{"id":7551,"date":"2013-05-07T14:00:00","date_gmt":"2013-05-07T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/chove_chuva-2\/"},"modified":"2013-05-07T14:00:00","modified_gmt":"2013-05-07T17:00:00","slug":"chove_chuva-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/chove_chuva-2\/","title":{"rendered":"Chove chuva"},"content":{"rendered":"<p><b>&nbsp;Oba! Choveu<\/b> Que bom! Choveu em Bras\u00edlia. Foram quatro meses de seca, A umidade relativa  do ar rivalizava com a do deserto. Beirava os 10%. Ufa! Explica-se, assim, por  que chover \u00e9 o verbo mais conjugado nas redondezas. Quem suplica pela  generosidade dos c\u00e9us conhece as manhas do diss\u00edlabo. N\u00e3o \u00e9 pouco. O danado \u00e9  cheio de artes. Voc\u00ea as conhece? Antes de responder, fa\u00e7a o teste. Marque a  op\u00e7\u00e3o nota mil.  Ao indicar fen\u00f4meno da natureza, chover \u00e9: a. pessoal b. impessoal<b> &nbsp; E da\u00ed?<\/b> Escolheu a letra <b>b<\/b>? Acertou em cheio. Ao se referir \u00e0 \u00e1gua que cai do  c\u00e9u, banha as \u00e1rvores, alivia a sede da grama e umedece o ar, chover \u00e9  impessoal. Sem sujeito, s\u00f3 se conjuga na 3\u00aa pessoa do singular: <i>chove,  choveu, chover\u00e1, choveria<\/i>. &nbsp;<b> Cont\u00e1gio<\/b> Como os irm\u00e3ozinhos <i>haver<\/i> e <i>fazer<\/i>, a impessoalidade do chover \u00e9  contagiosa. Contamina os auxiliares. Eles tamb\u00e9m s\u00f3 d\u00e3o vez \u00e0 3\u00aa pessoa do  singular: <i>Vai chover logo, logo em todo o Bras\u00edl. Deve chover nos pr\u00f3ximos  dias nas regi\u00f5es secas. Poder\u00e1 chover no sert\u00e3o antes do fim de outubro?<\/i> &nbsp;<b> Olho vivo<\/b> N\u00e3o generalize. Chover \u00e9 impessoal quando indica fen\u00f4meno da natureza. Se o  diss\u00edlabo aparece em outros contextos, entra no time dos vira-latas. Conjuga-se  em todas as pessoas, tempos e modos: <i>Chove gente nos shows de Maria Bethania.  Chovem f\u00e3s nos shows de Maria Bethania. <\/i> Moleza? Pode ser. Mas h\u00e1 gente que bobeia. Mistura alhos com bugalhos. Jogam  no time dos confusos as pessoas que escrevem: a. Vai chover elogios. b. V\u00e3o chover elogios. Chover, a\u00ed, n\u00e3o indica fen\u00f4meno da natureza. Pessoal, tem sujeito e deve  concordar com ele sem tossir nem mugir: <i>V\u00e3o chover elogios (elogios v\u00e3o  chover). <\/i> Entendeu? Que chovam palmas pra voc\u00ea.<i> &nbsp;<\/i><b> M\u00e3os \u00e0 obra<\/b> Est\u00e1 do jeitinho que o professor gosta a op\u00e7\u00e3o: a. Chovem cr\u00edticas sobre o comportamento dos senadores. b. Chove cr\u00edticas sobre o comportamento dos senadores. *** A resposta? Na pr\u00f3xima coluna. At\u00e9 l\u00e1. *** Na semana passada, voc\u00ea marcou a frase que merece banda de m\u00fasica e tapete  vermelho. \u00c9 ela: a. Faz duas horas que cheguei aqui.<a name=\"Save1\"><\/a> b. Fazem duas horas que cheguei aqui. Escolheu a letra <b>a<\/b>? Acertou. V\u00e1 em frente.  <\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Oba! Choveu Que bom! Choveu em Bras\u00edlia. Foram quatro meses de seca, A umidade relativa do ar rivalizava com a do deserto. Beirava os 10%. Ufa! Explica-se, assim, por que chover \u00e9 o verbo mais conjugado nas redondezas. Quem suplica pela generosidade dos c\u00e9us conhece as manhas do diss\u00edlabo. N\u00e3o \u00e9 pouco. O danado \u00e9 cheio de artes. Voc\u00ea as conhece? 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