{"id":9331,"date":"2014-04-17T00:00:00","date_gmt":"2014-04-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunho-27\/"},"modified":"2014-04-17T00:00:00","modified_gmt":"2014-04-17T03:00:00","slug":"rascunho-27","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunho-27\/","title":{"rendered":"rascunho"},"content":{"rendered":"<p><b> Ler e ler<\/b> &#8220;Os homens n\u00e3o sabem ler. Aplicam a um poema o mesmo processo que aplicam a  an\u00fancios de jornal ou a not\u00edcias de propaganda pol\u00edtica: contentam-se com o  sentido superficial das palavras, sem explorar a inten\u00e7\u00e3o de quem fala.  Confundem duas coisas que est\u00e3o juntas em cada palavra falada ou escrita: a  express\u00e3o e a inten\u00e7\u00e3o.&#8221; (Otto Maria Carpeaux)<b> Leitor pergunta<\/b> Sei que a coluna j\u00e1 tratou do assunto. Mas a d\u00favida assaltou meus filhos.  Tentei bancar o professor. N\u00e3o deu. Pode repetir a hist\u00f3ria do porqu\u00ea dos  porqu\u00eas?<b> Cam\u00e9lia Ara\u00fajo, Arax\u00e1<\/b> Leitor manda. N\u00e3o pede. A d\u00favida da mo\u00e7ada \u00e9 de jornalistas, advogados &amp;  cia. N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o hesite na hora de escrever uma forma ou outra. Muitos  chutam. Mas, como a l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 loteria, a Lei de Murphy entra em vigor. O que  pode dar errado d\u00e1. Melhor n\u00e3o correr riscos. Eis as manhas da caprichosa  criatura. Use:<b> Por que<\/b> 1. nas perguntas: <i>Por que os professores estimulam a leitura? Por que a  evas\u00e3o escolar \u00e9 alta no Brasil?<\/i>  2. nos enunciados em que \u00e9 substitu\u00edvel por &#8220;a raz\u00e3o pela qual&#8221;: <i>\u00c9 bom  saber por que (a raz\u00e3o pela qual) os professores estimulam a leitura. Explique  por que (a raz\u00e3o pela qual) a evas\u00e3o escolar \u00e9 alta no Brasil. <\/i><b> Por qu\u00ea<\/b> A dupla com chap\u00e9u s\u00f3 tem vez quando o quezinho for a \u00faltima \u2014 a \u00faltima mesmo  \u2014 palavra da frase. Por qu\u00ea? Ele \u00e9 \u00e1tono. No fim do enunciado, torna-se t\u00f4nico.  O acento lhe d\u00e1 a for\u00e7a: <i>Os professores estimulam a leitura por qu\u00ea? A evas\u00e3o  escolar continua alta, mas poucos sabem por qu\u00ea. Que tal descobrir por  qu\u00ea?<\/i><b> Porque<\/b> Com essa cara, juntinho, sem len\u00e7o nem documento, <i>porque<\/i> \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o  causal ou explicativa: <i>Os professores estimulam a leitura porque bons textos  enriquecem o vocabul\u00e1rio. A evas\u00e3o escolar \u00e9 alta porque muitas crian\u00e7as  trabalham em vez de ir \u00e0 aula. <\/i><b> Porqu\u00ea<\/b> Assim, coladinho e com chap\u00e9u, o porqu\u00ea torna-se substantivo. Para mudar de  classe, precisa da companhia do artigo ou de pronome: <i>Explicou o porqu\u00ea da  evas\u00e3o escolar. Certos porqu\u00eas quebram a cabe\u00e7a da gente. Esse porqu\u00ea se inspira  em outro porqu\u00ea.<\/i> Resumo da \u00f3pera: n\u00e3o h\u00e1 por que temer os porqu\u00eas. Quem entendeu a li\u00e7\u00e3o sabe  por qu\u00ea. .   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ler e ler &#8220;Os homens n\u00e3o sabem ler. Aplicam a um poema o mesmo processo que aplicam a an\u00fancios de jornal ou a not\u00edcias de propaganda pol\u00edtica: contentam-se com o sentido superficial das palavras, sem explorar a inten\u00e7\u00e3o de quem fala. Confundem duas coisas que est\u00e3o juntas em cada palavra falada ou escrita: a express\u00e3o e a inten\u00e7\u00e3o.&#8221; (Otto Maria Carpeaux) Leitor pergunta Sei que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9331","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9331"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9331\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}