{"id":1584,"date":"2024-02-02T15:30:24","date_gmt":"2024-02-02T18:30:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=1584"},"modified":"2024-02-02T15:38:29","modified_gmt":"2024-02-02T18:38:29","slug":"apagao-sexual-mesmo-com-mais-liberdades-geracao-z-esta-transando-menos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/apagao-sexual-mesmo-com-mais-liberdades-geracao-z-esta-transando-menos\/","title":{"rendered":"&#8220;Apag\u00e3o sexual&#8221;? Mesmo com mais liberdades, gera\u00e7\u00e3o Z est\u00e1 transando menos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1061 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2022\/08\/young-woman-sleeping-while-her-boyfriend-using-smartphone-in-bed-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"395\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2022\/08\/young-woman-sleeping-while-her-boyfriend-using-smartphone-in-bed-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2022\/08\/young-woman-sleeping-while-her-boyfriend-using-smartphone-in-bed-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2022\/08\/young-woman-sleeping-while-her-boyfriend-using-smartphone-in-bed-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2022\/08\/young-woman-sleeping-while-her-boyfriend-using-smartphone-in-bed-1440x960.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2022\/08\/young-woman-sleeping-while-her-boyfriend-using-smartphone-in-bed-800x533.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2022\/08\/young-woman-sleeping-while-her-boyfriend-using-smartphone-in-bed-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2022\/08\/young-woman-sleeping-while-her-boyfriend-using-smartphone-in-bed-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A gera\u00e7\u00e3o Z \u2014 aquela nascida entre 1995 e 2010 \u2014 pode ser considerada uma das mais livre em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade. Isso porque, as informa\u00e7\u00f5es sobre sexo e prazer nunca foram t\u00e3o fartas. Crescendo junto com as redes sociais e dos aplicativos de namoro, essa parcela da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem uma maior praticidade na hora de encontrar algu\u00e9m para se relacionar. Mesmo assim, estudos e pesquisadores afirmam que os jovens de hoje est\u00e3o transando menos do que as gera\u00e7\u00f5es anteriores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um estudo brit\u00e2nico avaliou que em 1990 os casais faziam sexo em m\u00e9dia,\u00a0 cinco vezes por m\u00eas. Em 2000, o n\u00famero passou para quatro vezes, e em 2010 para tr\u00eas vezes por m\u00eas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma pesquisa sobre gera\u00e7\u00f5es, a <em>IGen<\/em>, feita pela psic\u00f3loga <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">norte-americana<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400\">Jean W. Twenge refor\u00e7a que os jovens da gera\u00e7\u00e3o Z t\u00eam menos intera\u00e7\u00e3o sexual que os millennials e que seus pr\u00f3prios av\u00f3s, quando tinham a mesma idade. Segundo o levantamento, os membros da gera\u00e7\u00e3o X, nascidos nos anos 1970, relataram uma m\u00e9dia de 10,05 parceiros sexuais ao longo da vida, ao mesmo tempo que os membros da gera\u00e7\u00e3o Z afirmaram ter feito sexo com 5,29 parceiros ao longo da vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mostrando as mesmas mudan\u00e7as, um estudo realizado em 2020, pelo Instituto Karolinska na Su\u00e9cia \u2014 em parceria com a Universidade de Indiana \u2014 com 9.500 pessoas concluiu que 30,9 % dos rapazes entre 18 a 24 anos n\u00e3o fizeram sexo nos \u00faltimos doze meses, antes da entrevista. Isso significa que um em cada 3 n\u00e3o praticaram sexo em um per\u00edodo de um ano. Em 2002, num estudo conduzido pelo mesmo instituto de pesquisa, a abstin\u00eancia sexual entre os rapazes era de 18,9%. Entre as meninas, a abstin\u00eancia saltou de 15,1% em 2002 para 19,15% em 2018.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O \u201capag\u00e3o sexual\u201d, descrito por alguns especialistas, \u00e9 tamb\u00e9m ilustrado na queda da gravidez na adolesc\u00eancia no Brasil. Segundo levantamento publicado em 2017, realizado pelo Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Sobre Nascidos Vivos (Sinasc), de 2004 a 2015 houve uma queda de 17% na taxa de natalidade de m\u00e3es entre 10 e 19 anos.\u00a0 A pesquisa associou a queda de nascimento com a diminui\u00e7\u00e3o da atividade sexual.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><strong>Mas, por que a gera\u00e7\u00e3o com maior acesso a informa\u00e7\u00e3o e relacionamentos casuais parece n\u00e3o est\u00e1 aproveitando?<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Autores que estudam o tema, defendem que o excesso de pornografia e a erotiza\u00e7\u00e3o resultam em uma habitua\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo sexual. Ou seja: as pessoas veem tanto, que ficam um pouco insens\u00edveis com o tema.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A sex\u00f3loga Lu\u00edsa Miranda avalia que a Gera\u00e7\u00e3o Z recebe muitos est\u00edmulos digitais, e a realidade pode ser um pouco frustrante comparada ao mundo on-line. \u201cViver a realidade passou a ser pouco estimulante e muito frustrante, porque viver a realidade significa entender que n\u00e3o temos controle sobre muitas coisas, incluindo frustra\u00e7\u00f5es e decep\u00e7\u00f5es amorosas e sexuais.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cDiferente da realidade, a vida virtual, incluindo a pornografia, proporciona por sua vez, mais controle, o que tende a diminuir a ansiedade e inseguran\u00e7as. Em frente da tela a pessoa \u00e9 quem quiser e n\u00e3o \u00e9 julgado por isso. Na realidade, as consequ\u00eancias sociais podem ser in\u00fameras quando n\u00e3o se \u00e9 &#8220;adequado&#8221; socialmente. E com toda essa pressa de recompensa imediata,\u00a0 atrav\u00e9s da dopamina, se relacionar pessoalmente pode ser menos recompensador do que buscar outras recompensas, por exemplo\u201d, acrescenta a profissional, sobre as frustra\u00e7\u00f5es de uma realidade diferente que o ideal que a tecnologia proporciona.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A sex\u00f3loga traz outro ponto, a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre um sexo prazeroso e seguro para todos os envolvidos. \u201cA educa\u00e7\u00e3o nos leva a ter consci\u00eancia e falar sobre conscientiza\u00e7\u00e3o e prazer \u00e9 algo relativamente delicado, apesar de n\u00e3o parecer. Infelizmente prazer no sexo de uma forma consciente e presente n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum como pensamos, porque envolve outras camadas que envolvem abusos, culpa, acolhimento, redescoberta, empoderamento, voz\u201d, avalia a sex\u00f3loga.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A gera\u00e7\u00e3o Z \u2014 aquela nascida entre 1995 e 2010 \u2014 pode ser considerada uma das mais livre em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade. Isso porque, as informa\u00e7\u00f5es sobre sexo e prazer nunca foram t\u00e3o fartas. 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