{"id":2703,"date":"2026-02-13T11:22:44","date_gmt":"2026-02-13T14:22:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/?p=2703"},"modified":"2026-02-13T11:22:44","modified_gmt":"2026-02-13T14:22:44","slug":"sexta-feira-13-o-medo-que-pode-virar-tesao-no-roleplay","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/daquilo\/sexta-feira-13-o-medo-que-pode-virar-tesao-no-roleplay\/","title":{"rendered":"Sexta-feira 13: o medo que pode virar tes\u00e3o no roleplay"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Em datas como a <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/diversao-e-arte\/2026\/02\/7353830-filmes-de-terror-para-perder-o-sono-nesta-sexta-feira-13.html\">sexta-feira 13<\/a>, o imagin\u00e1rio coletivo mergulha em m\u00e1scaras, persegui\u00e7\u00f5es e vil\u00f5es ic\u00f4nicos do cinema slasher, elementos que transformam o medo em fantasia compartilhada. O universo de filmes de terror ajudou a consolidar essa est\u00e9tica sombria que, fora das telas, tamb\u00e9m inspira jogos er\u00f3ticos consensuais. Entre sustos e roteiros encenados, o frio na barriga se mistura ao tes\u00e3o, mostrando como medo e desejo muitas vezes caminham lado a lado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tal fen\u00f4meno \u00e9 definido como transfer\u00eancia de excita\u00e7\u00e3o, conforme a sex\u00f3loga e psic\u00f3loga Alessandra Ara\u00fajo. \u201cQuando voc\u00ea sente medo, seu corpo entra em estado de alerta. Se voc\u00ea est\u00e1 acompanhado de algu\u00e9m por quem j\u00e1 tem atra\u00e7\u00e3o, seu c\u00e9rebro pode acabar &#8220;pegando emprestada&#8221; essa energia do susto e transformando-a em desejo\u201d, explica. \u201c\u00c9 como se o corpo ficasse turbinado e usasse esse combust\u00edvel para a libido.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesse processo, a adrenalina \u00e9 a chave. \u201cEsse horm\u00f4nio faz o cora\u00e7\u00e3o bater r\u00e1pido, a respira\u00e7\u00e3o ficar ofegante e o sangue circular mais intensamente. Curiosamente, essas s\u00e3o as mesmas rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas que acontecem quando estamos ficando excitados\u201d, afirma a especialista. O corpo, ent\u00e3o, fica pronto para a a\u00e7\u00e3o, seja ela qual for.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">E as rea\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o semelhantes: as pupilas dilatam, o cora\u00e7\u00e3o acelera, as m\u00e3os podem suar e a sensibilidade da pele aumenta. \u201cComo os sinais f\u00edsicos s\u00e3o muito pr\u00f3ximos, \u00e9 muito f\u00e1cil para o c\u00e9rebro converter o &#8220;arrepio do medo&#8221; no &#8220;arrepio do prazer&#8221;, especialmente quando o perigo n\u00e3o \u00e9 real (como em um filme)\u201d, esclarece Alessandra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Compartilhar o medo ainda pode criar uma sensa\u00e7\u00e3o de cumplicidade devido a conex\u00e3o de sobreviv\u00eancia \u2014 mesmo que o perigo n\u00e3o seja real. \u201cO al\u00edvio que vem logo ap\u00f3s um susto libera ocitocina, que \u00e9 o horm\u00f4nio do v\u00ednculo e do afeto. Essa mistura de &#8220;estamos seguros agora&#8221; com a proximidade f\u00edsica durante o filme gera uma tens\u00e3o sexual muito forte\u201d, a sex\u00f3loga aponta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O perigo controlado traz a emo\u00e7\u00e3o do risco sem o dano real, liberando dopamina, a subst\u00e2ncia do prazer e da recompensa. Nesse cen\u00e1rio, surgem os roleplays de terror \u2014 m\u00e1scaras, fantasias, performances de situa\u00e7\u00f5es de risco, tudo aquilo que deixa os sentidos mais agu\u00e7ados e aumenta a intensidade da a\u00e7\u00e3o. \u201cExistem fantasias cl\u00e1ssicas que funcionam bem, como a do vampiro (que envolve sedu\u00e7\u00e3o e poder) ou de personagens sobrenaturais misteriosos. O importante aqui \u00e9 focar no clima de mist\u00e9rio e na brincadeira de &#8220;ca\u00e7a e ca\u00e7ador&#8221;, onde um seduz e o outro \u00e9 conquistado, sempre mantendo o tom de divers\u00e3o e fantasia\u201d, sugere a especialista.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para quem deseja acrescentar um toque de terror no sexo, Alessandra orienta: \u201cO primeiro passo \u00e9 garantir que os dois estejam se sentindo bem psicologicamente. Fantasias que envolvem medo n\u00e3o devem ser feitas se um dos dois estiver passando por um momento de ansiedade real ou trauma. \u00c9 preciso separar o que \u00e9 brincadeira do que causa desconforto de verdade. A regra \u00e9: tem que ser excitante para os dois, nunca aterrorizante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vil\u00f5es e seres sobrenaturais s\u00e3o os favoritos na fantasia. Isso porque\u00a0 esses personagens representam arqu\u00e9tipos de poder, mist\u00e9rio e proibi\u00e7\u00e3o, segundo Alessandra. \u201cBrincar com esses pap\u00e9is permite que o casal explore lados mais dominantes ou submissos de forma segura e criativa\u201d, diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Antes de come\u00e7ar a brincadeira, no entanto, o casal deve combinar um sinal claro caso deseje parar e o \u201cn\u00e3o\u201d fa\u00e7a parte da performance. \u201cO sistema de cores \u00e9 o mais simples: &#8220;Verde&#8221; (est\u00e1 tudo \u00f3timo), &#8220;Amarelo&#8221; (v\u00e1 mais devagar ou mude o ritmo) e &#8220;Vermelho&#8221; (pare imediatamente)\u201d, recomenda. \u201cTer uma palavra de seguran\u00e7a garante que, mesmo que a encena\u00e7\u00e3o pare\u00e7a intensa, os dois saibam que podem interromper tudo a qualquer segundo.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Simula\u00e7\u00f5es de risco, como brincadeiras com persegui\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m exigem cuidados espec\u00edficos. \u201cO segredo \u00e9 a conversa pr\u00e9via e o uso de objetos cenogr\u00e1ficos que n\u00e3o ofere\u00e7am perigo real\u201d, resume Alessandra. \u201cNunca use nada que possa machucar de verdade. A ideia \u00e9 criar a ilus\u00e3o do risco atrav\u00e9s da atua\u00e7\u00e3o, da ilumina\u00e7\u00e3o e do cen\u00e1rio. O consentimento deve ser reafirmado sempre: se a brincadeira mudar de rumo, pare e pergunte se o parceiro ainda est\u00e1 confort\u00e1vel.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A seguir, confira dez filmes de terror para ajudar a apimentar a rela\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Corrente do Mal\u00a0<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> P\u00e2nico<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Dr\u00e1cula de Bram Stoker<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Fome de Viver<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Garota Infernal<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Casamento Sangrento<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Fresh<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Sob a Pele\u00a0<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> Midsommar: O Mal N\u00e3o Espera a Noite<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"> A Marca da Pantera<\/span><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em datas como a sexta-feira 13, o imagin\u00e1rio coletivo mergulha em m\u00e1scaras, persegui\u00e7\u00f5es e vil\u00f5es ic\u00f4nicos do cinema slasher, elementos que transformam o medo em fantasia compartilhada. 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