{"id":8401,"date":"2014-05-12T08:00:00","date_gmt":"2014-05-12T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_lingua_merece_mais_cuidado\/"},"modified":"2014-05-12T08:00:00","modified_gmt":"2014-05-12T11:00:00","slug":"a_lingua_merece_mais_cuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_lingua_merece_mais_cuidado\/","title":{"rendered":"A l\u00edngua merece mais cuidado"},"content":{"rendered":"\n<p>Giovanni Mastroianni   <\/p>\n<p>  &nbsp;<strong>Qualquer ve\u00edculo de  comunica\u00e7\u00e3o, seja ele qual for, precisa primar pela qualidade da linguagem  utilizada. Tanto faz que seja na legenda de um filme, em uma revista, no r\u00e1dio,  na televis\u00e3o, num livro, em um out-door e, principalmente, em um jornal. Ali\u00e1s,  certa vez, um matutino de grande circula\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, querendo inovar, adotou um  crit\u00e9rio completamente contr\u00e1rio \u00e0s normas e conhecimento da l\u00edngua portuguesa,  excluindo, por completo, a acentua\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica.<\/strong><strong>   <\/p>\n<p><\/strong><strong>A inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o durou muito tempo, certamente por forte influ\u00eancia de  seus pr\u00f3prios leitores.<\/strong> <strong>   <\/p>\n<p><\/strong><strong>Dificuldades no uso da l\u00edngua p\u00e1tria quase todos t\u00eam e n\u00e3o pode ser  de forma diferente. Basta que se pegue ao acaso a palavra l\u00edngua de sogra. Caso  voc\u00ea queira empreg\u00e1-la em bot\u00e2nica, como sendo o nome dado \u00e0 planta  espada-de-s\u00e3o-jorge, sua grafia ser\u00e1 l\u00edngua-de-sogra, com h\u00edfen. Na hip\u00f3tese de  artefato carnavalesco, provido de um assobio, que, quando soprado, se desenrola  feito uma l\u00edngua, grafa-se, ent\u00e3o, l\u00edngua de sogra.<\/strong> <strong>   <\/p>\n<p><\/strong><strong>N\u00e3o s\u00e3o poucos os livros editados no Brasil, no intuito de orientar  aqueles que usam a l\u00edngua portuguesa em seu dia a dia. E logo, sem querer, surge  mais uma d\u00favida: dia a dia ou dia-a-dia?<\/strong> <strong>   <\/p>\n<p><\/strong><strong>Segundo Domingos Pascoal Cegalla, em seu \u2018Dicion\u00e1rio de dificuldades  da l\u00edngua portuguesa&#8217;, dia-a-dia, com h\u00edfen, quando usado como substantivo  composto para designar o viver cotidiano, a atividade ou a rotina di\u00e1ria. Sem  h\u00edfen, quando for express\u00e3o adverbial, equivalente a dia ap\u00f3s dia, diariamente,  com o correr dos dias. Nomes como os de Tufano, Cegalla, Aur\u00e9lio e tamb\u00e9m o da  pr\u00f3pria Academia Brasileira de Letras pretendem de alguma forma ser um guia a  indicar rumos certos, onde est\u00e3o assinalados os obst\u00e1culos e as encruzilhadas  perante os quais surgem as d\u00favidas de milhares de brasileiros e por que n\u00e3o  dizer e principalmente de estrangeiros, quando querem usar a l\u00edngua  portuguesa?<\/strong> <strong>   <\/p>\n<p><\/strong><strong>Mais um problema: porque, porqu\u00ea, por que ou por qu\u00ea? Porque  significa: visto que, uma vez que; porqu\u00ea, motivo de alguma coisa, raz\u00e3o, causa;  por que, significando pela qual e por qu\u00ea, indaga\u00e7\u00e3o. Felizmente, VANGUARDA  conta, semanalmente, com a sabedoria do professor Menelau Jr. e o Diario de  Pernambuco, h\u00e1 anos, disp\u00f5e, entre seus colaboradores, da mestra Dad Squarisi,  que, duas vezes por semana, transmite seus ensinamentos \u00e0queles que s\u00e3o seus  ass\u00edduos leitores. Estes, certamente, adquirem conhecimentos com os dois mestres  supracitados e aprendem segredos da l\u00edngua, como eu.<\/strong> <strong>   <\/p>\n<p><\/strong><strong>A artes\u00e3 de textos Tereza Halliday &#8211; filha do saudoso engenheiro  R\u00f4mulo Haliday -, considerada caruaruense de cora\u00e7\u00e3o, em correspond\u00eancia \u00e0 sua  confreira Dad Squarisi, afirmou: &#8220;Dad, achei que voc\u00ea deveria saber desta,  enviada por velho amigo, de muito bom portugu\u00eas, senso de humor e sempre atento  \u00e0s trapalhadas no uso do nosso idioma. Com admira\u00e7\u00e3o, sua leitora fiel, Tereza&#8217;.  A colabora\u00e7\u00e3o deveu-se a uma mensagem que recebera de um de seus leitores (que  se assina apenas Giuseppe), nos seguintes termos: &#8220;Esta \u00e9 a indaga\u00e7\u00e3o que algu\u00e9m  fez para um blog: \u2018Algum dos r\u00e9us j\u00e1 fugiram?'&#8221; Agora, quem responde sou eu, ou  enfatizando mais ainda, sou eu que respondo: &#8220;Se algum fugiram, n\u00e3o foram  eu&#8221;.<\/strong> <strong>   <\/p>\n<p><\/strong><strong>(Colabora\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti)<\/strong><strong>   <\/p>\n<p><\/strong>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Giovanni Mastroianni &nbsp;Qualquer ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o, seja ele qual for, precisa primar pela qualidade da linguagem utilizada. Tanto faz que seja na legenda de um filme, em uma revista, no r\u00e1dio, na televis\u00e3o, num livro, em um out-door e, principalmente, em um jornal. 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