{"id":7987,"date":"2013-03-06T00:00:00","date_gmt":"2013-03-06T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunho-21\/"},"modified":"2013-03-06T00:00:00","modified_gmt":"2013-03-06T03:00:00","slug":"rascunho-21","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunho-21\/","title":{"rendered":"rascunho"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;A d\u00favida me agrada n\u00e3o menos que o saber.&#8221; Dante Alighieri<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Quebra-cabe\u00e7a  vaticano<\/b> Nossa Senhora! A ren\u00fancia de Bento XVI provocou revolu\u00e7\u00e3o no  Vaticano.&nbsp;D\u00favidas pipocaram por todos os  lados. Uma delas: como chamar o papa que deixa o trono de S\u00e3o Pedro em vida?  Ex-papa? Cardeal? Sobraram palpites. Venceu papa em\u00e9rito. Na origem latina, o  adjetivo quer dizer que tem merecimento, aptid\u00e3o, superioridade. O sentido se  ampliou. Abrangeu o significado de quem se aposentou, mas desfruta as vantagens  do cargo. Em bom portugu\u00eas: quem foi papa n\u00e3o perde a santidade. O papa Bento  XVI agora \u00e9 papa em\u00e9rito Bento XVI.   <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Mesma fam\u00edlia<\/b> Merit\u00f3rio, dem\u00e9rito e im\u00e9rito pertencem \u00e0 ilustre fam\u00edlia de  m\u00e9rito. Mais um? O superlativo merit\u00edssimo, tratamento dado a ju\u00edzes. O bajulador significa de muito m\u00e9rito, pra l\u00e1  de merecedor.   <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">     &nbsp;      Na boca do povo   <\/b> Tr\u00eas palavras ca\u00edram na boca do povo. Trata-se de conc\u00edlio, conclave e  consist\u00f3rio. O trio tem um denominador comum. S\u00e3o coletivos. Conc\u00edlio \u00e9 reuni\u00e3o  de bispos. Consist\u00f3rio, de cardeais sob a presid\u00eancia do papa. Conclave, de  cardeais para eleger o papa.  &nbsp; <strong>Por falar em coletivo\u2026<\/strong> O goleiro Bruno sentou-se no banco dos r\u00e9us. \u00c9 acusado de ter mandado matar  Elisa Samudio. Culpado? Inocente? Sete jurados responder\u00e3o. \u00c9 o j\u00fari.  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Sem  dizer<\/b> O cardeal escoc\u00eas n\u00e3o teve sa\u00edda. Acusado de  homossexualismo, Keith O&#8217;Brien perdeu o moral de participar do conclave que  escolher\u00e1 o sucessor de Bento XVI. Renunciou. Ao jogar a toalha, disse que teve  &#8220;rela\u00e7\u00f5es impr\u00f3prias&#8221; com homens.&nbsp;Ops! Ele  estudou na escola de Bill Clinton. O ent\u00e3o presidente americano era perito em  falar sem dizer. Ao confessar o caso com a estagi\u00e1ria Monica Lewinski, usou  &#8220;rela\u00e7\u00f5es impr\u00f3prias&#8221; em vez de rela\u00e7\u00f5es sexuais. Ambos lan\u00e7aram m\u00e3o do  eufemismo.   Eufemismo \u00e9 isto: adocicamento do termo.&nbsp;H\u00e1 palavras  que&nbsp;\u00e0s vezes chocam, causam dor, provocam imagens desagrad\u00e1veis. A sa\u00edda? Apelar para  outras, mais brandas. \u00c9 o caso de morte. Muitos sentem medo de  pronunciar o diss\u00edlabo. O que fazem? Recorrem a eufemismos. Manuel Bandeira  chamou-o de a &#8220;indesejada das gentes&#8221;. Outros dizem passamento, falecimento,  viagem, ida para a companhia do Senhor, passagem desta pra melhor, espichar a  canela, vestir palet\u00f3 de madeira, bater as botas. Em suma: para fugir do diabo,  recorrem a todos os dem\u00f4nios.  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Ops!<\/b> O governo avan\u00e7a. Em 2012, arrecadou R$ 1,59 trilh\u00e3o. O que \u00e9 isso? Pra entender n\u00famero t\u00e3o  grand\u00e3o, vale lembrar: a cifra representa 36,27 do PIB \u2014 todinha a riqueza  produzida pelo pa\u00eds. Cada brasileiro desembolsou, em m\u00e9dia, R$ 8.230 em tributos  no ano passado. \u00c9 um recorde. Olho vivo! Acerte na pron\u00fancia. Recorde se  pronuncia como concorde. Parox\u00edtona, a silaba t\u00f4nica \u00e9 <i>cor<\/i>.      <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">     &nbsp;      Bobeei   <\/b> &#8220;A implanta\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria da reforma ortogr\u00e1fica ganhou  tempo. At\u00e9 31 de dezembro de 1916 conviver\u00e3o as duas grafias \u2014 a antiga e a  novinha.&#8221; Bobeira, n\u00e3o? O calend\u00e1rio precisa andar um s\u00e9culo pra tr\u00e1s. Na  fic\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que pode. Mas, na vida real, n\u00e3o. Melhor olhar pra frente. At\u00e9 31 de  dezembro de 2015, conviver\u00e3o as duas grafia. A partir de 1\u00ba de janeiro de 2016,  s\u00f3 a novinha ter\u00e1 vez.   <strong>Acerto que garante  vaga<\/strong>   Como voc\u00ea chama o ovo frito que vem com a gema amarelona?  Muitos dizem &#8220;estalados&#8221;. Bobeiam. O ovo \u00e9 estrelado.  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Leitor pergunta<\/b> Li, no jornal de domingo, esta frase: &#8220;Por enquanto, est\u00e3o  de fora os Canhedos e os Amarais&#8221;. Penso que n\u00e3o se deve colocar no plural os  sobrenomes. Ficaria mais correto: &#8220;Por enquanto, est\u00e3o de fora os Canhedo e os  Amaral&#8221;. Estou certo ou errado?   <strong>H\u00e9lio Scolik, Bras\u00edlia<\/strong>   O <i>Vocabul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa (Volp<\/i>)  manda tratar os nomes pr\u00f3prios sem privil\u00e9gios. Eles se flexionam como os  vira-latas. Grandes autores seguiram a regra  tim-tim por tim-tim. Lembra-se do cl\u00e1ssico <i>Os Maias<\/i>, de E\u00e7a de  Queir\u00f3s?     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A d\u00favida me agrada n\u00e3o menos que o saber.&#8221; Dante Alighieri &nbsp; Quebra-cabe\u00e7a vaticano Nossa Senhora! 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