{"id":8070,"date":"2013-11-27T00:00:00","date_gmt":"2013-11-27T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/regras_de_ouro_do_estilo_13\/"},"modified":"2013-11-27T00:00:00","modified_gmt":"2013-11-27T02:00:00","slug":"regras_de_ouro_do_estilo_13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/regras_de_ouro_do_estilo_13\/","title":{"rendered":"Regras de ouro do estilo (13)"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">       Variar pra agradar (1)     <\/b>  <\/p>\n<p>      Entra, a\u00ed, a terceira regra de ouro do estilo. Ela recebe a  divernsidade com banda de m\u00fasica e tapete vermelho. Por qu\u00ea? As repeti\u00e7\u00f5es \u2014 de  sons, palavras ou estruturas \u2014 s\u00e3o sinal de inexperi\u00eancia, descuido e pobreza  vocabular. H\u00e1 jeitos de evit\u00e1-las. Vamos l\u00e1?  1. <b>Elimine os ecos<\/b>. A rima \u00e9 qualidade da poesia. Mas  defeito na prosa. Pra descobrir os sons mesmeiros, leia o texto em voz alta.  Eles incomodam o ouvido. Veja exemplos: Mau: H\u00e1 anos em que a reuni<b>\u00e3o<\/b> no pavilh<b>\u00e3o<\/b>  da Bie<b>nal<\/b> \u00e9 men<b>sal<\/b>. Melhor: H\u00e1 anos em que ocorrem reuni\u00f5es mensais no  pavilh\u00e3o da Bienal.  *** Mau: O crescimento  sem desenvolvimento implica incremento do subdesenvolvimento. Melhor: Crescer sem preocupa\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento  implica mais atraso. <strong>2<\/strong>. <b>Acabe com as fileirinhas de d\u00eas<\/b>.  Termos ligados por um trenzinho de d\u00eas contituem armadilha no caminho do leitor.  De um lado, pecam pela abstra\u00e7\u00e3o. De outro, pela dificuldade de serem  entendidos. Vale tudo pra fugir da esparrela. A melhor estrat\u00e9gia: transformar  substantivos e adjetivos em verbos. Assim: Mau: O progresso <b>dos<\/b> estudantes <b>de<\/b>  institui\u00e7\u00f5es <b>de<\/b> ensino <b>do<\/b> governo \u00e9 lento. Melhor: Os estudantes de escolas p\u00fablicas progridem  lentamente.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;     <\/b><b>3. Livre-se de qu\u00eas<\/b>.<b> <\/b>Sem  apegos ou compaix\u00e3o, conjugue os verbos ca\u00e7ar e cassar. Encontre os mesmeiros e  passe a tesoura sem pena! Ah, coisa boa! Mau: O&nbsp;deputado  afirmou <b>que<\/b> Bras\u00edlia, <b>que<\/b> \u00e9 a capital do Brasil, deve servir de  exemplo do <b>que<\/b> o pa\u00eds tem de melhor no <b>que<\/b> se refere ao servi\u00e7o  p\u00fablico. Melhor: O&nbsp;deputado  afirmou <b>que<\/b> Bras\u00edlia, a capital do Brasil, deve ser exemplo da  excel\u00eancia nacional no tocante ao servi\u00e7o p\u00fablico. Tamb\u00e9m: O governador disse: &#8220;Bras\u00edlia, a capital do  Brasil, deve ser exemplo de excel\u00eancia nacional no tocante ao servi\u00e7o  p\u00fablico&#8221;. Idem: Sabe o que disse o governador? &#8220;Bras\u00edlia, a  capital do Brasil, deve ser exemplo de excel\u00eancia nacional no tocante ao servi\u00e7o  p\u00fablico&#8221;.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;     <\/b><b>4. Fuja da repeti\u00e7\u00e3o de palavras<\/b>. N\u00e3o d\u00ea atestado de descuido ou pobreza vocabular. Persiga as mesmeiras sem piedade. Use as armas que a l\u00edngua lhe  oferece. S\u00e3o tr\u00eas. Uma: suprimir o voc\u00e1bulo. Outra: substitu\u00ed-lo por sin\u00f4nimo.  Mais uma: dar outro torneio da frase. Espero terminar o curso de direito em quatro anos. N\u00e3o  vou perder tempo. Em seguida, vou partir para um curso de  p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Vamos combinar? O  leitor n\u00e3o merece a dose dupla do substantivo curso. X\u00f4, monotonia!  Vem, tesoura: <i>Espero terminar o curso de direito em quatro anos. N\u00e3o quero  perder tempo. Em seguida, vou partir para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o<\/i>. *** Trabalho porque  pago minhas contas com o fruto do meu trabalho. Melhor: Trabalho porque pago minhas contas com o suor do  meu rosto. Tamb\u00e9m: Trabalho porque preciso pagar as  contas. Idem: Por que trabalho? S\u00f3 conto com o sal\u00e1rio pra pagar  as contas.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">       Leitor pergunta     <\/b> Sou mestre de cerim\u00f4nias<strong> <\/strong>aqui no  Cear\u00e1. O h\u00edfen, que sempre se usou no nome da minha profiss\u00e3o, caiu com a  reforma ortogr\u00e1fica?  <strong>H\u00edder Ponte, Fortaleza<\/strong>  Mestre de cerim\u00f4nias joga no time de p\u00e9 de moleque, testa de  ferro e m\u00e3o de obra. Todos perderam o tracinho. Agora&nbsp;se escrevem soltinhos da silva, sem len\u00e7o nem  documento.   <\/p>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Variar pra agradar (1) Entra, a\u00ed, a terceira regra de ouro do estilo. Ela recebe a divernsidade com banda de m\u00fasica e tapete vermelho. Por qu\u00ea? As repeti\u00e7\u00f5es \u2014 de sons, palavras ou estruturas \u2014 s\u00e3o sinal de inexperi\u00eancia, descuido e pobreza vocabular. H\u00e1 jeitos de evit\u00e1-las. Vamos l\u00e1? 1. Elimine os ecos. A rima \u00e9 qualidade da poesia. Mas defeito na prosa. 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