{"id":8240,"date":"2013-12-13T00:00:00","date_gmt":"2013-12-13T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunhos-11\/"},"modified":"2013-12-13T00:00:00","modified_gmt":"2013-12-13T02:00:00","slug":"rascunhos-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunhos-11\/","title":{"rendered":"rascunhos"},"content":{"rendered":"\n<p> <b> Top dos tops<\/b> O Linkedin tem 259 milh\u00f5es de usu\u00e1rios. S\u00e3o profissionais  que escrevem o pr\u00f3prio perfil pra se apresentarem a outros profissionais. Todos  os anos, a rede divulga as 10 palavras mais usadas na rede ao longo dos 365  dias. A campe\u00e3 de 2013 \u00e9 respons\u00e1vel. A vice, estrat\u00e9gico. Em  seguida, pela ordem, multinacional, din\u00e2mico, organizado, especialista,  criativo, eficaz, inovador, competitivo. S\u00f3 belas qualidades, n\u00e3o? De t\u00e3o usadas, viraram chav\u00f5es.  N\u00e3o surpreendem. Nem convencem. Mas continuam l\u00e1,&nbsp;associadas a 10 entre 10 autorretrados verbais.  Por qu\u00ea? S\u00f3 louco se classificaria com os contr\u00e1rios. A pessoa precisa rasgar  dinheiro pra se rotular de irrespons\u00e1vel, ineficaz, pregui\u00e7osa, provinciana, desorganizada, gen\u00e9rica, conformada.&nbsp;Viu?  Falta criatividade para inovar. Que tal cair fora do sempre igual? A receita:  surpreender. <b> Eno Teodoro escreveu<\/b> &#8220;No princ\u00edpio era o verbo. Depois, veio o sujeito e os  outros predicados: os objetos, os adjuntos, os complementos, os agentes, essas  coisas. E Deus ficou contente. Era a primeira ora\u00e7\u00e3o.&#8221;<b> Dominar a l\u00edngua \u00e9\u2026<\/b> Dizer &#8220;os milhares de pessoas, os milhares de crian\u00e7as, os  milhares de&nbsp;declara\u00e7\u00f5es&#8221;. A raz\u00e3o: milhar  \u00e9 masculino e n\u00e3o abre. Muitos lhe trocam o g\u00eanero. A bobeira ocorre quando a  criatura \u00e9 seguida por nome feminino. Ningu\u00e9m diz, por exemplo, &#8220;as milhares de  homens&#8221;. Mas n\u00e3o falta quem se sinta muito \u00e0 vontade com &#8220;as milhares de  mulheres&#8221;. Nada feito. Sempre, sempre mesmo, milhar \u00e9 machinho da  silva.<b> Na boca do povo<\/b> Com o julgamento do mensal\u00e3o, uma palavra frequenta  tribunais e mesas de bar. Trata-se de semiaberto. A discuss\u00e3o n\u00e3o se restringe \u00e0  aplica\u00e7\u00e3o da pena. Atinge a l\u00edngua. Uns escrevem semi aberto. Outros,  semi-aberto. Outros, ainda, semiaberto. E da\u00ed? O prefixo semi-  obedece \u00e0 regra do emprego do h\u00edfen. Pede o tracinho quando seguido de <b>h<\/b>  ou de duas letras iguais. No caso, <b>i<\/b>.&nbsp;Fora  isso, \u00e9 tudo colado como unha e carne: <i>semi-her\u00f3i, semi-internato,  semiaberto, semic\u00edrculo, semirregional.<\/i><b> A mais sens\u00edvel<\/b> A classe mais sens\u00edvel da l\u00edngua? \u00c9 o verbo. S\u00f3&nbsp;ele&nbsp;constr\u00f3i ora\u00e7\u00f5es. Sem a t\u00e3o importante criatura,  as palavras ficam soltas, \u00e0 procura de elos. Import\u00e2ncia cobra pre\u00e7o. Exige  conjuga\u00e7\u00e3o nota 10. Muitas vezes o falante n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed. Distrai-se.  Resultado: pisa formas que maltratam a l\u00edngua. O leitor, sempre atento,  protesta.  \u00c9 o caso de Vera L\u00facia Oliveira. Ao ler o jornal, ela  encontrou esta frase: &#8220;Os brasilienses se <i>disporam<\/i> a cumprir as normas&#8221;.  Ops! O futuro do subjuntivo pegou o rep\u00f3rter pelo p\u00e9. O sofisticado tempo nasce  do pret\u00e9rito perfeito do indicativo. Mais precisamente: da 3\u00aa pessoa do plural  menos o -am final. Assim: Pret\u00e9rito perfeito: <i>dispus, disp\u00f4s, dispusemos,  dispuser(am)<\/i> Futuro do subjuntivo: <i>se eu dispuser, ele dispuser, n\u00f3s  dispusermos, eles dispuserem.<\/i> \u00c9 isso. Com esta reda\u00e7\u00e3o, a l\u00edngua teria sido poupada e a  leitora satisfeita: Os brasilienses se dispuseram a cumprir as  normas.<b> Deu bobeira<\/b> A coluna passada tratou do verbo <i>incluir<\/i> e dos  parceiros <i>possuir<\/i> e <i>retribuir<\/i>. Na conjuga\u00e7\u00e3o, caiu em cilada pra  l\u00e1 de conhecida. Trocou o <b>i<\/b> pelo <b>e<\/b> na segunda pessoa do singular.  Perdoai-nos, Senhor! Perdoai-nos, leitores! Eis a&nbsp;forma nota 10:<i> <\/i><i>Incluir<\/i> pertence \u00e0 equipe de  <i>possuir<\/i> e <i>retribuir<\/i>. Eles exigem aten\u00e7\u00e3o plena no presente do  indicativo. A termina\u00e7\u00e3o da 3\u00aa pessoa do singular \u00e9 <b>i<\/b> (inclui, possui,  retribui). Muitos grafam e (inclue, possue, retribue). Bobeiam. X\u00f4, penetra!  Melhor: <i>incluo (possuo, retribuo), incluis (possuis, retribuis), inclui  (possui, retribui), inclu\u00edmos (possu\u00edmos, retribu\u00edmos), incluem (possuem,  retribuem).<\/i>    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Top dos tops O Linkedin tem 259 milh\u00f5es de usu\u00e1rios. S\u00e3o profissionais que escrevem o pr\u00f3prio perfil pra se apresentarem a outros profissionais. Todos os anos, a rede divulga as 10 palavras mais usadas na rede ao longo dos 365 dias. A campe\u00e3 de 2013 \u00e9 respons\u00e1vel. A vice, estrat\u00e9gico. Em seguida, pela ordem, multinacional, din\u00e2mico, organizado, especialista, criativo, eficaz, inovador, competitivo. S\u00f3 belas qualidades, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8240","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8240\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}