{"id":1982,"date":"2025-05-11T09:00:27","date_gmt":"2025-05-11T12:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=1982"},"modified":"2025-05-09T11:24:44","modified_gmt":"2025-05-09T14:24:44","slug":"mae-nao-deixa-de-ser-mulher-sexualidade-e-prazer-na-maternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/mae-nao-deixa-de-ser-mulher-sexualidade-e-prazer-na-maternidade\/","title":{"rendered":"M\u00e3e n\u00e3o deixa de ser mulher: sexualidade e prazer na maternidade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao ter um filho, muitas mulheres podem se sentir pressionadas a negligenciar a pr\u00f3pria sexualidade e performar apenas a maternidade. Neste dia das m\u00e3es (11\/5), vale lembrar que, para al\u00e9m de genitoras, essas figuras presentes na vida de quase todas as pessoas s\u00e3o indiv\u00edduos com desejos, sonhos, vontades e receios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a sex\u00f3loga e psic\u00f3loga Alessandra Ara\u00fajo, a maternidade provoca mudan\u00e7as profundas na percep\u00e7\u00e3o da sexualidade feminina, tanto no n\u00edvel f\u00edsico quanto emocional. Fisiologicamente, o corpo passa por altera\u00e7\u00f5es hormonais intensas \u2014 como a queda de estrog\u00eanio e o aumento da prolactina \u2014 que podem reduzir a libido, causar ressecamento vaginal e afetar a resposta sexual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Emocionalmente, muitas mulheres passam a enxergar seus corpos, prioritariamente como instrumentos de cuidado e nutri\u00e7\u00e3o, o que pode obscurecer temporariamente a dimens\u00e3o er\u00f3tica, de acordo com Alessandra. \u201cAl\u00e9m disso, a sobrecarga mental, o cansa\u00e7o e as exig\u00eancias do cuidado com o beb\u00ea influenciam diretamente no desejo sexual\u201d, acrescenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conciliar o papel de m\u00e3e com o desejo e a express\u00e3o sexual \u00e9 um desafio multifatorial. \u201cAs mulheres enfrentam n\u00e3o apenas mudan\u00e7as internas, mas tamb\u00e9m press\u00f5es culturais que idealizam a maternidade como um estado de abnega\u00e7\u00e3o\u201d, destaca Alessandra, que exemplifica os sentimentos de culpa ao desejar prazer, medo de julgamento e a invisibiliza\u00e7\u00e3o do desejo feminino ap\u00f3s o parto. \u201cA sexualidade, que j\u00e1 \u00e9 atravessada por tabus sociais, torna-se ainda mais silenciada nesse novo contexto.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pensando nisso, o <strong>Blog Daquilo<\/strong> separou quatro relatos de mulheres que vivenciam a maternidade e, ao mesmo tempo, lidam com as nuances da sexualidade. No fim da mat\u00e9ria, confira dicas da especialista para o gerenciamento dessas \u00e1reas igualmente importantes para as mulheres.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><strong>M\u00e3e em tempo integral<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Aos 55 anos, Scheila de Aguilar \u00e9 servidora p\u00fablica e m\u00e3e de dois homens j\u00e1 adultos. Formada em direito, relata que sua vida sexual mudou com a maternidade: \u201cAp\u00f3s o nascimento dos meus filhos eu sentia muito cansa\u00e7o e falta de energia, o que impactava na vida sexual. Al\u00e9m disso, meu foco era completamente direcionado para os filhos pequenos. Como se n\u00e3o bastasse, o corpo sofre mudan\u00e7as f\u00edsicas e hormonais. N\u00e3o me sentia bonita ou atrativa sexualmente.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar de n\u00e3o perceber uma cobran\u00e7a social sobre a sexualidade, Scheila destaca que sua gera\u00e7\u00e3o enxerga m\u00e3es como menos mulheres. \u201cAs m\u00e3es devem se dedicar aos filhos, assim fomos educadas. Acho que as pr\u00f3prias mulheres da minha gera\u00e7\u00e3o se cobram muito. Querem ser m\u00e3es perfeitas e para isso abrem m\u00e3o de muitas coisas, inclusive da pr\u00f3pria sexualidade\u201d, reflete.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">A servidora p\u00fablica acredita que a mudan\u00e7a est\u00e1 na forma de cria\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es de mulheres.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400\"> \u201cDevemos entender que ap\u00f3s a maternidade n\u00e3o deixamos de ser a mulher que \u00e9ramos antes. N\u00e3o sentir culpa por ter desejo \u00e9 um \u00f3timo come\u00e7o. N\u00e3o sentir culpa por n\u00e3o querer ser somente m\u00e3e. Entendo que devemos buscar uma educa\u00e7\u00e3o mais livre, sem tanta culpa e sem procurar a perfei\u00e7\u00e3o. Somos humanas e temos desejos antes e depois da maternidade.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>Depress\u00e3o p\u00f3s-parto<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A cirurgi\u00e3 dentista Fabiana Mesquita, de 45 anos, enfrentou a depress\u00e3o p\u00f3s-parto por um ano ap\u00f3s o nascimento do primeiro filho. Ela se isolou, n\u00e3o se achava atraente e se sentia culpada por n\u00e3o conseguir amamentar \u2013 o que era um sonho para ela. \u201cN\u00e3o conseguia voltar para o trabalho, n\u00e3o conseguia estar presente como m\u00e3e e n\u00e3o era mais mulher.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao tratar a quest\u00e3o com especialistas, Fabiana entendeu que depositou uma expectativa fantasiosa na maternidade. \u201cEsqueci de mim! Das minhas vontades como mulher e como profissional. Minha sexualidade ficou guardada em algum &#8220;potinho&#8221; no arm\u00e1rio por todo esse tempo. Minha cabe\u00e7a e meu corpo estavam ocupados em fazer tudo dar certo e superar as expectativas de todos ao meu redor, inclusive as minhas\u201d, relata.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Fabiana se olhava no espelho, mas a garota bonita da escola n\u00e3o estava mais l\u00e1. \u201cA pessoa engra\u00e7ada e sensual, divertida e animada, eu n\u00e3o encontrava mais.\u201d Entre madrugadas em claro, choros, preocupa\u00e7\u00f5es e a necessidade de vigia para que o beb\u00ea n\u00e3o se engasgasse com refluxo oculto grave, Fabiana n\u00e3o tinha tempo para pensar em sexualidade ou vida \u00edntima. \u201cFoi assim que passamos a n\u00e3o ligar para um filho dormindo entre a gente todas as noites\u201d, conta sobre a din\u00e2mica com o marido.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cReceber aten\u00e7\u00e3o como mulher ou poder me dar essa aten\u00e7\u00e3o em alguns momentos da rotina de m\u00e3e j\u00e1 traria de volta o desejo sem culpa\u201d, pontua. A dentista destaca, ainda, que viveu na pele o desejo desenfreado de uma adolesc\u00eancia machista, quando as meninas se continham e os meninos podiam tudo, e tenta educar os dois filhos de forma que entendam tal quest\u00e3o social.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><strong>Mudan\u00e7as f\u00edsicas<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Gabriela Ferreira, 32 anos, \u00e9 gerente de contas, m\u00e3e de duas menininhas e narra que, antes da maternidade era muito mais confort\u00e1vel estar nua com algu\u00e9m. Com as marcas de ces\u00e1rea, celulite, e o peito p\u00f3s-amamenta\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m surgiram receios.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cN\u00e3o me sentia bem para usar uma lingerie, a calcinha dobra debaixo da cicatriz da ces\u00e1rea, fica sobrando aquele pedacinho de barriga, o peito cai e o decote n\u00e3o fica legal. Nunca foi falta de desejo, mas o corpo que eu enxergo ainda n\u00e3o \u00e9 um corpo que eu me sinto confort\u00e1vel.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Gabriela, a m\u00e3e sempre acaba sendo a parte da rela\u00e7\u00e3o mais afetada, em compara\u00e7\u00e3o com o pai: \u201cSinto que a sociedade espera que a m\u00e3e seja uma santa, que ela s\u00f3 tenha transado para ter os filhos e depois acabe com isso.\u201d A gerente de contas nota que os genitores masculinos n\u00e3o s\u00e3o mal vistos socialmente quando exploram a sexualidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com uma filha que apresenta problemas de sono, a intimidade do casal acabou ficando de lado \u2013 levou quatro anos at\u00e9 que a menina conseguisse dormir sozinha. Mesmo com uma rede de apoio, Gabriela e o marido preferiam investir em momentos de lazer quando sozinhos, at\u00e9 por conta do cansa\u00e7o. \u201cUm parceiro que te chame para sair, te elogie, presenteie, ajude em casa e tenha estabilidade \u00e9 muito importante. Para a mulher \u00e9 muito f\u00e1cil de se comparar. Para n\u00f3s, o sexo come\u00e7a muito antes \u2013 na cabe\u00e7a, n\u00e3o no corpo\u201d, opina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embora as filhas ainda sejam crian\u00e7as, Gabriela as alerta que, caso se sintam desconfort\u00e1veis com algum toque f\u00edsico \u2013 principalmente nas partes \u00edntimas \u2013, falem com a fam\u00edlia. \u201cSuas partes \u00edntimas s\u00e3o suas, ningu\u00e9m pode pegar, voc\u00ea n\u00e3o pode pegar de ningu\u00e9m.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><strong>Um nen\u00e9m aos 20 anos\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">H\u00e1 nove meses, Giovanna Santana, 24 anos, deu \u00e0 luz ao pequeno Miguel. Uma gravidez aos 20 anos j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil por si s\u00f3, e Giovanna ainda enfrentou as mudan\u00e7as corporais ap\u00f3s um parto normal. Para ela, a sensa\u00e7\u00e3o do sexo foi dolorida e desagrad\u00e1vel, como se fosse a primeira vez que estivesse\u00a0experienciando rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cA barriga fica fl\u00e1cida, as estrias causam uma inseguran\u00e7a, n\u00e3o parece que meu parceiro vai sentir tes\u00e3o\u201d, relata. Ao se tornar m\u00e3e, Giovanna percebeu que a sociedade espera que ela deixe de lado a sexualidade. \u201cEu mesma me senti suja, como se estivesse fazendo algo errado e com uma sensa\u00e7\u00e3o de que meu corpo n\u00e3o \u00e9 meu nem do meu parceiro, \u00e9 do meu filho.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A rec\u00e9m-mam\u00e3e ainda n\u00e3o encontrou uma forma de conciliar a maternidade e a vida \u00edntima. Por enquanto, a prioridade de Giovanna tem sido o nen\u00e9m, e ela raramente pensa sobre sexo. \u201cMas tentamos criar noites em que ficamos sozinhos, quando o beb\u00ea dorme, para nos lembrar que ainda somos um casal\u201d, acrescenta.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><strong>Psicologia e a sexualidade<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A especialista ressalta que o puerp\u00e9rio (per\u00edodo p\u00f3s-parto) \u00e9 uma fase sens\u00edvel, marcada por intensas reconfigura\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas, mesmo em casos de perda gestacional ou neonatal. Alessandra, que \u00e9 m\u00e3e de anjo, explica que o luto imobiliza a mulher em m\u00faltiplas dimens\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A sex\u00f3loga sugere a compreens\u00e3o psicoterap\u00eautica de que o desejo sexual \u00e9 parte da sa\u00fade emocional e n\u00e3o precisa ser sacrificado em nome da maternidade. Entre as estrat\u00e9gias para reconectar-se com o corpo er\u00f3tico ap\u00f3s a maternidade, Alessandra exemplifica o autoconhecimento corporal, a reconstru\u00e7\u00e3o da imagem corporal sem press\u00f5es est\u00e9ticas, e a retomada gradual da intimidade afetiva, sem focar unicamente no ato sexual.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cTrabalhar a autoerotiza\u00e7\u00e3o como um gesto de cuidado, n\u00e3o apenas como pr\u00e1tica sexual, pode ser terap\u00eautico. Al\u00e9m disso, incluir o(a) parceiro(a) neste processo, com di\u00e1logo aberto e emp\u00e1tico, favorece a reconstru\u00e7\u00e3o da intimidade conjugal com respeito aos ritmos de ambos\u201d, indica. Confira dicas da especialista:\u00a0<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Reconhe\u00e7a seu novo corpo com acolhimento<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Seu corpo mudou \u2014 e isso \u00e9 natural. Em vez de pressionar-se para \u201cvoltar a ser como antes\u201d, permita-se descobrir quem voc\u00ea \u00e9 agora. Olhe-se no espelho com gentileza, explore novas sensa\u00e7\u00f5es e perceba que o erotismo pode se expressar de formas diferentes ap\u00f3s a maternidade.<\/span><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Retome o toque sem pressa<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A intimidade n\u00e3o precisa come\u00e7ar pelo sexo. Trocas de afeto, massagens, car\u00edcias e abra\u00e7os longos ajudam a reaproximar o casal. O corpo precisa sentir-se seguro e desejado para reencontrar o prazer.<\/span><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> D\u00ea espa\u00e7o ao desejo \u2014 mesmo em meio ao cansa\u00e7o<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O cansa\u00e7o real e emocional \u00e9 grande, mas buscar pequenos momentos de reconex\u00e3o pode fazer diferen\u00e7a. Pode ser um banho mais demorado, uma m\u00fasica que desperte sensa\u00e7\u00f5es, ou uma fantasia mental que alimente seu imagin\u00e1rio er\u00f3tico.<\/span><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Converse com seu(sua) parceiro(a)<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Falar sobre o que est\u00e1 sentindo, sem medo ou vergonha, fortalece o v\u00ednculo. O di\u00e1logo sexual \u00e9 t\u00e3o importante quanto o toque. Nomear emo\u00e7\u00f5es, limites e vontades abre espa\u00e7o para intimidade emocional e f\u00edsica.<\/span><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Redefina o que \u00e9 \u201csexo\u201d<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O retorno \u00e0 vida sexual n\u00e3o precisa seguir o modelo anterior. Pode incluir novas formas de prazer, com ou sem penetra\u00e7\u00e3o. Redefinir o que \u00e9 sexo para voc\u00ea nesse momento \u00e9 libertador e respeita seus ritmos.<\/span><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Cuide da sa\u00fade \u00edntima<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Procure seu ginecologista para avaliar quest\u00f5es f\u00edsicas como lubrifica\u00e7\u00e3o, dor ou desconforto. Em muitos casos, um simples cuidado hormonal ou o uso de lubrificantes podem fazer toda a diferen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Busque apoio psicol\u00f3gico, se necess\u00e1rio<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A maternidade pode trazer \u00e0 tona conflitos com a identidade, autoestima e hist\u00f3ria pessoal. A psicoterapia \u00e9 um espa\u00e7o potente para elaborar essas quest\u00f5es e reconectar-se com seu desejo de forma mais livre e consciente.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao ter um filho, muitas mulheres podem se sentir pressionadas a negligenciar a pr\u00f3pria sexualidade e performar apenas a maternidade. Neste dia das m\u00e3es (11\/5), vale lembrar que, para al\u00e9m de genitoras, essas figuras presentes na vida de quase todas as pessoas s\u00e3o indiv\u00edduos com desejos, sonhos, vontades e receios. 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