{"id":2552,"date":"2026-01-23T13:52:09","date_gmt":"2026-01-23T16:52:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=2552"},"modified":"2026-01-23T13:52:09","modified_gmt":"2026-01-23T16:52:09","slug":"conheca-obras-com-cenas-picantes-indicadas-ao-oscar-de-melhor-filme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/conheca-obras-com-cenas-picantes-indicadas-ao-oscar-de-melhor-filme\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a obras com cenas picantes indicadas ao Oscar de Melhor Filme"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Impulsionado pelas quatro indica\u00e7\u00e3o de <em>O Agente Secreto<\/em> ao Oscar, o debate sobre os rumos da categoria de Melhor Filme volta a ganhar f\u00f4lego, inclusive quando o assunto \u00e9 erotismo. Embora historicamente associada a grandes dramas e narrativas solenes, a principal disputa da premia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m j\u00e1 consagrou obras em que sexo, desejo e descoberta sexual ocupam lugar central.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em alguns casos, a sensualidade se imp\u00f5e de forma direta; em outros, aparece como subtexto, atmosfera ou gesto. H\u00e1 ainda filmes que alcan\u00e7aram reconhecimento cr\u00edtico justamente por transformar o erotismo em linguagem cinematogr\u00e1fica sofisticada. Confira uma sele\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es j\u00e1 indicadas \u00e0 categoria de Melhor Filme do Oscar que cont\u00eam cenas picantes:\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Pecadores (2025)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dirigido por Ryan Coogler (<em>Pantera Negra: Wakanda Para Sempre<\/em>), <em>Pecadores<\/em> tornou-se o filme mais indicado da hist\u00f3ria do Oscar, com 16 nomea\u00e7\u00f5es na edi\u00e7\u00e3o de 2026, incluindo Melhor Filme, Dire\u00e7\u00e3o, Ator e Roteiro Original \u2014 superando recordes de cl\u00e1ssicos como <em>Titanic<\/em> e <em>La La Land.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ambientado em 1932 no Delta do Mississippi, o longa combina elementos de terror, vampirismo, m\u00fasica e tens\u00e3o social, seguindo dois irm\u00e3os g\u00eameos (interpretados por Michael B. Jordan) que retornam \u00e0 sua cidade natal e se deparam com for\u00e7as sobrenaturais que amea\u00e7am a comunidade negra p\u00f3s-segrega\u00e7\u00e3o racial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 not\u00f3ria por cenas com forte carga visual e atmosfera visceral \u2014 incluindo momentos provocantes entre Jordan e Hailee Steinfeld, com uma cena de cuspe na boca \u2014 que geraram debates sobre o modo como sensualidade e horror podem se cruzar para sublinhar temas de desejo, poder e sobreviv\u00eancia humana.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Anora (2024)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2025, <em>Anora<\/em> \u00e9 um romance dram\u00e1tico dirigido por Sean Baker, estrelado por Mikey Madison como Anora \u201cAni\u201d, uma dan\u00e7arina ex\u00f3tica do Brooklyn que se envolve com Vanya (Mark Eydelshteyn), filho impulsivo de um oligarca russo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Lan\u00e7ado ap\u00f3s estrear no Festival de Cannes, onde ganhou a Palma de Ouro, o filme acompanha a jornada emocional de Ani desde o mundo do entretenimento adulto at\u00e9 um relacionamento que come\u00e7a como transa\u00e7\u00e3o e se transforma em um v\u00ednculo \u00edntimo complexo, explorando o sexo em din\u00e2micas de poder e classe.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com um olhar cru e humano sobre trabalho sexual, poder e paix\u00e3o, Anora usa a sexualidade como lente para discutir classe, autonomia e identidade, e conquistou v\u00e1rios pr\u00eamios da temporada, incluindo Oscar de Melhor Atriz para Mikey Madison e Melhor Roteiro Original para Baker.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Pobres Criaturas (2023)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dirigido por Yorgos Lanthimos e adaptado do romance de Alasdair Gray, Pobres Criaturas (Poor Things) \u00e9 uma fantasia surreal estrelada por Emma Stone como Bella Baxter, uma jovem ressuscitada por um cientista interpretado por Willem Dafoe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A narrativa segue Bella enquanto ela foge com um advogado (Mark Ruffalo) e embarca em uma odisseia de autodescoberta, enfrentando preconceitos sociais e explorando sua pr\u00f3pria sexualidade de forma curiosa, livre e emancipada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A obra foi amplamente aclamada por suas performances e originalidade, premiada com o Le\u00e3o de Ouro em Veneza, indicada ao Oscar 2024 e celebrada por suas reflex\u00f5es sobre identidade, poder e o prazer sem vergonha que Bella experimenta ao longo de sua jornada.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">A Favorita (2018)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dirigido por Yorgos Lanthimos, este drama de \u00e9poca se passa na corte da rainha Anne (Olivia Colman) e explora a rivalidade entre a duquesa Sarah Churchill (Rachel Weisz) e a cortes\u00e3 Abigail Hill (Emma Stone). A trama mistura pol\u00edtica, poder e sedu\u00e7\u00e3o em um retrato \u00e1cido da manipula\u00e7\u00e3o e desejo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As cenas de sexo s\u00e1fico entre as protagonistas, sustentadas por rumores hist\u00f3ricos sobre a sexualidade da rainha, s\u00e3o usadas tanto como express\u00e3o de intimidade quanto como ferramenta de controle e manipula\u00e7\u00e3o no jogo pol\u00edtico do s\u00e9culo 18.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">A Forma da \u00c1gua (2017)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dirigido por Guillermo del Toro, este conto fant\u00e1stico de amor entre uma zeladora muda (Sally Hawkins) e uma criatura anf\u00edbia desafia conven\u00e7\u00f5es de romance e erotismo. Embora contenha cenas de amor e desejo, o filme explora tamb\u00e9m a atra\u00e7\u00e3o pelo \u201coutro\u201d, tocando temas como empatia, diferen\u00e7a e conex\u00e3o sensorial entre esp\u00e9cies \u2014 al\u00e9m do fetiche por criaturas fantasiosas (teratofilia). A obra mostra cenas de mastruba\u00e7\u00e3o e sexo entre a mulher e o homem peixe.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Me Chame Pelo Seu Nome (2017)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sob a dire\u00e7\u00e3o de Luca Guadagnino, este drama acompanha o ver\u00e3o intenso vivido por Elio (Timoth\u00e9e Chalamet) e Oliver (Armie Hammer) na It\u00e1lia dos anos 1980, marcado por um despertar emocional e sexual profundo. A sequ\u00eancia com um p\u00eassego tornou-se ic\u00f4nica, simbolizando o desejo adolescente em meio a uma narrativa sensorial de primeiro amor.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Minhas M\u00e3es e Meu Pai (2010)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Explorando a estrutura familiar e os conflitos \u00edntimos, o filme dirigido por Lisa Cholodenko narra o casamento de Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore) que \u00e9 abalado pela presen\u00e7a do doador de esperma Mark (Mark Ruffalo), criando tens\u00f5es que envolvem atra\u00e7\u00e3o, identidade e desejo.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Cisne Negro (2010)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em um mergulho psicol\u00f3gico, Darren Aronofsky retrata a obsess\u00e3o de uma bailarina (Natalie Portman) pelo papel em O Lago dos Cisnes. O filme usa a sexualidade \u2014 incluindo uma cena de sexo entre Portman e Mila Kunis \u2014 como meio de explorar a fragmenta\u00e7\u00e3o da identidade sob press\u00e3o art\u00edstica e psicol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">O Segredo de Brokeback Mountain (2005)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dirigido por Ang Lee, este drama marcou \u00e9poca ao retratar um romance homossexual intenso e reprimido entre dois cowboys (Heath Ledger e Jake Gyllenhaal), cujo desejo \u00e9 moldado por limita\u00e7\u00f5es sociais. Sua abordagem honesta da intimidade gay em Hollywood mainstream ampliou representa\u00e7\u00f5es do amor e do desejo masculino.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Moulin Rouge \u2013 Amor em Vermelho (2001)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O musical dirigido por Baz Luhrmann ambienta a paix\u00e3o tr\u00e1gica entre Christian (Ewan McGregor) e Satine (Nicole Kidman) no cabar\u00e9 parisiense, explorando o erotismo glamouroso e burlesco do entretenimento bo\u00eamio do in\u00edcio do s\u00e9culo 20.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Chocolate (2000)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa com\u00e9dia rom\u00e2ntica estrelada por Juliette Binoche e Johnny Depp usa o chocolate como met\u00e1fora de desejo e tenta\u00e7\u00e3o ao trazer uma chocolateria para uma cidade conservadora, onde sexualidade e prazer sensorial desafiam normas sociais.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Beleza Americana (1999)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O filme de Sam Mendes critica a falsa moral da classe m\u00e9dia ao seguir Lester (Kevin Spacey), obcecado pela jovem Angela (Mena Suvari). Cenas como a banheira com p\u00e9talas se tornaram \u00edcones da cultura pop ao explorar desejo e frustra\u00e7\u00e3o. O longa rendeu cr\u00edticas por envolver um homem adulto envolvido com uma menor de idade, justificando como uma cr\u00edtica a falsa moralidade de fam\u00edlias de classe m\u00e9dia dos Estados Unidos.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Shakespeare Apaixonado (1998)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Misturando Shakespeare (Joseph Fiennes) e romance com Gwyneth Paltrow, o filme usa o sexo e a paix\u00e3o como for\u00e7a criativa que inspira a pr\u00f3pria arte do dramaturgo, elevando o erotismo \u00e0 g\u00eanese do cl\u00e1ssico Romeu e Julieta. Foi vencedor de sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Titanic (1997)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O \u00e9pico de James Cameron transformou o romance entre Jack (Leonardo DiCaprio) e Rose (Kate Winslet) em um s\u00edmbolo de paix\u00e3o juvenil, com cenas como o sexo no carro e o desenho nu eternizadas na cultura cinematogr\u00e1fica. \u201cPinte-me como uma de suas garotas francesas\u201d, eternizou Rose ao usar apenas um colar para posar.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Ghost \u2013 Do Outro Lado da Vida (1990)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Este drama rom\u00e2ntico de Jerry Zucker popularizou a cena ic\u00f4nica de cer\u00e2mica entre Demi Moore e Patrick Swayze, mostrando como a intimidade f\u00edsica pode ser profundamente sensual mesmo sem nudez expl\u00edcita, sustentada pela conex\u00e3o emocional.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Atra\u00e7\u00e3o Fatal (1987)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dirigido por Adrian Lyne, o thriller acompanha o caso extraconjugal entre Dan (Michael Douglas) e Alex (Glenn Close), onde a intensa qu\u00edmica sexual se entrela\u00e7a com obsess\u00e3o e perigo, explorando os limites entre desejo e consequ\u00eancias.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Uma Mulher Descasada (1978)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esse drama de Paul Mazursky foi inovador ao mostrar Erica (Jill Clayburgh) reconstruindo sua vida ap\u00f3s o div\u00f3rcio e abra\u00e7ando sua sexualidade de maneira aberta e honesta, rompendo com estigmas sociais da \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Cabaret (1972)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dirigido por Bob Fosse, em meio \u00e0 Berlim dos anos 1930, o musical usa a vida nos cabar\u00e9s para explorar bissexualidade, desejo e pol\u00edtica, com um tri\u00e2ngulo amoroso que reflete liberdade sexual e efervesc\u00eancia cultural.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">A \u00daltima Sess\u00e3o de Cinema (1971)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Este retrato da juventude americana mostra o despertar sexual dos jovens de forma direta e sem glamour, capturando as incertezas, curiosidades e impulsos que marcam a passagem para a vida adulta.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Cle\u00f3patra (1963)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Estrelado por Elizabeth Taylor, o \u00e9pico hist\u00f3rico retrata Cle\u00f3patra como uma figura poderosa e sedutora em um ambiente de intrigas e paix\u00f5es. Fora das telas, o romance real de Taylor com Richard Burton, seu co-protagonista como Marco Ant\u00f4nio, alimentou ainda mais a aura sensual em torno da produ\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impulsionado pelas quatro indica\u00e7\u00e3o de O Agente Secreto ao Oscar, o debate sobre os rumos da categoria de Melhor Filme volta a ganhar f\u00f4lego, inclusive quando o assunto \u00e9 erotismo. 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