{"id":8541,"date":"2013-04-17T00:00:00","date_gmt":"2013-04-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunhos-13\/"},"modified":"2013-04-17T00:00:00","modified_gmt":"2013-04-17T03:00:00","slug":"rascunhos-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunhos-13\/","title":{"rendered":"rascunhos"},"content":{"rendered":"<p><b>&nbsp; Um p\u00e9 l\u00e1, outro c\u00e1<\/b> Qual \u00e9 a do verbo explodir? Ele joga no time dos que  trabalham em tempo integral? Ou parcial? Em bom portugu\u00eas: o triss\u00edlabo se  conjuga em todas formas? Ou s\u00f3 em algumas? A d\u00favida se explica. O&nbsp;barulhento vive per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. Houve  tempo em que&nbsp;s\u00f3 pertencia \u00e0 equipe dos  defectivos.&nbsp;Conjugava-se nas formas em que o <b>e<\/b> ou o&nbsp;<b>i<\/b> seguiam o <b>d<\/b> (explo<b>de<\/b>,  explo<b>di<\/b>mos, explo<b>di<\/b>r\u00e1). Mas, como&nbsp;tudo muda,&nbsp;ele ensaia tornar-se regular. Quer se flexionar em todas as pessoas, tempos  e modos. Assim: <i>eu explodo, ele explode; eu explodi, ele explodiu; que eu  exploda, ele exploda. <\/i>E por a\u00ed vai. Superdica: Seja prudente. Em avalia\u00e7\u00f5es, jogue no time conservador.&nbsp;Considere explodir pra l\u00e1 de  pregui\u00e7oso. &nbsp; <b>Explos\u00e3o raivosa<\/b> S, x ou z? Todos reclamam. Esperneiam. Explodem de raiva.  Com raz\u00e3o. As tr\u00eas letras podem soar do mesmo jeitinho. \u00c9 o caso de casa, exame  e certeza. N\u00f3s acertamos&nbsp;a grafia por uma  raz\u00e3o simples: fotografamos com os olhos a&nbsp;forma correta. Ela fica gravada. Mas, \u00e0s vezes,  a d\u00favida bate. Como safar-se? A sa\u00edda \u00e9 pedir ajuda ao dicion\u00e1rio. Na falta do  paiz\u00e3o, algumas regras d\u00e3o al\u00edvio.  Uma delas: substantivos derivados de verbos terminados em  -dir escrevem-se com <b>s<\/b>: <i>explodir (explos\u00e3o), implodir (implos\u00e3o),  confundir (confus\u00e3o), dividir (divis\u00e3o), contundir (contus\u00e3o), evadir (evas\u00e3o),  invadir (invas\u00e3o), aderir (ades\u00e3o), fundir (fus\u00e3o), difundir (difus\u00e3o).    <\/i><b>   &nbsp;    X\u00f4, atraso! <\/b> Pernas, pra que te quero? &#8220;Pra correr&#8221;, respondem os  maratonistas. Eles correm atr\u00e1s de medalhas. Ou atr\u00e1s das primeiras  classifica\u00e7\u00f5es. Ou, simplesmente, atr\u00e1s do prazer de participar da competi\u00e7\u00e3o. A  gente corre atr\u00e1s de recompensas que massageiam o ego. Mas h\u00e1 quem corra atr\u00e1s  do preju\u00edzo. Pode? H\u00e1 gosto pra tudo. Convenhamos: melhor correr atr\u00e1s do lucro,  n\u00e3o?<b>   &nbsp;    Por falar em preju\u00edzo\u2026 <\/b> Preju\u00edzo tem acento porque o <b>i<\/b> preenche quatro  condi\u00e7\u00f5es. Uma: \u00e9 antecedido de vogal. Outra: forma s\u00edlaba sozinho ou com s.  Mais uma: \u00e9 t\u00f4nico. A \u00faltima: n\u00e3o \u00e9 seguido de nh: <i>sa-\u00ed-da, ca-\u00ed, e-go-\u00eds-ta,  al-tru-\u00eds-ta<\/i>. Mas: <i>rainha, bainha, campainha.<\/i> Na quebra de ditongo, o <b>u<\/b> joga no time do <b>i<\/b>.  Invejoso, pede acento nas mesmas condi\u00e7\u00f5es: <i>ba-\u00fa, ba-\u00fas, Gra-ja-\u00fa, sa-\u00fa-de,  a-ta-\u00fa-de.<\/i><b> &nbsp; Quebra-cabe\u00e7a<\/b> Quer ganhar um bombom Godiva? Ent\u00e3o diga por que  des-tru-i-\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem acento. Antes de responder, leia as quatro condi\u00e7\u00f5es  impostas para a quebra de ditongo.<b> &nbsp; Sem confus\u00e3o<\/b> Olho vivo, mo\u00e7ada. Confundir \u00e9 proibido. O <b>u<\/b> e o    <b>i<\/b> pedem acento quando quebram ditongo. N\u00e3o \u00e9 o caso de <i>a-qui<\/i>,    <i>a-li, a-ba-ca-xi, par-ti, di-vi-di, ca-ju, u-ru-bu, bam-bu,  ma-ra-ca-tu.<\/i><b> &nbsp; \u00c9 ditongo sim, senhor <\/b> O bolso \u00e9 a parte mais sens\u00edvel do corpo? V\u00e1 l\u00e1. Mas ele  disputa o p\u00f3dio com o ouvido. Evite otites. <i>Gratuito, fortuito<\/i> e    <i>circuito<\/i> mant\u00eam o ditongo. O ui n\u00e3o se separa: <i>gra-tui-to, for-tui-to,  cir-cui-to.<\/i><b>   &nbsp;    Leitor pergunta <\/b> Gostaria de saber se h\u00e1 pleonasmo no lema do governo  federal: &#8220;Brasil, pa\u00eds rico \u00e9 pa\u00eds sem pobreza&#8221;. <b> Pedro Jhemyson, lugar incerto<\/b> H\u00e1 pa\u00edses ricos com povo pobre. O Brasil serve de exemplo.  Na ditadura, os militares diziam que precisavam deixar o bolo crescer para ent\u00e3o  incluir a popula\u00e7\u00e3o. O Tesouro nadava em riqueza. Mas boa parte dos brasileiros  afundava na mis\u00e9ria. Dilma joga no time contr\u00e1rio. Afirma que um pa\u00eds s\u00f3 \u00e9 rico  se o povo tamb\u00e9m for. Inspira-se talvez na Dinamarca, Su\u00e9cia, Noruega.&nbsp;Chegar\u00e1 l\u00e1? <\/p>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Um p\u00e9 l\u00e1, outro c\u00e1 Qual \u00e9 a do verbo explodir? Ele joga no time dos que trabalham em tempo integral? Ou parcial? Em bom portugu\u00eas: o triss\u00edlabo se conjuga em todas formas? Ou s\u00f3 em algumas? A d\u00favida se explica. O&nbsp;barulhento vive per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. 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