9 direto \u2014  dispensa intermedi\u00e1rios: <i>Prefiro assistir <b>a<\/b> filmes de arte. Assistimos  <b>a<\/b> todas as aulas antes das provas. O governo assiste os flagelados da  seca. Os bombeiros assistem as pessoas acidentadas nas  estradas.<\/i><b>  <\/p>\n<p>On-line<\/b>  <\/p>\n<p>As l\u00ednguas adoram bater papo. Umas influenciam as outras.  Quanto maior o contato, maior o cont\u00e1gio. No s\u00e9culo 19, o portugu\u00eas sofreu  grande ass\u00e9dio do franc\u00eas. Assimilou v\u00e1rias palavras do idioma de Victor Hugo.  Entre eles, abajur, garagem, buf\u00ea. No 20, o ingl\u00eas chegou com for\u00e7a total.  Falado pela pot\u00eancia planet\u00e1ria, que vende como ningu\u00e9m sua m\u00fasica, seu cinema e  sua tecnologia, imp\u00f4s-se como l\u00edngua internacional. O portugu\u00eas incorporou  voc\u00e1bulos pra dar e vender.<i>  <\/p>\n<p>On-line \u00e9 um deles. Alguns o  grafam colado. Outros, separado. N\u00e3o falta quem o brinde com o h\u00edfen. E da\u00ed?  Qual \u00e9 a da inglesinha? O <i>Vocabul\u00e1rio<\/i> <i>ortogr\u00e1fico da l\u00edngua  portuguesa<\/i> (<i>Volp<\/i>) traz rela\u00e7\u00e3o de palavras estrangeiras mais usadas  no dia a dia tupiniquim. Ali est\u00e1 <i>on-line<\/i> \u2014 assim, com  h\u00edfen. <\/i><b><\/b>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oba! A Vivo prova que h\u00e1 vida inteligente na publicidade. Em an\u00fancio publicado em jornais de norte a sul do pa\u00eds, a operadora apregoa: &#8220;Por que ter um 4G? 4G \u00e9 internet at\u00e9 10x mais r\u00e1pida para voc\u00ea ter a melhor experi\u00eancia de conex\u00e3o. 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