{"id":9333,"date":"2014-04-17T07:00:00","date_gmt":"2014-04-17T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/leitor_pergunta-232\/"},"modified":"2015-11-13T10:18:04","modified_gmt":"2015-11-13T12:18:04","slug":"leitor_pergunta-232","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/leitor_pergunta-232\/","title":{"rendered":"Leitor pergunta"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>O porqu\u00ea dos porqu\u00eas <\/p>\n<p>Sei que o blogue j\u00e1 tratou do assunto. Mas a d\u00favida assaltou meus filhos.  Tentei bancar o professor. N\u00e3o deu. Pode repetir a hist\u00f3ria do porqu\u00ea dos  porqu\u00eas? (Cam\u00e9lia Ara\u00fajo) <\/p>\n<p><b>  <\/p>\n<p><\/b> Leitor manda. N\u00e3o pede. A d\u00favida da mo\u00e7ada \u00e9 de jornalistas, advogados &amp;  cia. N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o hesite na hora de escrever uma forma ou outra. Muitos  chutam. Mas, como a l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 loteria, a Lei de Murphy entra em vigor. O que  pode dar errado d\u00e1. Melhor n\u00e3o correr riscos. Eis as manhas da caprichosa  criatura. Use:<b>  <\/p>\n<p>Por que<\/b>  <\/p>\n<p>1. nas perguntas: <i>Por que os professores estimulam a leitura? Por que a  evas\u00e3o escolar \u00e9 alta no Brasil?<\/i>   <\/p>\n<p>2. nos enunciados em que \u00e9 substitu\u00edvel por &#8220;a raz\u00e3o pela qual&#8221;: <i>\u00c9 bom  saber por que (a raz\u00e3o pela qual) os professores estimulam a leitura. Explique  por que (a raz\u00e3o pela qual) a evas\u00e3o escolar \u00e9 alta no Brasil. <\/i><b>  <\/p>\n<p>Por qu\u00ea<\/b>  <\/p>\n<p>A dupla com chap\u00e9u s\u00f3 tem vez quando o quezinho for a \u00faltima \u2014 a \u00faltima mesmo  \u2014 palavra da frase. Por qu\u00ea? Ele \u00e9 \u00e1tono. No fim do enunciado, torna-se t\u00f4nico.  O acento lhe d\u00e1 a for\u00e7a: <i>Os professores estimulam a leitura por qu\u00ea? A evas\u00e3o  escolar continua alta, mas poucos sabem por qu\u00ea. Que tal descobrir por  qu\u00ea?<\/i><b>  <\/p>\n<p>Porque<\/b>  <\/p>\n<p>Com essa cara, juntinho, sem len\u00e7o nem documento, <i>porque<\/i> \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o  causal ou explicativa: <i>Os professores estimulam a leitura porque bons textos  enriquecem o vocabul\u00e1rio. A evas\u00e3o escolar \u00e9 alta porque muitas crian\u00e7as  trabalham em vez de ir \u00e0 aula. <\/i><b>  <\/p>\n<p>Porqu\u00ea<\/b>  <\/p>\n<p>Assim, coladinho e com chap\u00e9u, o porqu\u00ea torna-se substantivo. Para mudar de  classe, precisa da companhia do artigo ou de pronome: <i>Explicou o porqu\u00ea da  evas\u00e3o escolar. Certos porqu\u00eas quebram a cabe\u00e7a da gente. Esse porqu\u00ea se inspira  em outro porqu\u00ea.<\/i>  <\/p>\n<p>Resumo da \u00f3pera: n\u00e3o h\u00e1 por que temer os porqu\u00eas. Quem entendeu a li\u00e7\u00e3o sabe  por qu\u00ea.  <\/p>\n<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O porqu\u00ea dos porqu\u00eas Sei que o blogue j\u00e1 tratou do assunto. Mas a d\u00favida assaltou meus filhos. Tentei bancar o professor. N\u00e3o deu. Pode repetir a hist\u00f3ria do porqu\u00ea dos porqu\u00eas? (Cam\u00e9lia Ara\u00fajo) Leitor manda. N\u00e3o pede. A d\u00favida da mo\u00e7ada \u00e9 de jornalistas, advogados &amp; cia. N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o hesite na hora de escrever uma forma ou outra. Muitos chutam. 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