{"id":8439,"date":"2014-01-17T10:00:00","date_gmt":"2014-01-17T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_mesmo_com_cara_contemporanea_6\/"},"modified":"2014-01-17T10:00:00","modified_gmt":"2014-01-17T12:00:00","slug":"o_mesmo_com_cara_contemporanea_6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_mesmo_com_cara_contemporanea_6\/","title":{"rendered":"O mesmo com cara contempor\u00e2nea 6"},"content":{"rendered":"<p><b><\/b><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p><\/b> Ferreira Gullar acertou ao dizer que &#8220;a crase n\u00e3o foi feita  pra humilhar ningu\u00e9m&#8221;. Mas fez vistas grossas pra pormenor importante. O  sinalzinho d\u00e1 um senhor n\u00f3 nos miolos. Pra desat\u00e1-lo, s\u00f3 h\u00e1 uma sa\u00edda \u2014 ficar de  olho no artigo. \u00c9 ele que&nbsp;promove os&nbsp;rolezinhos.  <\/p>\n<p>Cheio de manhas, faz de conta que  est\u00e1 presente. Mas n\u00e3o est\u00e1. Ou vice-versa. Finge que se encontra l\u00e1, juntinho  do substantivo. Mas\u2026 cad\u00ea? A criaturinha nem passou por perto. <i>Casa<\/i>,  <i>terra<\/i> e <i>palavras repetidas<\/i> s\u00e3o freguesas da brincadeira malandra.  O que fazer? Conjugar o verbo prevenir. Com ele, o remediar perde o emprego.  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">   <\/p>\n<p>A crase 2   <\/p>\n<p>Casa<\/b>   <\/p>\n<p>Crase antes de <i>casa<\/i>? Depende do artigo. A casa onde  moramos rejeita o pequenino: Logo, n\u00e3o admite o acento grave: <i>Sa\u00ed de  casa<\/i>.   <\/p>\n<p> Sem  artigo, o <i>a<\/i> que antecede a casa onde moramos \u00e9 preposi\u00e7\u00e3o purinha. N\u00e3o  admite acento de crase: Dirigi-me a casa cedo.   <\/p>\n<p> A casa dos outros pede  artigo \u2014 a casa da vov\u00f3, a casa de Lu, a casa dos pais: <i>Foi \u00e0 casa da av\u00f3.  Vai \u00e0 casa do Jo\u00e3o.<\/i>   <\/p>\n<p> Mais? Dirigiu-se \u00e0  casa dos pais. Vai \u00e0 casa de parentes distantes. Viu? Antes da casa dos outros  aparece artigo. A crase tem vez.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Terra<\/b><i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/i><i>  <\/p>\n<p><\/i><i>Terra<\/i>, em oposi\u00e7\u00e3o a <i>mar,<\/i>  n\u00e3o admite artigo. Por isso os marinheiros gritam &#8220;terra \u00e0 vista&#8221;. Sem artigo,  nada de crase.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Palavras repetidas<\/b>   <\/p>\n<p>Nomes&nbsp;repetidos n\u00e3o suportam artigo. Sem ele, nada de acento:  <i>face a face, cara a cara, gota a gota, uma a uma, hora a hora, semana a  semana.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Casaizinhos<\/b> A l\u00edngua tem casaizinhos. Pra l\u00e1 de fi\u00e9is, o que acontece  com um acontece com o outro. Se um vem com preposi\u00e7\u00e3o, o outro vai  atr\u00e1s.   <\/p>\n<p> Casalzinho  <b>de&#8230;a<\/b>. <i>De<\/i> \u00e9 preposi\u00e7\u00e3o pura. <i>A<\/i> tamb\u00e9m. Nada de crase:  <i>Estudo <b>de<\/b> segunda <b>a<\/b> sexta. Trabalha <b>de<\/b> segunda <b>a<\/b>  segunda.<\/i>   <\/p>\n<p> Casalzinho <b><i>da  (do)&#8230;\u00e0<\/i><\/b>. <i>Da<\/i> \u00e9 preposi\u00e7\u00e3o + artigo.  <i>\u00c0<\/i> tamb\u00e9m: <i>Trabalho <b>das<\/b> 2h <b>\u00e0s<\/b> 4h. Fui <b>da<\/b> Rua da  Praia <b>\u00e0<\/b> Rua dos Andradas.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ferreira Gullar acertou ao dizer que &#8220;a crase n\u00e3o foi feita pra humilhar ningu\u00e9m&#8221;. Mas fez vistas grossas pra pormenor importante. O sinalzinho d\u00e1 um senhor n\u00f3 nos miolos. Pra desat\u00e1-lo, s\u00f3 h\u00e1 uma sa\u00edda \u2014 ficar de olho no artigo. \u00c9 ele que&nbsp;promove os&nbsp;rolezinhos. Cheio de manhas, faz de conta que est\u00e1 presente. Mas n\u00e3o est\u00e1. Ou vice-versa. Finge que se encontra l\u00e1, juntinho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8439","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8439\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}