{"id":8971,"date":"2014-11-20T13:00:00","date_gmt":"2014-11-20T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/gol_contra-6\/"},"modified":"2014-11-20T13:00:00","modified_gmt":"2014-11-20T15:00:00","slug":"gol_contra-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/gol_contra-6\/","title":{"rendered":"Gol contra"},"content":{"rendered":"\n<p> Em dia de festa, o Palmeiras apanhou. Levou dois gols do  Sport. N\u00e3o fez nenhum. &#8220;O que aconteceu?&#8221;, perguntavam gregos, troianos e  torcidas at\u00f4nitas. A resposta n\u00e3o estava no gramado. Estava na l\u00edngua. &#8220;O bom  filho \u00e0 casa torna&#8221;, diz frase que figura na camiseta do time.    <\/p>\n<p>Com ela, os dirigentes da equipe paulista miravam um gol de  placa \u2014 homenagear a volta do Verd\u00e3o ao velho est\u00e1dio novo. Mas pisaram na bola.  Puseram crase onde crase n\u00e3o h\u00e1. Esqueceram-se (ou nunca aprenderam) que o  acento grave indica o casamento de dois aa. Um deles \u00e9 a preposi\u00e7\u00e3o. O outro,  quase sempre, o artigo definido.    <\/p>\n<p>O xis da confus\u00e3o: a palavra <i>casa<\/i>. Jogo de mata-mata,  a diss\u00edlaba exige aten\u00e7\u00e3o plena. Se falamos da nossa casa, o artigo n\u00e3o tem vez.  (Saiu de casa. Voltou para casa.) Sem o pequenino, o uso do acento da crase \u00e9  impedimento certo: <i>Depois da partida, o goleiro se dirigiu a casa sem demora.  O bom filho a casa torna. <\/i>   <\/p>\n<p>Se for a casa dos outros, o jogo vira. O artigo entra em  campo (a casa dos pais, saiu da casa dos amigos). A\u00ed, escala-se a crase:  <i>Depois da partida, o goleiro se dirigiu \u00e0 casa dos amigos. O bom filho \u00e0 casa  dos pais torna. <\/i>Foi \u00e0 casa do advers\u00e1rio.   <\/p>\n<p>Moral do placar: A hist\u00f3ria de bola cheia virou hist\u00f3ria de  bola murcha. O que fazer? Cartaz, meio sem gra\u00e7a, se esfor\u00e7ou pra apagar o  fiasco. Com texto nota 10, fez bonito com a mensagem: &#8220;Bem-vindo a casa,  Palmeiras&#8221;. <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Bola no p\u00e9<\/b>   <\/p>\n<p>H\u00e1 um acento indicador de crase solto no campo. Onde  coloc\u00e1-lo? Voc\u00ea decide. Olho na palavra <i>casa<\/i>:  <\/p>\n<p>a. Jos\u00e9 voltou a casa depois de meses de  aus\u00eancia. b. Quando retorna a casa, Neymar desliga o  celular. c. Os cat\u00f3licos dizem que bons filhos a casa voltam  sempre. d. Ser\u00e1 que todos retornaremos a casa do Pai?<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Bola na rede<\/b>   <\/p>\n<p>Escolheu a letra d? Gol de placa. <i>Casa<\/i>, nas demais  op\u00e7\u00f5es, se refere \u00e0 casa onde a pessoa mora. A\u00ed, n\u00e3o tem artigo. Sem artigo,  frustra-se o casamento de dois a. Um azinho, solit\u00e1rio, pode fazer ver\u00e3o. Mas  n\u00e3o admite crase.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;<\/b>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dia de festa, o Palmeiras apanhou. Levou dois gols do Sport. N\u00e3o fez nenhum. &#8220;O que aconteceu?&#8221;, perguntavam gregos, troianos e torcidas at\u00f4nitas. A resposta n\u00e3o estava no gramado. Estava na l\u00edngua. &#8220;O bom filho \u00e0 casa torna&#8221;, diz frase que figura na camiseta do time. Com ela, os dirigentes da equipe paulista miravam um gol de placa \u2014 homenagear a volta do Verd\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8971","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8971","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8971"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8971\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8971"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8971"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8971"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}