{"id":9323,"date":"2014-04-16T00:00:00","date_gmt":"2014-04-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/festa_do_livro_e_da_leitura\/"},"modified":"2014-04-16T00:00:00","modified_gmt":"2014-04-16T03:00:00","slug":"festa_do_livro_e_da_leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/festa_do_livro_e_da_leitura\/","title":{"rendered":"Festa do livro e da leitura"},"content":{"rendered":"<div><b> <\/p>\n<p><\/b> <\/p>\n<p>A Bienal de Bras\u00edlia est\u00e1 a toda. Celebridades nacionais e estrangeiras  viraram gente de casa. N\u00e3o s\u00f3 romancistas e poetas, mas&nbsp;m\u00fasicos, palha\u00e7os e contadores de hist\u00f3rias  enchem audit\u00f3rios e fazem a festa. O verbo ler, claro, entrou em cartaz. Gente  grande e gente pequena o conjugam com desenvoltura.  <\/p>\n<p>Mas, na hora de escrever, pinta a d\u00favida. O respons\u00e1vel pelo n\u00f3 nos miolos \u00e9  o presente do indicativo. A quest\u00e3o: a reforma ortogr\u00e1fica alterou a grafia de  pessoas do verbinho sabido? A resposta: alterou. A 3\u00aa do plural do presente do  indicativo perdeu o acento. Ficou assim: <i>eu leio, ele l\u00ea, n\u00f3s lemos, eles  leem.<\/i><b>  <\/p>\n<p>Companhia<\/b>  <\/p>\n<p>Sem o chap\u00e9u, ler ficou mais leve. Outros verbos lhe fizeram  companhia. \u00c9 o caso de <i>ver, crer<\/i> e <i>dar<\/i>. O quarteto joga no mesmo  time. Quanto aparece o hiato eem, o acento n\u00e3o tem vez. X\u00f4! Assim:  <i>eu vejo, ele v\u00ea, n\u00f3s vemos, eles veem; eu creio ele cr\u00ea, n\u00f3s cremos, eles  creem; que eu d\u00ea, ele d\u00ea, n\u00f3s demos, eles deem.<\/i><b>  <\/p>\n<p>Filhotes<\/b>  <\/p>\n<p>Os derivados n\u00e3o t\u00eam alternativa. Seguem os paiz\u00f5es sem pestanejar: <i>eles  reveem, preveem, releem, descreem.<\/i><b>  <\/p>\n<p>Sem confus\u00e3o<\/b>  <\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o, marinheiros de poucas viagens. Parecido n\u00e3o \u00e9 igual. Mas confunde. O  tumulto tem tudo a ver com a semelhan\u00e7a. S\u00e3o todos verbos pequeninos, com uma s\u00f3  s\u00edlaba. Mas eles se dividem em dois grupos. O primeiro tem quatro membros (ler,  ver, crer e dar). O segundo, dois (ter e vir).  <\/p>\n<p>O primeiro est\u00e1 no papo e na ponta da l\u00edngua. A 3\u00aa pessoa do plural termina  com o hiato &#8211;<i>eem<\/i> (eles veem, creem, leem, deem). O segundo dispensa a  dose dupla. Tem s\u00f3 um <i>e<\/i>. Mas mant\u00e9m o chapeuzinho: <i>eu tenho, ele tem, n\u00f3s temos, eles t\u00eam;  <\/i>eu venho, ele vem, n\u00f3s vimos, eles v\u00eam.<b><\/b><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bienal de Bras\u00edlia est\u00e1 a toda. Celebridades nacionais e estrangeiras viraram gente de casa. N\u00e3o s\u00f3 romancistas e poetas, mas&nbsp;m\u00fasicos, palha\u00e7os e contadores de hist\u00f3rias enchem audit\u00f3rios e fazem a festa. O verbo ler, claro, entrou em cartaz. Gente grande e gente pequena o conjugam com desenvoltura. Mas, na hora de escrever, pinta a d\u00favida. O respons\u00e1vel pelo n\u00f3 nos miolos \u00e9 o presente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9323","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9323\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}