{"id":2487,"date":"2025-12-17T13:03:21","date_gmt":"2025-12-17T16:03:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=2487"},"modified":"2025-12-17T13:04:13","modified_gmt":"2025-12-17T16:04:13","slug":"guia-do-squirt-o-que-e-a-ejaculacao-feminina-e-como-atingir-o-esguicho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/guia-do-squirt-o-que-e-a-ejaculacao-feminina-e-como-atingir-o-esguicho\/","title":{"rendered":"Guia do squirt: o que \u00e9 a ejacula\u00e7\u00e3o feminina e como atingir o esguicho"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Na hora em que acontece, a rea\u00e7\u00e3o costuma misturar surpresa e constrangimento. Para muitas mulheres, o squirt n\u00e3o vem acompanhado de euforia perform\u00e1tica, mas de um sil\u00eancio espantado, risos nervosos ou at\u00e9 do reconhecimento do pr\u00f3prio corpo em um territ\u00f3rio pouco falado. Para entender melhor como atingi-lo, o que facilita e se todas as mulheres podem ter, o Blog Daquilo conversou com a m\u00e9dica ginecologista Jessica Lucena Wolff. Confira:<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Poucas pesquisas\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embora reconhecido na medicina como uma resposta fisiol\u00f3gica real, o squirt ainda n\u00e3o \u00e9 completamente compreendido \u2014 especialmente porque h\u00e1 grande varia\u00e7\u00e3o entre mulheres, dificuldade de padronizar estudos e confus\u00e3o hist\u00f3rica entre squirt e ejacula\u00e7\u00e3o feminina.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a especialista, muitos autores chegaram a um consenso para descrever o esguicho: \u201cUma expuls\u00e3o involunt\u00e1ria de grande volume de l\u00edquido pela uretra durante excita\u00e7\u00e3o sexual, com mecanismos que podem envolver a bexiga e, em menor grau, secre\u00e7\u00f5es parauretrais.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Toda mulher consegue atingir?\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cVaria de pessoa para pessoa\u201d, resume a ginecologista. \u201cAlgumas mulheres relatam com frequ\u00eancia; outras nunca vivenciam.\u201d A variabilidade individual pode ser ditada por anatomia, neurofisiologia, ou contexto sexual e emocional. Vale ressaltar que a aus\u00eancia do squirt n\u00e3o significa disfun\u00e7\u00e3o e nem um sexo melhor ou pior.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo que n\u00e3o exista um marcador anat\u00f4mico \u00fanico e definitivo, Jessica explica que a estrutura vaginal pode dificultar ou facilitar a resposta. \u201cEstruturas do complexo clit\u00f3ris\u2013uretra\u2013parede vaginal anterior e as gl\u00e2ndulas parauretrais (gl\u00e2ndulas de Skene, \u00e0s vezes chamadas de \u201cpr\u00f3stata feminina\u201d) entram nas hip\u00f3teses para explicar por que algumas mulheres t\u00eam mais facilidade do que outras\u201d, esclarece.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Quero tentar, por onde come\u00e7o?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00edvel de excita\u00e7\u00e3o, estimula\u00e7\u00e3o adequada e condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a\/relaxamento contemplam a chegada at\u00e9 o squirt. Sem um manual universal, a especialista aponta que a t\u00e9cnica depende do autoconhecimento corporal de identificar est\u00edmulos prazerosos. \u201cPress\u00e3o por performance costuma atrapalhar\u201d, acrescenta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em termos descritivos, relatos e revis\u00f5es associam maior chance de esguicho com a combina\u00e7\u00e3o de alguns fatores: estimula\u00e7\u00e3o do clit\u00f3ris (externa e\/ou do complexo interno), estimula\u00e7\u00e3o da parede vaginal anterior\/\u00e1rea periuretral, excita\u00e7\u00e3o progressiva com tempo, lubrifica\u00e7\u00e3o e relaxamento do assoalho p\u00e9lvico (sem \u201cfor\u00e7ar\u201d).\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Orgasmo e squirt<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nem sempre o squirt acompanha o orgasmo. Conforme Jessica, o esguicho pode acontecer antes, durante ou depois do \u00e1pice. \u201cA medicina sexual descreve essa dissocia\u00e7\u00e3o como poss\u00edvel e relativamente comum\u201d, aponta. Vale lembrar que muitas t\u00eam o orgasmo sem o squirt.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Ponto G\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Existe ainda uma forte rela\u00e7\u00e3o popular entre o ponto G e o squirt. No entanto, a ginecologista disserta que a ideia do local como uma estrutura anat\u00f4mica \u00fanica, bem delimitada e igual em todas as mulheres n\u00e3o \u00e9 comprovada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cRevis\u00f5es sistem\u00e1ticas mostram falta de concord\u00e2ncia entre estudos sobre exist\u00eancia, localiza\u00e7\u00e3o e natureza do chamado G-spot\u201d, afirma. \u201cHoje, muitos especialistas preferem explicar como uma zona de maior sensibilidade na parede anterior relacionada ao complexo clit\u00f3ris-uretra-vagina, e n\u00e3o como um \u2018bot\u00e3o universal\u2019.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Ejacula\u00e7\u00e3o feminina, urina ou mistura?\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O l\u00edquido expelido no ato pode gerar confus\u00e3o. Jessica detalha que os melhores estudos com ultrassom e an\u00e1lise bioqu\u00edmica sugerem que, no squirting (especialmente quando h\u00e1 grande volume), o l\u00edquido vem principalmente da bexiga, com composi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 urina (por exemplo, presen\u00e7a de ureia\/creatinina), podendo haver mistura vari\u00e1vel com secre\u00e7\u00f5es parauretrais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Paralelamente, a ejacula\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 descrita como um fen\u00f4meno de pequeno volume, mais associado \u00e0s gl\u00e2ndulas de Skene e componentes como PSA (Ant\u00edgeno Prost\u00e1tico Espec\u00edfico) \u2014 prote\u00edna produzida pela pr\u00f3stata (nas mulheres, as gl\u00e2ndulas de Skene). Basicamente, a diferen\u00e7a entre os dois fen\u00f4menos \u00e9 de onde o l\u00edquido \u00e9 expelido. \u201cOu seja, s\u00e3o eventos que podem ser relacionados, mas n\u00e3o necessariamente id\u00eanticos\u201d, completa a especialista.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Nunca expeli l\u00edquidos, posso aprender?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Questionada se mulheres que nunca tiveram squirt podem aprender a atingir essa resposta, Jessica resume que o foco deve ser prazer e autonomia, n\u00e3o \u201cobriga\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cQuando a mulher quer explorar isso, as orienta\u00e7\u00f5es mais seguras e coerentes com sexologia cl\u00ednica s\u00e3o: reduzir press\u00e3o por desempenho (ansiedade inibe resposta sexual); aumentar tempo de excita\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o do que \u00e9 prazeroso; e explorar est\u00edmulos que envolvam clit\u00f3ris e parede anterior sem dor\u201d, ilustra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Caso haja dor, trauma sexual, disfun\u00e7\u00f5es associadas, ou sofrimento com expectativas, a ginecologista recomenda considerar um acompanhamento com um profissional de sa\u00fade sexual. \u201c\u00c9 uma experi\u00eancia involunt\u00e1ria e vari\u00e1vel, e que \u201cn\u00e3o acontecer\u201d n\u00e3o \u00e9 falha\u201d, reitera.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na hora em que acontece, a rea\u00e7\u00e3o costuma misturar surpresa e constrangimento. 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