{"id":8404,"date":"2014-01-15T10:50:00","date_gmt":"2014-01-15T12:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_mesmo_com_cara_contemporanea_5\/"},"modified":"2014-01-15T10:50:00","modified_gmt":"2014-01-15T12:50:00","slug":"o_mesmo_com_cara_contemporanea_5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_mesmo_com_cara_contemporanea_5\/","title":{"rendered":"O mesmo com cara contempor\u00e2nea 5"},"content":{"rendered":"\n<p>   Eta m\u00eas pregui\u00e7oso. Em janeiro, desaceleramos o ritmo doido  de dezembro. Confraterniza\u00e7\u00f5es, compras, presentes, festas, Natal, r\u00e9veillon,  ufa! \u00c9 um estresse s\u00f3. Como n\u00e3o h\u00e1 bem que sempre dure nem mal que nunca se  acabe, chega a vez do basta. \u00c9 hora de sombra e \u00e1gua fresca. O blogue entrou no  clima. Apresentou diquinhas em 140 caracteres. Os leitores gostaram.    <\/p>\n<p>Aprender malandragens da l\u00edngua num passar de olhos \u00e9 casar  a fome com a vontade de comer. Mas, como a unanimidade \u00e9 burra, alguns ficaram  com a pulga atr\u00e1s da orelha. &#8220;Assuntos complexos podem ser tratados com a  rapidez de poucos toques? Que tal a crase?&#8221;, desafiou gente de Europa, Fran\u00e7a e Bahia. A resposta \u00e9  sim. Vamos l\u00e1?   <\/p>\n<p>A crase (1) <\/p>\n<p>&#8220;A crase n\u00e3o foi feita pra humilhar ningu\u00e9m&#8221;, disse F.  Gullar. Foi feita pra indicar a uni\u00e3o de dois aa.  *  O <strong>a<\/strong>  pode ser artigo (<strong>a<\/strong> casa) ou a 1\u00aa s\u00edlaba do pronome  demonstrativo <strong>a<\/strong>quele,  <strong>a<\/strong>quilo.  *  S\u00f3  substantivo feminino \u00e9 antecedido do artigo <i>a<\/i>. Da\u00ed por que s\u00f3 ocorre  crase antes de quem usa&nbsp;batom e  saia.  *  Com crase ou sem  crase? Na d\u00favida, recorra ao troca-troca. Troque o nome feminino por masculino.  N\u00e3o precisa ser sin\u00f4nimo. Mas do mesmo no.  *  Se no troca-troca der  <strong>ao<\/strong><i> (<\/i><strong>aos<\/strong><i>)<\/i>, sinal de preposi\u00e7\u00e3o +  artigo. No feminino, <strong>\u00e0<\/strong><i> (<\/i><strong>\u00e0s<\/strong><i>)<\/i>: Vai  <strong>\u00e0<\/strong> cidade. (Vai <strong>ao<\/strong> clube.) Viu? ? Ao  chama \u00e0. <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * <\/i> <i>Em meio a  lutas<\/i>? <i>Em meio \u00e0 lutas<\/i>? No troca-troca, olho  no no. (em meio <strong>a<\/strong> combates). X\u00f4, acento  grave. <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * <\/i> <i>Em meio \u00e0s  lutas<\/i>? <i>Em meio as lutas<\/i>? Vamos \u00e0 troca (em  meio <strong>aos<\/strong> combates). <i>Aos<\/i> exige <i>\u00e0s<\/i>: <i>em meio \u00e0s lutas.<\/i> <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * <\/i> <i>O c\u00e3o \u00e9 fiel \u00e0  dona<\/i>? <i>Fiel a dona<\/i>? Com o troca-troca, fiel  <strong>ao<\/strong> dono. O <i>ao<\/i> responde: <i>O c\u00e3o  \u00e9 fiel \u00e0 dona.<\/i> <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * <\/i> <i>Refiro-me \u00e0 quest\u00e3o da  prova<\/i>? <i>A quest\u00e3o da prova<\/i>? No troca-troca:  Refiro-me <strong>ao<\/strong> debate da prova. O <i>ao<\/i> imp\u00f5e <i>\u00e0 quest\u00e3o.<\/i> <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * <\/i> <i>Quanto \u00e0 prova, nada  posso informar<\/i>? <i>Quanto a prova<\/i>? No  troca-troca: Quanto <strong>ao<\/strong> tema, nada posso informar. Vem,  crase! <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * <\/i> <i>Recebe \u00e0  amiga<\/i>? <i>Recebe a amiga<\/i>? No troca-troca: Recebe  <strong>o<\/strong> amigo. Sem preposi\u00e7\u00e3o, s\u00f3 o artigo tem a vez. X\u00f4, crase!   <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * <\/i> <i>Beb\u00ea a  bordo<\/i>? <i>Beb\u00ea \u00e0 bordo<\/i>? <i>Bordo<\/i> \u00e9 nome  masculino. O artigo <i>a<\/i> n\u00e3o tem vez com ele. Sem <i>a<\/i>, nada de crase:  <i>Beb\u00ea a bordo.<\/i> <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * <\/i> <i>Vale a  pena<\/i>? Ops! Vamos ao troca-troca: Vale  <strong>o<\/strong> trabalho. Viu? Falta preposi\u00e7\u00e3o. Sem ela, adeus, grampinho.    <strong>*<\/strong>  <strong>\u00c0<\/strong>quele?  <strong>\u00c0<\/strong>quilo? O a n\u00e3o \u00e9 problema. Est\u00e1 presente no  artigo. Vem, preposi\u00e7\u00e3o: Luiz se dirigiu \u00e0quele vendedor que sorria.  *  Viu? A gente se dirige  <strong>a<\/strong> algu\u00e9m O <i>a<\/i> exigido pelo verbo se encontra com  o <i>a<\/i> do pronome <i>a<\/i>quele. \u00c9 casamento na certa.   *  Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo,  nada sei. O <i>a<\/i> da locu\u00e7\u00e3o <i>em rela\u00e7\u00e3o a <\/i>d\u00e1 de cara com o <i>a<\/i> de  aquilo. N\u00e3o d\u00e1 outra. Os trapinhos se juntam.  *  Pronome  de tratamento come\u00e7ado por <i>Vossa<\/i> tem alergia&nbsp;ao artigo. Sem ele, adeus,&nbsp;crase: <i>Dirijo-me a  Vossa Senhoria. Encaminho a Vossa Excel\u00eancia&#8230;<\/i>  *  Digo  <strong>a<\/strong> V. S\u00aa que o livro est\u00e1 esgotado. \u00c9 isso. Com pronomes de tratamento come\u00e7ados com <i>vossa<\/i>,  x\u00f4, crase!       <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eta m\u00eas pregui\u00e7oso. Em janeiro, desaceleramos o ritmo doido de dezembro. Confraterniza\u00e7\u00f5es, compras, presentes, festas, Natal, r\u00e9veillon, ufa! \u00c9 um estresse s\u00f3. 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