{"id":9014,"date":"2014-08-06T07:50:00","date_gmt":"2014-08-06T10:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/quem_tem_licenca_poetica_\/"},"modified":"2014-08-06T07:50:00","modified_gmt":"2014-08-06T10:50:00","slug":"quem_tem_licenca_poetica_","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/quem_tem_licenca_poetica_\/","title":{"rendered":"Quem tem licen\u00e7a po\u00e9tica?"},"content":{"rendered":"\n<p> <b> <\/b> Adeus, Copa! Vem, elei\u00e7\u00e3o. Em outubro, os brasileiros v\u00e3o  escolher presidente, governador, senador, deputado. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa. Todos  devem participar. O Tribunal Superior Eleitoral entrou na disputa. Quer  mobilizar os eleitores para que votem. Um dos protagonistas da campanha \u00e9  Carlinhos Brown. &#8220;Sou brasileiro e mando um beijo pra voc\u00ea. Vem pra urna&#8221;,  convoca o astro baiano.  <\/p>\n<p>Show! Mas um pormenor chama a aten\u00e7\u00e3o de telespectadores  antenados. Trata-se da mistura de tratamentos. Ele fala em <i>voc\u00ea<\/i>. Mas usa  o imperativo <i>vem<\/i> (tu). Ter\u00e1 se inspirado em propaganda da Caixa? Parece  que sim. &#8220;Vem pra Caixa voc\u00ea tamb\u00e9m&#8221;, convida o poderoso banco.  <\/p>\n<p>Publicidade tem licen\u00e7a po\u00e9tica. A gram\u00e1tica n\u00e3o pode  funcionar como camisa de for\u00e7a para a cria\u00e7\u00e3o. Mas n\u00f3s, mortais, que escrevemos  pra passar no concurso, tirar 10 na prova, conquistar amores e conseguir  promo\u00e7\u00e3o no emprego, n\u00e3o temos autoriza\u00e7\u00e3o pra pisar a norma culta. O jeito? S\u00f3  h\u00e1 um \u2014 desvendar o mist\u00e9rio do imperativo. Vamos l\u00e1?<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>O manda-desmanda<\/b>  <\/p>\n<p>O imperativo manda, pede, suplica. Pode ser afirmativo ou  negativo. A conjuga\u00e7\u00e3o do afirmativo convoca dois tempos verbais. O <i>tu<\/i> e  o <i>v\u00f3s<\/i> saem do presente do indicativo menos o <b>s<\/b> final. As demais  pessoas, do presente do subjuntivo. Assim:  <\/p>\n<p>Presente do indicativo: <i>eu venho, tu vens, ele vem, n\u00f3s  vimos, v\u00f3s vindes, eles v\u00eam<\/i> Presente do subjuntivo: <i>que eu venha, tu venhas, ele  venha, n\u00f3s venhamos, v\u00f3s venhais, eles venham<\/i> Imperativo afirmativo: <i>vem tu, venha voc\u00ea, venhamos n\u00f3s,  vinde v\u00f3s, venham voc\u00eas.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>N\u00e3o, senhor<\/b>  <\/p>\n<p>O imperativo negativo sai todinho do presente do subjuntivo.  Assim: <i>n\u00e3o venhas tu, n\u00e3o venha voc\u00ea, n\u00e3o venhamos n\u00f3s, n\u00e3o venhais v\u00f3s, n\u00e3o  venham voc\u00eas.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>E da\u00ed?<\/b>  <\/p>\n<p>Sem a licen\u00e7a po\u00e9tica, o texto do TSE pode ter duas  reda\u00e7\u00f5es:  <\/p>\n<p>1. Sou brasileiro e mando um beijo pra ti. Vem pra  urna. 2. Sou brasileiro e mando um beijo pra voc\u00ea. Venha pra  urna.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adeus, Copa! Vem, elei\u00e7\u00e3o. Em outubro, os brasileiros v\u00e3o escolher presidente, governador, senador, deputado. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa. Todos devem participar. O Tribunal Superior Eleitoral entrou na disputa. Quer mobilizar os eleitores para que votem. Um dos protagonistas da campanha \u00e9 Carlinhos Brown. &#8220;Sou brasileiro e mando um beijo pra voc\u00ea. 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