{"id":8895,"date":"2014-02-23T00:00:00","date_gmt":"2014-02-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/na_boca_do_povo-7\/"},"modified":"2014-02-23T00:00:00","modified_gmt":"2014-02-23T03:00:00","slug":"na_boca_do_povo-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/na_boca_do_povo-7\/","title":{"rendered":"Na boca do povo"},"content":{"rendered":"<p><b> <\/b>  <\/p>\n<p>Leite, pra que te quero? Pra formar ditos pra l\u00e1 de  expressivos. Eles andam na boca do povo e passam de gera\u00e7\u00e3o pra gera\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m  sabe quem os criou. S\u00e3o obra coletiva. Vamos a eles. <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Chorar o leite derramado<\/b> Nada  mais in\u00fatil, n\u00e3o? Lembra a hist\u00f3ria da menina que levava um pote de leite na  cabe\u00e7a. Andava distra\u00edda. Com a&nbsp;imagina\u00e7\u00e3o a mil, sonhava com as compras que a  venda do alimento lhe proporcionaria &#8212;  sapatos, vestidos, brinquedos, viagens. Ops! No auge do del\u00edrio, ela trope\u00e7ou e\u2026  adeus, leite. Lamentar-se do irremedi\u00e1vel? \u00c9 tirar leite de vaca  morta.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * Falar mais do  que nega do leite<\/b> <\/p>\n<p>A express\u00e3o vem dos  tempos do Brasil col\u00f4nia. As escravas amas de leite tinham que distrair a  crian\u00e7a chorona e mimada. Convenhamos: \u00e9 tarefa pra l\u00e1 de \u00e1rdua. O  jeito?&nbsp;Falar pelos cotovelos. Contar hist\u00f3rias sem parar. Com as narrativas,  os pequenos se acalmavam e sorriam felizes.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * Leite de vaca n\u00e3o mata  bezerro<\/b> <\/p>\n<p>Educar \u00e9 dif\u00edcil mas necess\u00e1rio. Exige  esfor\u00e7o e perseveran\u00e7a \u2014 investimento de tempo e vida. Como diz outro prov\u00e9rbio,  &#8220;\u00e9 de pequenino que se torce o pepino&#8221;. Um castiguinho aqui e ali n\u00e3o rouba a  vida de ningu\u00e9m. <b>*<\/b>  <b><\/b>Defender o leite  das crian\u00e7as <\/p>\n<p>A fome tem pressa. Adulto disfar\u00e7a. Mas os pequeninos p\u00f5em a  boca no mundo. Pra cal\u00e1-los, s\u00f3 h\u00e1 uma sa\u00edda. Trabalhar pra lhes dar comida. E,  claro, garantir o p\u00e3o nosso de cada dia. Afinal, ningu\u00e9m \u00e9 de  ferro. <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * Menino copinho de  leite<\/b> <\/p>\n<p>Haja paci\u00eancia! Adolescentes acham que sabem  tudo. Corrigem pai, m\u00e3e, professores. Lev\u00e1-los a s\u00e9rio? Nem pensar. A pretens\u00e3o  passa. Bastam uns aninhos a mais. <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * A leite de  pato<\/b> Trabalhar de gra\u00e7a? Jogar de brincadeirinha,  sem apostar dinheiro? \u00c9 esfor\u00e7ar-se a leite de pato. Sem proveito.  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * Tirar leite de  pedra<\/b> <\/p>\n<p>&nbsp;Pedra d\u00e1 leite? Nem pedra nem pato. Extrair o  branquinho da rocha \u00e9 conseguir algo tido como imposs\u00edvel. Mas\u2026<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> * Pol\u00edtica caf\u00e9 com  leite<\/b> <\/p>\n<p>&nbsp;S\u00e3o Paulo era a terra do caf\u00e9. Minas, do  leite. Um candidato de l\u00e1 e outro de c\u00e1 formavam chapa pra disputar a  presid\u00eancia. Resultado: ningu\u00e9m batia a dobradinha pol\u00edtica.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;<\/b>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leite, pra que te quero? Pra formar ditos pra l\u00e1 de expressivos. Eles andam na boca do povo e passam de gera\u00e7\u00e3o pra gera\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m sabe quem os criou. S\u00e3o obra coletiva. Vamos a eles. Chorar o leite derramado Nada mais in\u00fatil, n\u00e3o? Lembra a hist\u00f3ria da menina que levava um pote de leite na cabe\u00e7a. Andava distra\u00edda. 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